Pontével
Pontével é uma freguesia portuguesa do concelho do Cartaxo, com 27,84 km² de área e 4 614 habitantes (2011). A sua densidade populacional de é 165,7 hab/km².
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| Freguesia | ||||
![]() Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Purificação | ||||
| Símbolos | ||||
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| Gentílico | Pontevelense | |||
| Localização | ||||
![]() Pontével |
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| Coordenadas | ||||
| Município | ||||
| Administração | ||||
| Tipo | Junta de freguesia | |||
| Presidente | Jorge Manuel Pisca de Amorim Lúcio (G.C.E.) | |||
| Características geográficas | ||||
| Área total | 27,84 km² | |||
| População total (2011) | 4 614 hab. | |||
| Densidade | 165,7 hab./km² | |||
| Código postal | 2070 | |||
| Outras informações | ||||
| Orago | Nossa Senhora da Purificação / Nossa Senhora das Candeias | |||
| Sítio | www.jf-pontevel.pt | |||
Tem como orago Nossa Senhora da Purificação (Nossa Senhora das Candeias). É constituída pelas localidades de Casais da Amendoeira, Casais Penedos, Vale da Zebra, Casais Lagartos, Casais Luízes, Casais das Areias, Casais d’Alcaria, Rosmaninho, Oira, Capeludos e Vale de Choupos.
População
| População da freguesia de Pontével [1] | ||||||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 1864 | 1878 | 1890 | 1900 | 1911 | 1920 | 1930 | 1940 | 1950 | 1960 | 1970 | 1981 | 1991 | 2001 | 2011 |
| 1 633 | 1 895 | 2 264 | 2 705 | 3 319 | 3 737 | 4 424 | 4 566 | 4 990 | 5 113 | 5 148 | 6 448 | 4 366 | 4 399 | 4 614 |
Com lugares desta freguesia foi criada pela Lei n.º 66/88, de 23 de Maio, a freguesia de Vale da Pedra
| Distribuição da População por Grupos Etários | |||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Ano | 0-14 Anos | 15-24 Anos | 25-64 Anos | > 65 Anos | 0-14 Anos | 15-24 Anos | 25-64 Anos | > 65 Anos | |
| 2001 | 610 | 589 | 2 363 | 837 | 13,9% | 13,4% | 53,7% | 19,0% | |
| 2011 | 678 | 429 | 2 502 | 1 005 | 14,7% | 9,3% | 54,2% | 21,8% | |
Média do País no censo de 2001: 0/14 Anos-16,0%; 15/24 Anos-14,3%; 25/64 Anos-53,4%; 65 e mais Anos-16,4%
Média do País no censo de 2011: 0/14 Anos-14,9%; 15/24 Anos-10,9%; 25/64 Anos-55,2%; 65 e mais Anos-19,0%
História
De fundação muito antiga, anterior à da nacionalidade, começa a constar na documentação régia logo a partir de Dom Afonso Henriques, mas, sobretudo, de Dom Sancho I, que lhe concede o primeiro foral (1194), mais tarde confirmado por Dom Afonso II[2]. Nos tempos da Reconquista era vital assegurar o povoamento de zonas limítrofes de posições importantes, como era o caso de Pontével relativamente a Santarém. Daí que o Rei fizesse doação destas terras quer aos Francos de Vila Verde quer à Ordem Militar de São João do Hospital, que então se estabelecia em Santarém. A importância da Comenda de Pontével, integrava Ereira e Lapa, está patenteada pela posição que ocupava, relativamente à sua congénere scalabitana, com a qual chegava a rivalizar em termos de supremacia hierárquica[3].
Apesar da vetusta idade, Pontével não conserva muitos vestígios do passado e encerra alguns mistérios que urge decifrar. A chamada Ponte Romana ou Medieval é um desses mistérios, pois apenas se pode constatar que se trata de uma obra rudimentar bastante arcaica. No século XIV, o fidalgo Bartolomeu Joanes (cuja sepultura podemos ainda hoje apreciar à entrada da Sé de Lisboa deixou uma disposição testamentária com vista à construção de uma ponte sobre o rio de Pontével.
A Igreja de Nossa Senhora da Purificação (Matriz de Pontével) assenta sobre o primitivo templo cristão ali erguido provavelmente logo a partir do século XII, mas foi completamente reconstruída no século XVII, sofrendo a partir daí algumas obras de restauro. No seu interior podem-se apreciar alguns elementos importantes datados entre os séculos XVI e XVIII, como a pia baptismal, os painéis pintados do Mestre da Romeira, um fresco da Padroeira no tecto da capela-mor, azulejaria, talha dourada e muitos outros motivos. São ainda de realçar os túmulos dos Comendadores do século XVII, entre os quais se destaca o de António Botto Pimentel.
O brilho de Pontével parece ter-se apagado com a extinção das ordens religiosas, de tal modo que, entre os finais do século XIX e o início do século XX, alguns ilustres visitantes se indignam com o estado de ruína da velha urbe. Por essa razão talvez, podemos assistir, a partir de então, a algum renascimento urbanístico, embora modesto. Exemplos de obras desse período são a reconstrução da Capela de Nossa Senhora do Desterro (antiga Ermida do Espírito Santo), bem como os arranjos do Rio da Fonte (o fontanário, a ponte, e a consolidação da margem esquerda do rio). Já na década de 30, noutra zona da grande beleza natural e entrada da vila, foi construída uma fonte que ostenta a forma de uma concha, à qual o povo rapidamente chamou, A Saramaga.
Poucos anos depois, em homenagem ao espírito filarmónico que também caracteriza a sociedade pontelevense, ergueu-se, no antigo Largo dos Três Fidalgos, um típico Coreto, que rebaptizou o local. Ofuscando o seu verdadeiro nome: Largo Mariano de Carvalho.
Festas anuais
- Festa dos Fazendeiros que se realiza no Domingo de Pascoela (realizada em anos ímpares) ;
- Artével - Feira de Artesanato e Artes Plásticas que se realiza em meados de Junho;
- Festa em honra de Nossa Senhora do Desterro que se realiza no primeiro fim de semana de Setembro.
Gente Ilustre de Pontével
Marco Chagas (Ciclista vencedor de 4 Voltas a Portugal em Bicicleta)
Duarte Raposo (ator na série juvenil morangos com açucar)
Referências
- Instituto Nacional de Estatística (Recenseamentos Gerais da População) - https://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes
- «Paróquia de Pontével». Arquivo Distrital de Viseu. Consultado em 22 de Outubro de 2013
- PINHO, António Brandão de (2017). A Cruz da Ordem de Malta nos Brasões Autárquicos Portugueses. Lisboa: Chiado Editora. 426 páginas. Consultado em 28 de agosto de 2017
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