Colares DOC
Colares é uma pequena região vinícola portuguesa no concelho de Sintra, em redor da vila de Colares, entre a serra e o Atlântico. A região tem a classificação DOC, Denominação de Origem Controlada e estende-se ao longo da costa, com as vinhas protegidas por paliçadas de canas secas e instaladas em dunas de areia. A região é conhecida pelos vinhos tintos delicados, de cor pouco densa e ricos em taninos.[1]
A certificação da DOC Colares é feita pela Comissão Vitivinícola da Região de Lisboa.
Características
Colares é região demarcada desde 1908, mas a origem dos seus vinhos remonta a 1255, quando D. Afonso III fez a doação do Reguengo de Colares, obrigando a plantar aí videiras vindas de França.
As características únicas dos vinhos de Colares devem-se à combinação de castas, solo e clima temperado e húmido no Verão, mas principalmente ao facto da vinha ser instalada em "chão de areia". Situadas próximo do mar as vinhas estão sujeitas a ventos marítimos muito fortes, pelo que tradicionalmente são protegidas por paliçadas de canas. As castas são plantadas na camada argilosa subjacente à camada arenosa, sem recurso a porta-enxertos. Os seus solos arenosos conseguiram manter afastada a filoxera, epidemia que assolou a Europa e quase todo o território português, por isso as vinhas de Colares da casta Ramisco, não enxertadas, estão entre as mais antigas de Portugal.[2]
Castas
- Principais castas tintas: Ramisco, com representação mínima de 80%.
- Principais castas brancas: Malvasia, com representação mínima de 80%.
Vinhos
A designação Colares DOC pode ser utilizada em vinhos tintos e brancos.
Municípios
A área geográfica da DOC Colares situa-se no concelho de Sintra, entre a Serra de Sintra e o Oceano Atlântico, compreendendo as freguesias de Colares, São Martinho e São João das Lampas.
Notas
- T. Stevenson "The Sotheby's Wine Encyclopedia" pg 331 Dorling Kindersley 2005 ISBN 0756613248
- «Cópia arquivada». Consultado em 22 de abril de 2009. Arquivado do original em 21 de abril de 2009