Teatro Sete de Abril
O Teatro Sete de Abril é um teatro da cidade de Pelotas, no estado brasileiro do Rio Grande do Sul. Foi erguido em 1834, durante o Ciclo Econômico das Charqueadas, quando Pelotas era uma das mais prósperas urbes do Brasil.
| Teatro Sete de Abril | |
|---|---|
![]() Teatro Sete de Abril | |
| Localização | Pelotas, Rio Grande do Sul |
| Inauguração | 2 de dezembro de 1834 (188 anos) |
| Website | Sítio oficial |
Construção
Mandado edificar por uma sociedade dramática particular, a Sociedade Scênica, desejando que maior número de famílias pudessem apreciar seus trabalhos e encontrassem uma agradável distração. Possui características da linguagem colonial. Prédio simples coberto por telhado com beiral, projeto do engenheiro alemão Eduard van Kertchmar e execução de José Vieira Vianna, foi inaugurado no dia 2 de dezembro de 1834.
Em âmbito nacional, seu nome pode ser interpretado como homenagem ao dia da Abdicação de D. Pedro I ao seu trono, em favor de seu filho, que alguns liberais mais exaltados consideravam a verdadeira data de Independência do Brasil.[1] Como homenagem local, a referência pode ser à data de instalação da vila.
Durante a Revolução Farroupilha
Por algum tempo, na Revolução Farroupilha, o teatro foi requisitado para uso dos militares de Antônio de Sousa Netto (1844).
Visitas imperiais
O Sete de Abril recebeu três visitas Imperiais:
- em 1846, o Imperador D Pedro II e a Imperatriz foram aclamados e a corte ceiou no salão do teatro durante o intervalo do primeiro e segundo atos,
- em 1865 o Imperador e a Princesa, foram aplaudidos e,
- em 1885, o Conde D'Eu e a Princesa Isabel compareceram a vários espetáculos.
Estrutura atual
A antiga fachada do teatro contava com dois pavimentos, arrematada com platibanda vazada por óculos ovais. Salientava um corpo central através de colunas com capitéis toscanos. No térreo tinha três portas almofadadas com vergas em arco batido. No pavimento superior, correspondendo a estas aberturas, três portas-janelas com bandeiras retangulares abriam-se para um balcão com parapeito trabalhado em ferro. Havia dois corpos laterais que, no térreo, apresentavam janelas de guilhotinas e, no segundo andar, portas-janelas com sacadas individuais e guarda-corpo trabalhados em ferro. As características atuais em linhas " art decô " são resultado de uma total remodelação ocorrida no ano de 1916, o que determinou uma nova fachada, elaborada pelo arquiteto José Torrieri. As antigas portas-janelas do segundo pavimento foram transformadas em janelas com bandeiras em arcos plenos As porta-janelas com bandeiras retangulares e sacadas de ferro deram lugar a outras, sem bandeiras e com balcões em balaustrada. As janelas de guilhotina do térreo foram substituídas por portas laterais. As novas pilastras, com fustes canelados, receberam estranhos arremates. O corpo central foi coroado por frontão em arco abatido, decorado com elementos circulares nas suas laterais, de onde se originavam suportes de ferro para as luminárias. Com o nome da entidade, o frontão ainda apresenta três vitrôs, sendo o do centro nas cores da bandeira nacional, e os laterais com as cores do Rio Grande do Sul. Coroando as aberturas, elementos ornamentais aludem à função do prédio (máscaras, liras e guirlandas de rosas, violas e um tarol). Na entrada, foi acrescentada marquise trabalhada em ferro, cujos ornamentos são peculiares à Art Nouveau.
Valor histórico
Tombado pelo Patrimônio Histórico Nacional em 1972 e passou ao Município em 1978. Recebeu restauração em 1997, através de parceria Governo do Estado, Prefeitura e Arroz Extremo Sul. Em 1998, foi assinado um termo objetivando a restauração completa do Teatro. Foi a primeira casa de espetáculos a abrir suas portas às artes cênicas na província de São Pedro do Rio Grande do Sul e a quarta no Brasil.
