Classe Novara
A Classe Novara foi um classe de cruzadores de reconhecimento operada pela Marinha Austro-Húngara, composta pelo SMS Saida, SMS Helgoland e SMS Novara. Suas construções começaram pouco antes do início da Primeira Guerra Mundial; o batimento de quilha das duas primeiras embarcações ocorreu em 1911, enquanto da última aconteceu em 1912. O Saida foi construído pelo estaleiro austríaco Cantiere Navale Triestino, enquanto o Helgoland e o Novara foram construídos pelo estaleiro húngaro da Ganz-Danubius. Os primeiros dois navios foram lançados ao mar em 1912 e comissionados na frota em 1914, enquanto o terceiro e último foi lançado em 1913 e comissionado em 1915.[1]
| Classe Novara | |
|---|---|
![]() O SMS Saida, a primeira embarcação da classe | |
| Visão geral | |
| Operador(es) | |
| Construtor(es) | Cantiere Navale Triestino Ganz-Danubius |
| Precedida por | SMS Admiral Spaun |
| Período de construção | 1911–1915 |
| Em serviço | 1914–1937 |
| Construídos | 3 |
| Características gerais | |
| Tipo | Cruzador de reconhecimento |
| Deslocamento | 4 417 t (carregado) |
| Comprimento | 130,6 m |
| Boca | 12,77 m |
| Calado | 4,95 a 5,3 m |
| Propulsão | 2 hélices 2 turbinas a vapor 16 caldeiras |
| Velocidade | 27 nós (50 km/h) |
| Autonomia | 1 600 milhas náuticas a 24 nós (3 000 km a 44 km/h) |
| Armamento | 9 canhões de 100 mm 1 canhão de 66 mm 1 canhão de 47 mm 12 tubos de torpedo de 533 mm |
| Blindagem | Cinturão: 60 mm Convés: 20 mm Escudos: 8 a 40 mm Torre de comando: 50 mm |
| Tripulação | 340 |
Os cruzadores da Classe Novara eram armados com uma bateria principal composta por nove canhões de cem milímetros montados em montagens pedestais únicas. Tinham um comprimento de fora a fora de 130 metros, boca de doze metros, calado de aproximadamente cinco metros e um deslocamento carregado de mais de quatro mil toneladas. Seus sistemas de propulsão eram compostos por dezesseis caldeiras a carvão que alimentavam dois conjuntos de turbinas a vapor, que por sua vez giravam duas hélices até uma velocidade máxima de 27 nós (cinquenta quilômetros por hora). Os navios também tinham um pequeno cinturão de blindagem de sessenta milímetros de espessura.[1][2]
Os três navios foram designados para a 1ª Flotilha Torpedeira assim que entraram em serviço. Eles pouco fizeram durante o primeiro ano da guerra, mas participaram do Bombardeio de Ancona em maio de 1915 depois da declaração de guerra da Itália. Pelo resto de 1915 e por 1916 as embarcações tomaram parte em vários ataques pelo Mar Adriático e Estreito de Otranto, principalmente contra a Barragem de Otranto, que impedia a passagem da Marinha Austro-Húngara para o Mar Mediterrâneo.[1] Estas ações culminaram com a Batalha do Estreito de Otranto no início de maio de 1917, o maior confronto de superfície da Campanha do Adriático, que terminou com a vitória austro-húngara.[3]
As embarcações permanecerem no porto pelo restante da guerra até outubro de 1918, quando a Áustria-Hungria, à beira da derrota, os transferiu para o recém formado Estado dos Eslovenos, Croatas e Sérvios para que não fossem tomados pelos Aliados. Entretanto, isto não foi reconhecido pelo Armistício de Villa Giusti, assinado em novembro. Os cruzadores foram divididos no pós-guerra, com o Saida e o Helgoland sendo entregues à Itália e renomeados Venezia e Brindisi, enquanto o Novara foi cedido à França e renomeado Thionville. As embarcações italianas serviram até 1937, quando foram desmontadas, enquanto o Thionville foi descomissionado em 1932, porém só desmontado em 1941.[1]
Referências
- Sieche 1985, p. 336
- Fraccaroli 1976, p. 317
- Halpern 1994, p. 162–166
Bibliografia
- Fraccaroli, Aldo (1976). «Question 14/76: Details of Italian Cruiser Brindisi». Toledo: International Naval Research Organization. Warship International. XIII (4). ISSN 0043-0374
- Halpern, Paul G. (1994). A Naval History of World War I. Annapolis: Naval Institute Press. ISBN 978-1-55750-352-7
- Sieche, Erwin F. (1985). «Austria-Hungary». In: Gardiner, Robert; Gray, Randal. Conway's All the World's Fighting Ships: 1906–1921. Annapolis: Naval Institute Press. ISBN 978-0-87021-907-8
Ligações externas
Media relacionados com Classe Novara no Wikimedia Commons
