Jean Paul Prates
Jean Paul Terra Prates (Rio de Janeiro, 19 de junho de 1968) é um advogado, economista, ambientalista e empreendedor, filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT). Atualmente, é senador pelo Rio Grande do Norte, tendo assumido a vaga deixada por Fátima Bezerra, que se elegera governadora do estado.
| Jean Paul Prates | |
|---|---|
![]() Jean Paul Prates | |
| Senador pelo Rio Grande do Norte | |
| Período | 1 de janeiro de 2019 até a atualidade |
| Antecessor(a) | Fátima Bezerra |
| Dados pessoais | |
| Nome completo | Jean Paul Terra Prates |
| Nascimento | 19 de junho de 1968 (54 anos) Rio de Janeiro |
| Nacionalidade | Brasil |
| Progenitores | Mãe: Françoise Andree G Terra Prates Pai: Paulo Altivo Arbo Prates |
| Alma mater | Universidade do Estado do Rio de Janeiro |
| Partido | PT (2013-presente) |
| Profissão | advogado e economista |
Biografia
Cursou Direito na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e Economia na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Nos Estados Unidos, tornou-se mestre em Planejamento Energético e Gestão Ambiental pela Universidade da Pennsylvania. Na França, concluiu mestrado em Economia de Petróleo e Motores pelo Instituto Francês do Petróleo.[1] É botafoguense de coração (e de nascimento, como costuma dizer, por ter nascido no bairro de Botafogo, no Rio de Janeiro). Alecrinense no Rio Grande do Norte, foi diretor de futebol do Alecrim Futebol Clube em 2015, ano do Centenário do clube levando o time à decisão do primeiro turno do Campeonato Potiguar após quase trinta anos do clube sem disputar uma final.
Na área de petróleo, participou da assessoria jurídica da Petrobras Internacional (Braspetro), no final da década de 1980. Em 1991 fundou a primeira consultoria brasileira especializada em petróleo, chegando a ter 120 consultores associados. Hoje, a empresa conta com mais de 60 profissionais reunidos. Prates atuou como Consultor do Ministério das Minas e Energia e da ANP na elaboração de diversos instrumentos regulatórios, além de portarias referentes ao mercado de gás, livre acesso à logística e combustíveis. Em 1997, participou da elaboração da Lei do Petróleo. Também foi o redator do Contrato de Concessão oficial brasileiro[2] e do Decreto dos Royalties,[3] que beneficiou inúmeras cidades e estados brasileiros.
Iniciou um plano de planejamento energético para o Rio Grande do Norte em 2001, trabalhando voluntariamente numa proposta apresentada ao então governador Garibaldi Alves Filho. Em 2003, sua proposta de desenvolvimento para o setor energético, com fontes renováveis e a revitalização do setor de petróleo, foi adotada pela Governadora Wilma de Faria. Fixou residência no estado em 2005. Transferiu duas de suas três empresas para o RN também.
Assumiu a Secretaria de Estado de Energia do Rio Grande do Norte e, em menos de 3 anos, levou o Estado à autosuficiência energética, assegurando mais de 10 bilhões de reais em investimentos para o RN. À frente da Secretaria de Energia, Jean Paul Prates conseguiu a ampliação e reconhecimento da Refinaria Potiguar Clara Camarão (em Guamaré), viabilizou a entrada da Termoaçu (no Vale do Açu) e da Bioformosa (primeira usina térmica a biomassa do estado, no Agreste), e iniciou o planejamento para os investimentos em energia solar no Estado. Foi na gestão de Jean Paul Prates e Wilma que o RN saiu do zero em geração de energia e se transformou em exportador de energia (eólica principalmente), e combustíveis (gasolina, óleo diesel, QAV — querosene de aviação, gás de cozinha e biodiesel), para toda a região Nordeste.
Nas eleições estaduais no Rio Grande do Norte em 2014, foi eleito primeiro suplente da senadora Fátima Bezerra para o período de 2015 a 2023. Já em 2019, no dia 4 de janeiro, assumiu a vaga deixada pela titular, que tomara posse como governadora do Rio Grande do Norte. Deve permanecer no cargo até o fim do mandato, em 1 de fevereiro de 2023.
Até 2018, dirigiu duas empresas de consultoria: uma na área de petróleo/gás (RJ), outra nas áreas de energia renovável e meio ambiente (RN). Também presidiu o Sindicato da Empresas do Setor Energético do Rio Grande do Norte (SEERN)[4] e o Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE)[5] que reúne associações nacionais, empresas e fornecedores do setor energético.
O presidente-eleito Luiz Inácio da Silva indicou Prates para presidir a Petrobrás a partir de 2023.[6]
Premiações e homenagens
Foi recentemente reconhecido como um dos três mais influentes no setor de energia renovável no Brasil, e uma das 50 personalidades mais importantes do setor energético mundial, pelas duas principais revistas internacionais especializadas em energia - Recharge (europeia) e WindPower Monthly (americana). Também foi eleito um dos 25 mais influentes da indústria eólica mundial pela revista WindPower Monthly.[7]
Referências
- «Instituto Francês do Petróleo». Consultado em 25 de outubro de 2018
- «ANEXO XIV – MODELO DO CONTRATO DE CONCESSÃO PARA EXPLORAÇÃO, DESENVOLVIMENTO E PRODUÇÃO DE PETRÓLEO E GÁS NATURAL» (PDF). Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis. Consultado em 25 de outubro de 2018
- «DECRETO Nº 2. 705, DE 3 DE AGOSTO DE 1998.». Ministério de Minas e Energia. 3 de agosto de 1998. Consultado em 25 de outubro de 2018
- «Sindicato das Empresas do Setor Energético do RN». Consultado em 25 de outubro de 2018
- «Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia». Consultado em 25 de outubro de 2018
- «Lula anuncia indicação do senador Jean Paul Prates para presidir a Petrobras». G1. Consultado em 30 de dezembro de 2022
- Spatuzza, Alexandre (2 de outubro de 2013). «Top 30 profiles». Windpower Monthly. Consultado em 25 de outubro de 2018
| Precedido por Fátima Bezerra |
Senador pelo Rio Grande do Norte 2019 - presente |
Sucedido por - |
