Pleno News
Pleno News é um portal de notícias cujo conteúdo concentra-se no noticiário político de ótica conservadora pró-Bolsonaro.[1][1] O site foi lançado em 2017 e faz parte do Grupo MK de Comunicação.[2][3][4]
| Pleno.News | |
|---|---|
| Slogan | Notícias de verdade |
| Fundação | 2017 |
| Empresa | Grupo MK de Comunicação |
| pleno.news | |
Controvérsias
Segundo pesquisadores da Agência Pública, o Pleno.News é um dos sites que mais propaga desinformação no Brasil. Segundo a jornalista Magali Cunha, doutora em ciências da comunicação e integrante do Coletivo Bereia, que trabalha com checagem de fatos sobre publicações de mídias religiosas, o Pleno News é "um dos portais religiosos que mais publica material desinformativo (...) A questão não é fake news apenas, é desinformação. Que confunde, direciona."[1]
No final de 2017, o Ministério Público Federal do Rio de Janeiro (MPF-RJ) impetrou uma ação civil pública pedindo a anulação da outorga da Rádio Mundo Jovem (93 FM), do Grupo MK de Comunicação, pois a mesma estaria fazendo “autopromoção" de Arolde de Oliveira. Com o avanço das investigações, Arolde chamou de "coisa de comunista isso aí (...) perseguições ideológicas, que não têm nenhum fundamento jurídico".[1] Posteriormente, o Pleno.News disponibilizou espaço para dois colunistas, que são políticos investigados no Inquérito das Fake News: Bia Kicis e Carlos Jordy.[1]
Devido a ligação do grupo de mídia com políticos, Arolde foi alvo de protesto do Coletivo Intervozes de Comunicação Social na campanha "Fora Coronéis de Mídia", seguido de um cartaz de "procurado". Em agosto de 2020, o site republicou vídeo retratando uma médica estadunidense defendendo a hidroxicloroquina no combate ao COVID-19. O vídeo já tinha sido banido em redes sociais como o Twitter e o Facebook. O conteúdo, segunda a agência Aos Fatos, "apenas amplifica uma informação mentirosa".[5]
Colunistas relevantes
- Dentre os colunistas do portal, destacam-seː
- Bia Kicis, deputada pelo PSL[1]
- Carlos Jordy, deputado pelo PSL[1]
- Eduardo Girão, senador pelo Podemos[1]
- Elizete Malafaia, esposa do pastor Silas Malafaia[1]
- Esperidião Amin, senador pelo Progressistas[1]
- Marco Feliciano, deputado pelo Partido Liberal[1]
Prêmios e indicações
| Ano | Categoria | Resultado |
|---|---|---|
| 2021 | Portal do Ano | Indicado[6] |
Referências
- «Grupo de mídia evangélica que pertence a senador bolsonarista é um dos que mais dissemina desinformação, afirmam pesquisadores». Agência Pública. Consultado em 27 de janeiro de 2021
- Huttner, Luiz Ricardo Goulart (2020). «É fake news?: como elementos do jornalismo são utilizados para a elaboração de "notícias falsas"». Consultado em 18 de março de 2021
- «Senador Arolde de Oliveira morre no Rio, aos 83 anos». G1. Consultado em 22 de outubro de 2020
- Alves, Hellen. «Crítico do isolamento social e defensor da cloroquina, senador Arolde de Oliveira morre vítima da covid-19». Diário do Centro do Mundo. Consultado em 22 de outubro de 2020
- «Sites duvidosos usam recursos do jornalismo declaratório para simular profissionalismo | Aos Fatos». aosfatos.org. Consultado em 18 de março de 2021
- «Confira os vencedores do Troféu Gerando Salvação 2022 (editado)». Portal do Trono. 15 de março de 2022. Consultado em 16 de março de 2022
Bibliografia
- Cunha, Magali do Nascimento (2007). A explosão gospel. um olhar das ciências humanas sobre o cenário evangélico no Brasil. Rio de Janeiro: Mauad Editora Ltda
- Rudnitzki, Ethel; Scofield, Laura (16 de novembro de 2020). «Página do Exército e sites governamentais ajudam desempenho de portais bolsonaristas no Google». Agência Pública. Consultado em 7 de fevereiro de 2021