SMS Saida

O SMS Saida foi um cruzador de reconhecimento operado pela Marinha Austro-Húngara e a primeira embarcação da Classe Novara, seguido pelo SMS Helgoland e SMS Novara. Sua construção começou em setembro de 1911 nos estaleiros da Cantiere Navale Triestino e foi lançado ao mar em outubro do ano seguinte, sendo comissionado na frota austro-húngara em agosto de 1914.[1] Era armado com nove canhões de cem milímetros, possuía um deslocamento carregado de mais de quatro mil toneladas e conseguia alcançar uma velocidade máxima de 27 nós.[1][2]

SMS Saida
 Áustria-Hungria
Operador Marinha Austro-Húngara
Fabricante Cantiere Navale Triestino
Homônimo Captura de Sídon
Batimento de quilha 9 de setembro de 1911
Lançamento 26 de outubro de 1912
Comissionamento 1º de agosto de 1914
Destino Cedido à Itália
 Itália
Nome Venezia
Operador Marinha Real Italiana
Homônimo Veneza
Aquisição 19 de setembro de 1920
Comissionamento 5 de julho de 1921
Descomissionamento 11 de março de 1937
Destino Desmontado
Características gerais
Tipo de navio Cruzador de reconhecimento
Classe Novara
Deslocamento 4 417 t (carregado)
Maquinário 2 turbinas a vapor
16 caldeiras
Comprimento 130,6 m
Boca 12,8 m
Calado 4,6 m
Propulsão 2 hélices
- 25 600 cv (18 800 kW)
Velocidade 27 nós (50 km/h)
Autonomia 1 600 milhas náuticas a 24 nós
(3 000 km a 44 km/h)
Armamento 9 canhões de 100 mm
1 canhão antiaéreo de 66 mm
1 canhão de 47 mm
12 tubos de torpedo de 533 mm
Blindagem Cinturão: 60 mm
Convés: 20 mm
Torre de comando: 60 mm
Tripulação 340

O Saida entrou em serviço alguns dias depois do início da Primeira Guerra Mundial,[1] sendo designado como o líder da 1ª Flotilha Torpedeira.[3] O cruzador teve uma carreira relativamente ativa durante a guerra. Ele participou do Bombardeio de Ancona em maio de 1915[4] e foi frequentemente usado em vários ataques contra a Barragem de Otranto e navios comerciais inimigos.[5] Entretanto, sofreu de problemas crônicos em seus motores.[6] Essas operações culminaram com a Batalha do Estreito de Otranto em maio de 1917, em que Saida ajudou afundar traineiras britânicas.[7]

A Áustria-Hungria foi derrotada em novembro de 1918 com a assinatura do Armistício de Villa Giusti[8] e o Novara inicialmente foi transferido para a Iugoslávia.[9] Entretanto, sob os termos do Tratado de Saint-Germain-en-Laye de setembro de 1919, ele foi cedido à Itália.[10] Foi renomeado para Venezia e comissionado na Marinha Real Italiana em julho de 1921. A partir de 1930 foi usado como navio alojamento, primeiro em Gênova e depois em La Spezia.[11] Foi levado para Veneza em 1935 e tirado da frota em março de 1937, sendo desmontado pouco depois.[1]

Referências

  1. Gardiner & Gray 1985, p. 336
  2. Fraccaroli 1976, p. 317
  3. Sondhaus 1994, p. 257
  4. Sondhaus 1994, pp. 274–275
  5. Halpern 1994, p. 154
  6. Halpern 2004, pp. 44
  7. Halpern 2004, pp. 64
  8. Gardiner & Gray 1985, p. 329
  9. Halpern 1994, p. 177
  10. Sondhaus 1994, p. 360
  11. Gardiner & Gray 1985, p. 264

Bibliografia

  • Fraccarolli, Aldo (1976). «Question 14/76: Details of Italian Cruiser Brindisi». Toledo: International Naval Research Organization. Warship International. XIII (4). ISSN 0043-0374
  • Gardiner, Robert; Gray, Randal (1985). Conway's All the World's Fighting Ships 1906–1921. Annapolis: Naval Institute Press. ISBN 0-85177-245-5
  • Halpern, Paul (1994). A Naval History of World War I. Annapolis: Naval Institute Press. ISBN 1-55750-352-4
  • Halpern, Paul (2004). «The Cattaro Mutiny, 1918». In: Bell, Christopher M.; Elleman, Bruce A. Naval Mutinies of the Twentieth Century: An International Perspective. Londres: Frank Cass. ISBN 0-7146-5460-4
  • Sondhaus, Lawrence (1994). The Naval Policy of Austria-Hungary, 1867–1918. West Lafayette: Purdue University Press. ISBN 978-1-55753-034-9

Ligações externas

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