Coari
Coari (AFI: [koa'ri]) é um município brasileiro no interior do estado do Amazonas, Região Norte do país. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população estimada do município era de 86 713 em 2021, sendo o quinto município mais populoso do estado.[7]
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|---|---|---|---|
| Município do Brasil | |||
| Símbolos | |||
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| Hino | |||
| Gentílico | coariense | ||
| Localização | |||
![]() Localização de Coari no Amazonas | |||
![]() Coari |
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| Mapa de Coari | |||
| Coordenadas | |||
| País | Brasil | ||
| Unidade federativa | Amazonas | ||
| Municípios limítrofes | Oeste: Tefé e Maraã; Norte: Codajás; Leste: Codajás e Anori; Sul: Tapauá | ||
| Distância até a capital | 363 km | ||
| História | |||
| Fundação | 1 de maio de 1874 (148 anos)[1] | ||
| Emancipação | 21 de maio de 1874 (148 anos) | ||
| Administração | |||
| Prefeito(a) | Keitton Wyllyson Pinheiro Batista[2] (PP, 2021 – 2024) | ||
| Vereadores | 15 | ||
| Características geográficas | |||
| Área total [3] | 57 921,646 km² | ||
| População total (estatísticas IBGE/2021[4]) | 86 713 hab. | ||
| • Posição | AM: 5º | ||
| Densidade | 1,5 hab./km² | ||
| Clima | equatorial (Am) | ||
| Altitude | 40 m | ||
| Fuso horário | Hora do Amazonas (UTC-4) | ||
| CEP | 69460-000 | ||
| Indicadores | |||
| IDH (PNUD/2010[5]) | 0,586 — baixo | ||
| • Posição | AM: 21º | ||
| PIB (IBGE/2020) | R$ 1 320 621 mil | ||
| • Posição | AM: 4º | ||
| PIB per capita (IBGE/2019[6]) | R$ 25 997,01 | ||
| Sítio | coari coari | ||
Situada no centro da maior floresta tropical do mundo, a cidade está mais precisamente localizada à margem esquerda do rio Solimões entre o Lago do Mamiá e o Lago de Coari. A cidade é conhecida como a Rainha do Solimões e mais recente apelidada de "terra do gás", a qual localiza-se a Província Petrolífera de Urucu, onde se extrai petróleo e gás natural.
Coari tem a sua origem ligada às raízes indígenas, entre eles os primeiros povos ancestrais que viviam na região como os Jurimagua, Kambeba, Catuxy, Uaupé, Juma, Irijus, antes da chegada dos Portugueses e Espanhóis. O nome Coari possui esta herança e dois significados. Em 1759 a aldeia é elevada a lugar com nome português de Lugar de Alvellos. Em 1874 o lugar foi elevada à vila (Vila de Coary), no mesmo ano é criado o município de Coari com a instalação da sede da cidade.[8]
Etimologia
O nome Coari também está ligado às raízes indígenas e há duas versões: das palavras indígenas "Coaya Cory", ou "Huary-yu", significa respectivamente "rio do ouro" e "rio dos deuses".[8]
História
Primeiros povos e colonização européia
Antes da chegada dos colonizadores, a região de Coari era habitada pelos povos nativos, com destaque aos povos Jurimauas, Catauixis, Jumas e outros.[8]
A história de Coari se remonta ao Século XVIII. O primeiro núcleo de povoamento na região é fundado pelo jesuíta espanhol Samuel Fritz. Após conflitos e seus desdobramentos pela determinação de Portugal em ocupar as áreas outrora pertencentes à Espanha. Fritz subitamente faleceu e com ele morreu sua causa.
A configuração do domínio português nesta região do vale do Solimões, onde localiza-se o município de Coari, deveu-se em grande parte à expansão das missões Carmelitas. Em 1703, já eram 30 missões Carmelitas. Das missões carmelitanas no Solimões, nasceram Santana de Coary (atual Coari), Santa Theresa de Teffé (Tefé) e São Paulo dos Cambebas (São Paulo de Oliveça).[9]
O povoamento recebe o nome de Coari, por estar situado às margens do lago de mesmo nome, próximo ao rio Coari. A denominação recebida pelo rio e ao lago que banha a sede municipal, foi estendida a denominação também ao município, posteriormente.
O povoado de Coary foi elevada a lugar apenas em 1759, quando recebeu o nome de Freguesia de Alvelos, nome este de origem portuguesa. O povoado estava localizado na região onde hoje situa-se a praia da Freguesia e desapareceu por completo poucos anos depois.[8] Por virtude da Lei nº 37, de 30 de setembro de 1854, a sede da freguesia foi transferida para a foz do lago de Coari. Vinte anos após a mudança da sede, a mesma foi elevada à Vila pela Lei nº 287, de 1 de maio de 1874. A vila recebeu o nome de Coary, sendo que sua instalação ocorreu em dezembro do mesmo ano.[8]
Em 15 de novembro de 1890, o termo judiciário de Coari foi instalado. Pelo decreto 95-A, de 10 de abril de 1891, foi criada a Comarca da vila, que recebeu sua instalação definitiva em 30 de junho do mesmo ano.[8] Entretanto, a Comarca coariense foi extinta em 1913, tendo seu termo subordinado à comarca de Tefé, município vizinho.[8]
A Comarca de Coari foi novamente instalada três anos depois, em 1916, em virtude da Lei n° 844, de 14 de fevereiro daquele ano. No entanto, mais uma vez a Comarca foi suprimida, por força da Lei n° 133, de 7 de fevereiro de 1922.[8] A comarca foi restaurada, outra vez, através da Lei n° 122, de 10 de março de 1924, não sendo mais suprimida.

Fundação de Coari
A fundação deu início com a elevação à vila pela Lei nº 287 em 1º de maio de 1874. A vila recebeu o nome de Vila de Coary.
A emancipação ocorreu em 21 de maio de 1874, pela Lei Provincial n.º 287, é criado o município de Coari, (desmembrado do município de Tefé); fazendo desta data histórica de emancipação o início de criação de Coari.
A instalação da sede da cidade ocorreu em 02 de dezembro de 1874. E por alguma razão teórica denominou-se em 02 de agosto, dia e mês convencionada a usar como aniversário da cidade.
De acordo com a divisão administrativa judiciária vigente, apenas um distrito compõe o município, e a comarca também compreende apenas um único termo.[8]
O município de Coari possuía uma Comarca e os seus 05 distritos: A vila de Coary, o distrito do Barro Alto, distrito de Camará, distrito de Itapéua e distrito de Piorini. A população no final da primeira década do século XX era de 11.000 mil habitantes e 295 eleitores. Foi eleito o primeiro prefeito do município, Dorval dos Santos Melo, e para vereadores Raimundo de Freitas Dantas, Sebastião Rodrigues do Nascimento, Luiz Freitas de Moraes, Maria Ferreira de Souza, João Nogueira de Araújo e João Soares da Fonseca. Nesta eleição votaram 1 380 eleitores.[8]
História recente
O município conhecido pela produção de banana, hoje se destaca por produzir petróleo e gás natural, que ocorre em uma região denominada de Urucu. A produção de petróleo gira em torno de 53.500 bbl/d (2007) e de gás natural chega a 10 milhões de m³/d.
O município possui um gasoduto que ligar a sua base produtora ao mercado consumidor localizado em Manaus. São 450 km de distância da base à Manaus, somando aos 278 km do gasoduto que interliga os campos produtores à cidade de Coari e outro gasoduto que interliga Coari a cidade de Manaus.
Coari se tornou também um polo na área de Educação, com o Campus da Universidade Federal do Amazonas-UFAM, uC campus da Universidade do Estado do Amazonas-UEA, uC campus do Instituto Federal do Amazonas -IFAM, um pólo do Centro Universitário Leonardo Da Vinci-Uniasselvi e outras 3 faculdades particulares, além de centros técnicos e tecnológicos do CETAM, SENAC, SENAI e SESC.
Geografia
De acordo com a divisão do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística vigente desde 2017,[10] o município pertence à região geográfica intermediária de Manaus e à região imediata de Coari.[10] Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, o município fazia parte da microrregião de Coari, que por sua vez estava incluída na mesorregião do Centro Amazonense.[11]
Clima
O clima de Coari é considerado tropical equatorial (tipo Am segundo Köppen), quente e úmido, com temperatura média compensada anual de 26,8 °C e umidade do ar relativamente (URA) elevada com média anual 82% (ideal 60% de umidade, segundo a Organização Mundial de Saúde - OMS), com índice pluviométrico em torno de 2 357 milímetros (mm) anuais. As estações do ano são relativamente bem definidas: o verão é muito chuvoso e o inverno relativamente muito calor.
Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), referentes ao período de 1969 a 2016, a menor temperatura registrada em Coari foi de 11 °C em 18 de julho de 1975,[12] e a maior atingiu 38,8 °C em 27 de setembro de 2015.[13] O maior acumulado de precipitação em 24 horas foi de 170 milímetros (mm) em 16 de fevereiro de 2012.[14] Janeiro de 2012, com 576,5 mm, foi o mês de maior precipitação.[15]

Coari possui em média ao ano:[16]
- Duração da luz do sol: 1 448 h/ano
- Nascer do sol: 05:48
- Pôr do sol: 18:06
- Duração do dia: 12h 18min
- Meio-dia solar: 11:57
| Dados climatológicos para Coari | |||||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Mês | Jan | Fev | Mar | Abr | Mai | Jun | Jul | Ago | Set | Out | Nov | Dez | Ano |
| Temperatura máxima recorde (°C) | 36,9 | 36,6 | 38 | 36,4 | 36 | 36 | 37,8 | 37,5 | 38,8 | 38,4 | 38,3 | 36,6 | 38,8 |
| Temperatura máxima média (°C) | 31,8 | 31,9 | 32 | 31,9 | 31,7 | 31,7 | 32,2 | 33,2 | 33,3 | 33,2 | 32,6 | 32,1 | 32,3 |
| Temperatura média compensada (°C) | 26,4 | 26,4 | 26,6 | 26,6 | 26,6 | 26,4 | 26,8 | 27,4 | 27,4 | 27,3 | 27 | 26,8 | 26,8 |
| Temperatura mínima média (°C) | 21,6 | 21,8 | 22 | 22 | 22,1 | 21,9 | 21,9 | 22,2 | 22,3 | 22,4 | 22,3 | 22,2 | 22,1 |
| Temperatura mínima recorde (°C) | 14,6 | 15,4 | 16,7 | 15,6 | 14 | 12,4 | 11 | 14,8 | 15 | 15,7 | 16,4 | 15,8 | 11 |
| Precipitação (mm) | 264,5 | 265,5 | 322,3 | 272,4 | 213,1 | 128,9 | 87,2 | 68,9 | 100,4 | 156,7 | 215,6 | 261,7 | 2 357,2 |
| Dias com precipitação (≥ 1 mm) | 18 | 17 | 18 | 17 | 16 | 13 | 9 | 8 | 9 | 12 | 13 | 16 | 166 |
| Umidade relativa compensada (%) | 85,6 | 84,9 | 84,9 | 85 | 85,1 | 83,9 | 80,8 | 78,1 | 78,8 | 79,7 | 81,9 | 83,6 | 82,7 |
| Horas de sol | 99,4 | 92,7 | 103,5 | 115,6 | 114,6 | 111 | 141,4 | 152,6 | 149,2 | 137,5 | 123 | 107,5 | 1 448 |
| Fonte: Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) (normal climatológica de 1981-2010;[17] recordes de temperatura: 25/07/1969 a 31/05/1990 e 01/01/1993 a 31/01/2016)[12][13] | |||||||||||||
Demografia
De acordo com estimativas de 2021 promovido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população de Coari era de 86 713 habitantes, sendo o 5º município amazonense mais populoso e apresentando uma densidade populacional de 1,47 habitantes por km².[4] Ainda de acordo com o censo, 39 476 habitantes são homens e 36 489 são mulheres.
A maior parte da população de Coari é residente na zona urbana, o que representa 65,39% do total de habitantes.[18] A população do município representa 2,39% da população do estado.[19]
Outro setor que também cresceu muito acima da média foi a urbanização, que registrou 8,02% de crescimento em 10 anos, passando de 54,5% para 58,8%, com urbanização adequada de bueiro, pavimentação e meio-fio. Apresenta 38% de domicílios com esgotamento sanitário adequado, 69.4% de domicílios urbanos em vias públicas com arborização.
Composição étnica de Coari
O percentual da população coariense por grupo étnico racial tem na sua formação histórica o resultado da miscigenação dos três grupos étnicos básicos que compõem a população brasileira: o indígena, o europeu e o negro, formando, assim, os mestiços da região (caboclos). Mais tarde outros pequenos grupos de imigrantes marcaram presença, como japoneses e árabes. Entre migrantes de outros estados destacam-se os grupos advindos do nordeste no começo do século XIX, em especial cearenses, paraibanos e maranhenses. Na mais atual formação encontra-se a presença de migrantes vindo do estado do Pará.
Composição ética-racial [20]
- Pardos ou mestiços (75,6%),
- Brancos (15,6%),
- Pretos (6,9%),
- Amarelos (1,1%) grupo descendentes de japoneses
- Indígenas (0,6%).
Entre os anos de 1991 a 2000, o crescimento demográfico anual registrado em Coari foi de 6,56%. O município passou de 38 678 habitantes em 1991 para 67 096 habitantes em 2000, apresentando um crescimento populacional muito superior a média nacional brasileira registrada no mesmo período. O censo de 2010 registrou uma população de 75 965 habitantes. A população do município estava estimada em 86 713 em 2021.
Evolução do crescimento populacional
| Crescimento populacional | |
|---|---|
| Censo | Pop. |
| 1991 | 38 678 |
| 2000 | 67 096 |
| 2010 | 75 965 |
| 2021 Est.[7] | 86 713 |
O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal registrado em Coari é de 0,586 o que é considerado baixo pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) de 2010, ocupando a 21ª posição na questão do IDH.
Na década de 1990 foi registrado um IDH de 0,312 (muito baixo) em 1991, após uma década em 2000 o índice teve leve crescimento 0,389, em 2010 foi observado um incremento de mais 0,197 elevando o índice para 0,586, ainda assim considerado baixo. Para 2021 com base na média de crescimento de 2000 a 2010 o índice está projetado para 0,783 considerado "alto".[21]
A taxa de mortalidade infantil média na cidade é de 13,7 para 1.000 nascidos vivos. O índice de GINI é 0,62 e mede a desigualdade econômica. O indicador varia de 0 (perfeita igualdade) a 1 (desigualdade).[22]
Na avaliação da qualidade da educação no ensino fundamental, considerando o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), Coari obteve nota 4,6 para os anos iniciais e nota 3,8 para os anos finais, em 2019 (a meta era 4,3 e 4,5, respectivamente). A taxa de escolarização de Coari é de 86,8%.[23]
Religião
Coari está localizada no país mais católico do mundo em números absolutos. A Igreja Católica teve seu estatuto jurídico reconhecido pelo governo federal em outubro de 2009,[24] ainda que o Brasil seja atualmente um estado oficialmente laico.[25]
São diversas as manifestações religiosas presentes no município. Embora seu desenvolvimento tenha sido sobre uma matriz social eminentemente católica, tanto devido à colonização quanto à imigração. A cidade possui a maior torre de catedral de toda a região do rio Solimões, a Diocese de Coari. É também possível encontrar atualmente na cidade dezenas de denominações protestantes diferentes, assim como a prática do umbandismo, espiritismo, crenças indígenas, entre outras.
De acordo com dados do censo de 2010 a população coariense era composta por:
- Católicos (73,01%),
- Evangélicos (21,99%),
- Sem religião/ Irreligião (1,3%),
- Espíritas (0,2%)
- Outras religiões (0,2%).[26]
Política
Coari já possuiu 30 governantes majoritários, 15 destes nomeados e quinze prefeitos eleitos por eleições diretas (voto popular), seguindo o modelo proposto pela Constituição Federal. O primeiro prefeito eleito em Coari foi Roberval Rodrigues da Silva (PFL) de 1982 a 1988. O prefeito atual de Coari é Keitton Pinheiro[27], do Progressistas.
De acordo com o Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), Coari possuía em 2020, 51.739 eleitores, sendo o quarto maior colégio eleitoral do Amazonas, entre os municípios do estado, atrás apenas de Parintins, Manacapuru e Itacoatiara.
Eleições suplementares 2021
| Candidatos | Votos | Votos (%) |
|---|---|---|
| Keitton Pinheiro | 17 765 | 53,24% Eleito |
| Robson Tiradentes | 11 680 | 35,00% |
A eleição suplementar realizada em 2021 em Coari foi determinada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AM) após cassação do mandato do prefeito eleito em 2020, Adail Filho (PP). Segundo o TRE, eles não poderiam comandar a prefeitura, porque esse seria o terceiro mandato consecutivo do mesmo núcleo familiar.
Nas eleições 2021, Keitton Pinheiro (PP), foi eleito com 53,24% dos votos, Robson Tiradentes (PSC) 35,00%, Zé Henrique (PL) 11,31%, outros 0,44%, com 100% das urnas apuradas. O comparecimento do eleitorado às urnas foi de 77,1%. Abstenção 22,89%.[27]
Dentre todos os prefeitos, é notável ainda, na política coariense o registro histórico do assassinato de dois prefeitos durante o mandato: Herbert Lessa de Azevêdo[28], prefeito da Vila de Coary, em 1927 e do prefeito e médico Dr. Odair Carlos Geraldo, em 1995.[29]
Economia
O Produto Interno Bruto (PIB) de Coari é o segundo maior do Estado do Amazonas depois de Manaus, com R$ 2.212.267 bilhões, em 2019. O maior entre os municípios do interior e o maior da microrregião de Coari.
Coari possui o segundo maior PIB do setor industrial com R$ 1.091.724 bilhão, ou 49% do total do PIB do município, de acordo com dados da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação - SEDECTI.[30] Ainda de acordo com os dados, o PIB dos setor de serviços é R$ 944.503 milhões, posicionando-se em terceiro lugar atrás de Manaus e Itacoatiara. No PIB do setor da agropecuária está em 15a posição com R$ 91.542 milhões. A arrecadação de impostos representa 3,9% do total o PIB (R$ 84.498 milhões).
De acordo com dados do IBGE, relativos a 2019, o PIB per capita de Coari é de R$ 25.997, ante R$ 23.954 de 2018, um crescimento anual de 8,53%. É o terceiro maior valor do estado, após Manaus e Presidente Figueiredo. O PIB per capita é a relação entre o Produto Interno Bruto e a sua população, demonstra quanto seria se dividisse toda a sua riqueza produzida por cada cidadão de seu município.
A composição do PIB de Coari destaca-se, sobretudo, na área da indústria do petróleo e prestação de serviços.
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Setor primário
- Agricultura: Cultiva-se principalmente produtos como a mandioca, feijão, coentro, pepino, maxixe, pimenta e couve-flor em períodos temporários. Na cultura permanente destaque maior para a produção de banana, limão, goiaba, mamão, cupuaçú e maracujá.[31]
- Pecuária: O criatório no município consiste no desenvolvimento de espécies como Mestiço e Nelore.
- Avicultura: A criação é tipicamente doméstica e o consumo é familiar, representado pela criação de galinhas e perus.
- Extrativismo vegetal: A produção e extração de madeira é uma atividade de destaque na cidade. Figuram também a extração do cacau, castanha-do-pará e sorva.
Setor secundário
- Indústrias: além da indústria extrativa de petróleo e gás natural na Província Petrolífera de Urucu,[32] o município também apresenta concentrações de indústrias alimentícias e de materiais de construção.
Cultura e sociedade
Festas populares
- Festival Folclórico; na segunda quinzena de julho.
Nos meses que antecedem a festa junina, a cidade fica bastante movimentada, pois é época de festa culturais diversas como as noitadas caipiras que movimentam as escolas e a cidade em geral, onde as danças regionais fazem uma prévia para o Festival Folclórico de Coari disputado em junho. As cirandas, quadrilhas caipiras, adultas de luxo, boi-bumbá mirim, danças internacionais assim como outras categorias, se manifestam para abrilhantar a todos que gostam de prestigiar a cultura do município.
A maior rivalidade das brincadeiras é entre as Cirandas Luxos (Categoria Adulto), pois desde 1999, com o surgimento da Ciranda Renovação, surgiu uma nova remodelagem nessa categoria, ficando conhecida a partir daquele ano como a era da "ciranda moderna", já que antes de 1999 as ciranda do Amor (a mais antiga) e a extinta Ciranda Paraíso (sucessora da Ciranda Renovação), apresentavam-se nos moldes da ciranda tradicional, conhecida como a era da "ciranda de xita". Então, com a extinção da Ciranda Paraíso em 1998, surgiu a Ciranda Renovação, fundada no dia 4 de abril de 1999, e no ano seguinte (2000), com um rachão dos brincantes da Ciranda do Amor, esses fundaram a Ciranda Paixão, atualmente a mais nova entre as três, da categoria adulta. É grande a expectativa para prestigiá-las. Desde então, a maior campeã dentre elas é a Ciranda Renovação, com cinco Títulos (1999, 2000, 2003, 2006 e 2007), em segundo vem a Ciranda Paixão, com dois títulos apenas (2001 e 2008), e a Ciranda do Amor ganhou a última edição do festival cultural de Coari (2013), sendo que já tinha sido tricampeã na era da "ciranda de xita", (1996, 1997 e 1998).
Outras festas populares de destaque também ocorrem no município:
- Festejo do Padroeiro São Sebastião: 2ª quinzena de janeiro;
- Carnaval de Rua de Coari : entre fevereiro e março conforme calendário nacional dessa festa;
- Festejo do Divino Espírito Santo: 2ª quinzena de abril;
- Festejo de N. S. do Perpétuo Socorro: 1ª quinzena de maio;
- Festejo de Santana: 2ª quinzena de junho;
- Festival Folclórico de Coari: realizado no final julho juntamente com o aniversário da cidade;
- Aniversário da cidade: em 1 e 2 de agosto;
- Festejos de Santo Afonso: 1ª quinzena de agosto;
- Festival da Música Popular de Coari; 24 a 26 de Outubro;
- Festejos de São Sebastião: 2ª quinzena de outubro;
- Autos de Natal: 1ª quinzena de dezembro;
- Festa do Gás Natural (Substituta da Festa da Banana desde o ano 2000); 1ª quinzena de dezembro.
A cidade de Coari baseada na fraternidade, amizade, cooperação e respeito recíproco entre cidades, possui por razões histórico-sócio-culturais como cidades irmãs: Tefé e Codajás.
Transportes
A cidade é servida por um aeroporto regional, o Aeroporto de Coari localizado 4,6 km do centro da cidade. O Aeroporto de Porto Urucu aeródromo privado, localizado no distrito de Porto Urucu a 470 km de distância da cidade de Coari e serve a população residindo e trabalhando na Província petrolífera de Urucu da Petrobras. O Aeroporto Regional de Coari possui uma movimentação média anual de cerca de 27,800 passageiros, com operações do tipo aviação comercial doméstica regular, não regular e aviação geral doméstica. Suas coordenadas são as seguintes: 04°08'02.00"S de latitude e 63°07'52.00"W de longitude. Possui uma pista de 1600m de asfalto.
O Porto de Coari é um dos mais antigos do Amazonas e é responsável pela logística hidroviária no estado e a microrregião de Coari. Localizado à margem esquerda do Rio Solimões, dentro do Lago de Coari, à frete da cidade, ao porto atende toda à região do Solimões-Amazonas, sendo administrado pela Sociedade de Navegação, Portos e Hidrovias do Estado do Amazonas (SNPH) e Prefeitura de Coari. É capaz de operar em qualquer período do ano, das cheias a secas. Possui uma estrutura em ferro que acompanham o nível das cheias do rios. Recebe cargas e passageiros, entre navios, balsas, barcos e lanchas expresso.
Não há transporte públicos na cidade. A malha de transporte se dá pela utilização prioritária de mototaxis e de táxis.
Referências
- «Coari - Histórico». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Consultado em 19 de junho de 2021
- «Keitton Pinheiro, do PP, é eleito prefeito de Coari». G1. 5 de dezembro de 2021. Consultado em 7 de dezembro de 2021
- IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010
- Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (27 de agosto de 2021). «Estimativas da população residente no Brasil e unidades da federação com data de referência em 1º de julho de 2021» (PDF). Consultado em 19 de setembro de 2021
- «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 9 de setembro de 2013
- «Coari». IBGE. 28 de agosto de 2020. Consultado em 21 de dezembro de 2020
- «História de Coari (AM)». Acre tudo e região. Consultado em 10 de janeiro de 2013
- Perdigão, Jordan (2013). «OS CARMELITAS NA AMAZÔNIA OCIDENTAL» (PDF). "UFAM". Consultado em 20 de setembro de 2022
- Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2017). «Divisão Regional do Brasil». Consultado em 10 de fevereiro de 2018. Cópia arquivada em 10 de fevereiro de 2018
- Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1990). «Divisão regional do Brasil em mesorregiões e microrregiões geográficas» (PDF). Biblioteca IBGE. 1: 23. Consultado em 22 de junho de 2018. Cópia arquivada (PDF) em 10 de fevereiro de 2018
- «BDMEP - série histórica - dados diários - temperatura mínima (°C) - Coari». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 22 de junho de 2018
- «BDMEP - série histórica - dados diários - temperatura máxima (°C) - Coari». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 22 de junho de 2018
- «BDMEP - série histórica - dados diários - precipitação (mm) - Coari». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 22 de junho de 2018
- «BDMEP - série histórica - dados mensais - precipitação total (mm) - Coari». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 22 de junho de 2018
- «Nascer do sol, pôr do sol, duração do dia e hora solar de Coari». Time Is. 13 de novembro de 2022. Consultado em 13 de novembro de 2022
- «NORMAIS CLIMATOLÓGICAS DO BRASIL». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 22 de junho de 2018
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