SMS Admiral Spaun
O SMS Admiral Spaun foi um cruzador de reconhecimento operado pela Marinha Austro-Húngara. Nomeado em homenagem ao almirante Hermann von Spaun, sua construção começou em maio de 1908 no Arsenal Naval de Pola e foi lançado ao mar em outubro de 1909, sendo comissionado na frota austro-húngara em novembro do ano seguinte. Era armado com uma bateria principal de sete canhões de cem milímetros montados em torres de artilharia únicas, possuía um deslocamento de quatro mil toneladas e conseguia alcançar uma velocidade máxima de 27 nós.[1]
| SMS Admiral Spaun | |
|---|---|
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| Operador | Marinha Austro-Húngara |
| Fabricante | Arsenal Naval de Pola |
| Homônimo | Hermann von Spaun |
| Batimento de quilha | 30 de maio de 1908 |
| Lançamento | 30 de outubro de 1909 |
| Comissionamento | 15 de novembro de 1910 |
| Descomissionamento | 31 de outubro de 1918 |
| Destino | Desmontado |
| Características gerais | |
| Tipo de navio | Cruzador de reconhecimento |
| Deslocamento | 4 000 t (carregado) |
| Maquinário | 6 turbinas a vapor 16 caldeiras |
| Comprimento | 130,6 m |
| Boca | 12,8 m |
| Calado | 5,3 m |
| Propulsão | 4 hélices |
| - | 25 130 cv (18 500 kW) |
| Velocidade | 27 nós (50 km/h) |
| Armamento | 7 canhões de 100 mm 1 canhão de 66 mm 1 canhão de 47 mm 4 tubos de torpedo de 450 mm |
| Blindagem | Cinturão: 60 mm Convés: 20 mm Torre de comando: 50 mm |
| Tripulação | 327 |
O Admiral Spaun foi colocado para servir no Mar Egeu durante a Guerra Ítalo-Turca por precaução em caso de guerra contra a Sérvia e Rússia.[2] Com o início da Primeira Guerra Mundial, o navio inicialmente teve pouco o que fazer.[3] Ele participou em maio de 1915 do Bombardeio de Ancona[4] e depois disso atuou principalmente em vários ataques contra a Barragem de Otranto.[5] Ele participaria de um grande ataque contra a barragem em junho de 1918 junto com boa parte da frota,[6] porém a operação foi cancelada por causa do naufrágio do couraçado SMS Szent István.[7]
A Áustria-Hungria, à beira da derrota em outubro de 1918, tentou transferir sua frota para o recém-declarado Estado dos Eslovenos, Croatas e Sérvios,[8] porém essa transferência não foi reconhecida pelo Armistício de Villa Giusti, assinado no início de novembro.[9] O Admiral Spaun foi tomado pelos Aliados e inicialmente transferido para a Itália, que o desfilou como troféu de guerra em Veneza em março de 1919.[10] Sob os termos do Tratado de Saint-Germain-en-Laye de setembro de 1919, o cruzador foi cedido ao Reino Unido e em seguida desmontado entre 1920 e 1921.[1]
Referências
- Gardiner & Gray 1985, p. 336
- Vego 1996, pp. 139–140
- Halpern 1994, p. 144
- Sondhaus 1994, pp. 274–275
- Sondhaus 1994, p. 303
- Halpern 2004, p. 142
- Sieche 1991, p. 135
- Sondhaus 1994, p. 352
- Sieche 1985, p. 137
- Sieche 1985, pp. 138–140
Bibliografia
- Gardiner, Robert; Gray, Randal (1985). Conway's All the World's Fighting Ships 1906–1921. Annapolis: Naval Institute Press. ISBN 0-85177-245-5
- Halpern, Paul (1994). A Naval History of World War I. Annapolis: Naval Institute Press. ISBN 0-87021-266-4
- Halpern, Paul (2004). «The Cattaro Mutiny, 1918». In: Bell, Christopher M.; Elleman, Bruce A. Naval Mutinies of the Twentieth Century: An International Perspective. Londres: Frank Cass. ISBN 0-7146-5460-4
- Sieche, Erwin F. (1985). «Zeittafel der Vorgange rund um die Auflosung und Ubergabe der k.u.k. Kriegsmarine 1918–1923». Marine—Gestern, Heute. 12 (1). OCLC 720281048
- Sondhaus, Lawrence (1994). The Naval Policy of Austria-Hungary, 1867–1918: Navalism, Industrial Development, and the Politics of Dualism. West Lafayette: Purdue University Press. ISBN 978-1-55753-034-9
- Vego, Milan N. (1996). Austro-Hungarian Naval Policy: 1904–14. Londres: Routledge. ISBN 978-0-7146-4209-3
Ligações externas
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