Ciência aberta
A expressão ciência aberta (open science) faz referência a um modelo de prática científica que, em consonância com o desenvolvimento da cultura digital, visa a disponibilização das informações em rede de forma oposta à pesquisa fechada dos laboratórios. Tem como característica a participação de uma ampla base de contribuidores potenciais e insumos, como dados ou algoritmos de resolução de problemas[1]. Atualmente a expressão também se refere a geração de materiais de pesquisa que são compartilhados abertamente, sem a necessidade de patentes. Por exemplo, no Brasil foi iniciado o convênio de ciência aberta Consórcio do Genoma Estrutural, o qual tem o objetivo de gerar pequenas moléculas inibidores de proteínas quinasses e estas moléculas estarão disponíveis para qualquer grupo de pesquisa do Brasil e do mundo. [2] Nesse contexto, novas iniciativas de publicação e revisão por pares, como o Peerage of Science, o arXiv e a PLoS confirmam essa tendência que agora desponta também nas redes sociais.[3]
Referências
- María-Soledad Ramírez-Montoya; Francisco-José García-Peñalvo (1 de janeiro de 2018), «Co-creation and open innovation: Systematic literature review», Comunicar, ISSN 1134-3478 (em espanhol), 26 (54): 09-18, 9-18, doi:10.3916/C54-2018-01, Wikidata Q105562451, consultado em 18 de fevereiro de 2021
- «Pesquisadores compartilham estudos em defesa da 'ciência aberta'». Terra. Consultado em 18 de fevereiro de 2021. Cópia arquivada em 18 de junho de 2018
- «Ciência Hoje: Ciência aberta». Consultado em 6 de maio de 2013. Arquivado do original em 13 de maio de 2013
