Rospide Netto
Rodolfo Rospide Netto é um político, advogado, técnico em contabilidade, produtor rural[1] e empresário brasileiro.[2] Filho de Aurino Rospide e de Iracema Ramos Rospide, nasceu no município de Iraí (RS) em 26 de novembro de 1938.[1][2] Em 1963 formou-se bacharel em direito pela Faculdade Santo Ângelo.[1]
| Rospide Netto | |
|---|---|
| Nascimento | 26 de novembro de 1938 Iraí |
| Cidadania | Brasil |
| Ocupação | político |
Carreira Política
Rospide Netto entrou na vida política em 1962, quando foi eleito vereador no município de Três de Maio (RS) pela legenda do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB).
Com a extinção dos partidos políticos existentes e implantação do bipartidarismo no país -- geradas pela edição do Ato Institucional Número 5 (AI-5) em 27 de outubro de 1965 -- ingressou no Movimento Democrático Brasiliero (MDB), opondo-se ao regime militar. Em 1966 foi reeleito vereador, desta vez pelo MDB. Após os dois mandatos, em 1970, candidatou-se à Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, sendo empossado em 1971 e reeleito por mais três mandatos, permanecendo no cargo até 1987. Durante seu terceiro mandato, há o fim do bipartidarismo e a reorganização partidária. Em novembro de 1979, Rospide Netto filia-se ao então PMDB (atual MDB).[1]
Em 1986 é eleito deputado constituinte,[1] quando atua como titular da Subcomissão do Sistema Eleitoral e Partidos Políticos, da Comissão da Organização Eleitoral, Partidária e Garantia das Instituições.[2] Durante seu mandato, votou em relação à reforma agrária, posicionando-se favorável no primeiro turno das votações, mas alterando o voto no turno final por se opor à desapropriação da propriedade produtiva.[1] Foi favorável ao rompimento de relações diplomáticas com países racistas, à unicidade sindical, à soberania popular e contrário à pena de morte, à criação de um fundo de apoio à reforma agrária, à legalização do jogo do bicho, à estabilidade no emprego, entre diversos outros posicionamentos.[1]
Ao final da legislatura, em 1991, Rospide Netto deixou o cargo sem tentar reeleição. Em janeiro de 2006 volta às atividades políticas, assumindo o cargo de superintendente-geral da Assembléia Legislativa gaúcha, porém permanece na função por apenas quatro mêses (jan. - mai. 2006). Então secretário-geral do PMDB no Rio Grande do Sul, dedica-se à campanha política do partido no Estado.[1]
Rodolfo Rospide Neto valeu-se de sua condição de ex-assessor da Presidência do Banrisul, na gestão do ex- Presidente Fernando Guerreiro de Lemos, bem como de seus contatos políticos, para estabelecer e manter o esquema de desvios e apropriação de recursos do Banrisul, primordialmente por meio do pagamento de ações de marketing superfaturadas.
Referências
- «Rospide Netto - CPDOC». CPDOC. Consultado em 2 de janeiro de 2018
- «Rospide Netto». Portal da Câmara dos Deputados. Consultado em 29 de setembro de 2018
