Gilmar Sossella

Gilmar Sossella (Tapejara, 13 de abril de 1961) é um bancário e político brasileiro.[1] Antes de ingressar na carreira política, foi agricultor até se tornar servidor do Banco do Brasil, no ano de 1982. Foi de 31 de janeiro de 2014, a 31 de janeiro de 2015 presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, em 2018 foi reeleito deputado estadual, com 37.500 votos, entretanto sua candidatura ficou sub júdice, com registro negado no TRE-RS e TSE, Sossella entrou com recurso e teve seus direitos políticos restabelecidos.[2]

Gilmar Sossella
Gilmar Sossella
Presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul
Período 31 de janeiro de 2014
até 31 de janeiro de 2015
Deputado estadual do Rio Grande do Sul
Período 31 de janeiro de 2011
31 de janeiro de 2019
Dados pessoais
Nascimento 13 de abril de 1961 (61 anos)
Tapejara, RS
Nacionalidade brasileira
Partido Partido Democrático Trabalhista
Religião católico
Profissão bancário, agricultor

Em 2010, foi um dos deputados estaduais do Rio Grande do Sul que votou a favor do aumento de 73% nos próprios salários em dezembro, fato esse que gerou uma música crítica chamada "Gangue da Matriz" composta e interpretada pelo músico Tonho Crocco, que fala em sua letra os nomes dos 36 deputados (inclusive o de Gilmar Sossella) que foram favoráveis a esse autoconcedimento salarial;[3] Giovani Cherini como presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul na ocasião entrou com uma representação contra o músico, Cherini falou que era um crime contra honra e o título era extremamente agressivo e fazia referência a criminosos que mataram o jovem Alex Thomas, na época Adão Villaverde que se tornou o sucessor na presidência da Assembleia Legislativa, expressou descontentamento discordando da decisão de Cherini,[4] mas em agosto do mesmo ano o próprio Giovani Cherini ingressou com petição pedindo o arquivamento contra o músico com a alegação que não era vítima no processo (seu nome não aparecia na letra, pois como presidente do parlamento gaúcho na ocasião não podia votar) e que defendia a liberdade de expressão,[5] na época Tonho recebeu apoio de uma loja que espalhou 20 outdoors pela capital Porto Alegre e também imenso apoio por redes sociais.[6]

Nas eleições estaduais de 2022 foi eleito deputado estadual pelo PDT, à uma cadeira na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul para a 56ª legislatura (2023 — 2027) com 24.946 votos.[7] No entanto, ele irá se licenciar do cargo para assumir como secretário de Trabalho na segunda gestão Eduardo Leite.[8]

Referências

  1. Antonio Grzybovski (20 de abril de 2010). «Sossella trata da liberação de recursos junto à secretaria de Saúde». Consultado em 21 de abril de 2010. Arquivado do original em 13 de março de 2014
  2. «O Supremo restabeleceu os direitos políticos do ex-deputado estadual gaúcho Gilmar Sossella». Consultado em 3 de setembro de 2022
  3. «Política - 03/08/2011 - Tonho Crocco responde a ação criminal por música contra deputados». Consultado em 3 de setembro de 2022
  4. «Para Cherini, título de música de Tonho Crocco "é extremamente agressivo"». Consultado em 3 de setembro de 2022
  5. «Cherini diz em nota que processo contra Tonho Crocco deve terminar». Consultado em 3 de setembro de 2022
  6. «Justiça arquiva processo contra Tonho Crocco». Consultado em 3 de setembro de 2022
  7. «Resultado eleições de 2022». Consultado em 8 de outubro de 2022
  8. Pont, Ricardo (27 de dezembro de 2022). «PDT indica Sossella para secretaria e Leite sinaliza aval». Rádio Guaíba. Consultado em 29 de dezembro de 2022
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