Márcio Bittar
Márcio Miguel Bittar (Franca, 28 de junho de 1963) é um ex-pecuarista e político brasileiro, filiado ao União Brasil (UNIÃO), com atuação política no Acre.[1][2] Casado com Márcia Bittar, é pai de 4 filhos e reside em Rio Branco, capital do Acre. Nas eleições de 2018, foi eleito ao Senado Federal, obtendo 185 066 votos, o que corresponde a 23,28% dos votos válidos.[3] Faz parte da bancada ruralista.[4]
| Marcio Bittar | |
|---|---|
![]() Márcio Bittar | |
| Senador pelo Acre | |
| Período | 1 de fevereiro de 2019 até a atualidade |
| Deputado federal do Acre | |
| Período | 1 de fevereiro de 2011 até 31 de janeiro de 2015 1 de fevereiro de 1999 até 31 de janeiro de 2003 |
| Deputado estadual do Acre | |
| Período | 1 de janeiro de 1995 até 31 de janeiro de 1999 |
| Dados pessoais | |
| Nascimento | 28 de junho de 1963 (59 anos) Franca, SP |
| Partido | PMDB (1981-1999) PPS (1999-2009) PSDB (2009-2017) MDB (2017-2021) PSL (2021-2022) UNIÃO (2022-presente) |
| Profissão | pecuarista |
Biografia
Filho de Mamede Bittar e Manife Miguel Bittar. Após viver a infância entre as cidades mato-grossenses de Cuiabá e Jauru[5] mudou-se para Campo Grande entrando no movimento estudantil como militante do clandestino PCB e em 1981 tornou-se secretário-geral da Juventude do PMDB e no mesmo ano assumiu a presidência da União Campograndense dos Estudantes (UCE) exercendo-a por dois anos e em 1984 fundou a União Sul-Mato-Grossense dos Estudantes (USMES). Foi representante da Instituição no Comitê das Diretas JÁ em 1985, participou dos Núcleos para Legalização dos Partidos de Esquerda, foi membro do Comitê Pró-Pantanal contra implantação de uma Usina de Álcool em 1980, estudou Filosofia Política - Teoria Marxista sob orientação do Partido Comunista da União Soviética em 1984.[6]
Após mudar-se para o Acre manteve-se filiado ao PMDB elegendo-se deputado estadual em 1994 e deputado federal em 1998[7] filiando-se ao PPS no início da legislatura. Pela nova legenda perdeu a disputa para senador em 2002[8] no ano seguinte foi Chefe de Assessoria Parlamentar do Ministério da Integração Nacional durante o governo Lula[6] e foi vencido por Raimundo Angelim (PT) em 2004 ao disputar a prefeitura de Rio Branco[7] disputou cargo majoritário em 2006, porém Binho Marques conquistou o governo do Acre em primeiro turno.[9]
Filiado ao PSDB conquistou seu segundo mandato de deputado federal em 2010, com a maior votação da história do Acre e a segunda maior votação proporcional do Brasil neste pleito.[9] Durante o mandato, ocupou o cargo de Primeiro Secretário da Câmara Federal.
Nas eleições de 2014, conseguiu ultrapassar os 30% dos votos válidos no primeiro turno e se classificou para a disputa do segundo turno contra o então governador Tião Viana (PT). Ao final, por uma diferença inferior a 10 mil votos, foi derrotado com 48,71% dos votos válidos.[10]
Posteriormente, após divergências com membros do PSDB estadual,[11] retornou ao MDB e disputou as eleições de 2018 como um dos candidatos ao Senado Federal, na mesma coligação que apresentava Gladson Cameli (PP) para governador e Sérgio Petecão (PSD) para a outra vaga de senador. Ao final da eleição, saiu vitorioso com a segunda maior votação (23,28%) ao lado de Petecão (30,71%). Com esse resultado, Márcio derrotou o então senador Jorge Viana (PT) que também tentava a reeleição.[12]
Posições políticas
Márcio Bittar se auto considera "liberal conservador", sendo membro de grupos liberais acrianos, como o Instituto Liberal do Acre e se opondo aos governos petistas do Brasil e do Acre.[13][14][15] Ele é um grande apoiador do Conservadorismo Moderado e do Liberalismo Clássico.[16]
Aborto
Bittar é pró vida, sendo verbalmente contra a legalização do aborto e é favorável como está na lei em casos de risco de vida, gravidez resultante de estupro e anencefalia fetal, e contrario em todos os demais casos[17]
Economia
Marcio se considera liberal na economia. Sendo a favor das reformas econômicas de liberação da economia e a privatização de empresas públicas que não dão lucros. Enquanto deputado votou favorável as reformas do Governo Michel Temer como a PEC do teto dos gastos e a sua reforma trabalhista.[18]
Meio ambiente
Apesar de já ter sido membro de Comitê Pró-Pantanal e ter sido contrário a implantação de usinas de álcool[6] Marcio redigiu em 2020 um Projeto de Lei, o qual foi apresentado pela deputada Mara Rocha, com o propósito de modificar unidades de conservação no Acre e reduzir reservas ambientais.[19]
Ver também
Referências
- Brasil, CPDOC-Centro de Pesquisa e Documentação História Contemporânea do. «Márcio Miguel Bittar». CPDOC - Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil. Consultado em 24 de setembro de 2021
- «Câmara dos Deputados do Brasil: deputado Márcio Bittar». Consultado em 26 de outubro de 2013
- «Petecão, do PSD, e Márcio Bittar, do MDB, são eleitos senadores pelo Acre». G1. Globo
- Stankevicius Bassi, Bruno (22 de março de 2019). «Nova Frente Parlamentar da Agropecuária reúne 257 deputados e senadores; com 25, PSL de Bolsonaro só fica atrás de PP e PSD». De Olho nos Ruralistas. Consultado em 7 de março de 2020
- «Especial do UOL sobre as eleições de 2006: biografia de Márcio Bittar». Consultado em 26 de outubro de 2013
- «Biografia do(a) Deputado(a) Federal MARCIO BITTAR». Portal da Câmara dos Deputados. Consultado em 10 de abril de 2022
- «Biografia de Márcio Bittar no especial do G1 sobre as eleições de 2006». Consultado em 26 de outubro de 2013
- Naquele ano foi reeleita Marina Silva (PT) e a segunda vaga ficou com Geraldo Mesquita Júnior (PSB).
- «Banco de dados do Tribunal Superior Eleitoral: estado do Acre». Consultado em 26 de outubro de 2013
- «Segundo turno Tião Viana X Márcio Bittar: Apuração dos votos e resultado das Eleições 2014 AC (Fonte: TSE) - UOL Eleições 2014». UOL Eleições 2014. Consultado em 27 de outubro de 2018
- «Márcio Bittar faz as malas do PSDB e procura PMDB – Ac24Horas – Portal de notícias do Acre». www.ac24horas.com. Consultado em 27 de outubro de 2018
- «Senadores e deputados federais/estaduais eleitos: Apuração e resultado das Eleições 2018 AC - UOL Eleições 2018». UOL Eleições 2018. Consultado em 27 de outubro de 2018
- Perazzo, Valdir (15 de outubro de 2018). «Perazzo escreve: "Senador eleito Marcio Bittar: um liberal conservador"». ContilNet. Consultado em 7 de março de 2020
- «Marcio Bittar». Política Coletiva. 7 de agosto de 2018. Consultado em 7 de março de 2020
- Bittar, Marcio (23 de outubro de 2013). «Marcio Bittar: As raízes do Mal». PSDB - AC. Consultado em 7 de março de 2020
- «MDB do Acre declara apoio a Jair Bolsonaro». agazeta.net. 9 de outubro de 2018. Consultado em 7 de março de 2020
- Marcio Bittar on Facebook Watch (em inglês), consultado em 26 de junho de 2021
- Soares, Olavo. «O que esperar do "novo" MDB no Congresso?». Gazeta do Povo. Consultado em 26 de junho de 2021
- «PL quer tirar proteção integral da Serra do Divisor e reduzir quase 8 mil hectares de Resex no Acre». G1. Consultado em 29 de janeiro de 2020
