Apeadeiro de Coa
O Apeadeiro de Côa[nota 1] é uma interface encerrada da Linha do Douro, que servia a localidade de Vila Nova de Foz Côa, no distrito da Guarda, em Portugal. Entrou ao serviço em 5 de maio de 1887,[2] e foi encerrada em 1988.[3]
| Côa
| |
|---|---|
![]() Apeadeiro de Côa, em 2002 | |
| Linha(s): | Linha do Douro (PK 180,583) |
| Coordenadas: | 🌍 |
| Concelho: | Vila Nova de Foz Côa |
| Inauguração: | 5 de maio de 1887 |
| Encerramento: | 1988 |
Descrição
Este apeadeiro situa-se a cerca de quatro quilómetros de distância de Vila Nova de Foz Côa, a cujo concelho pertence. Encontra-se abandonada, e em mau estado de conservação.[4]
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História
Século XIX
O lanço entre as estações do Pocinho e Côa foi aberto à exploração em 5 de maio de 1887,[2] tendo a secção seguinte, até Barca de Alva, sido inaugurada em 9 de dezembro de 1887.[5][6]
Século XX
Em 1901, uma brigada técnica estava a estudar uma ligação entre esta estação e a Estrada Real n.º 34.[7] No entanto, em 1932 ainda não contava com qualquer acesso rodoviário.[8]
Em 1939, a Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses fez obras de reparação no edifício da estação de Côa.[9]
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Ligações a outras linhas
Em 1897, foi apresentado um projecto de lei que autorizava o governo a abrir concurso para várias linhas e ramais ferroviários, incluindo uma ligação entre as Linhas do Douro e Beira Alta, seguindo pelos vales dos rios Távora ou Coa.[10] No Plano Geral da Rede Ferroviária, publicado pelo Decreto n.º 18:190, de 28 de março de 1930, um dos projectos introduzidos foi a Linha do Côa, em via estreita, que se devia iniciar no Pocinho, onde se ligaria à Linha do Sabor, e terminar em Idanha-a-Nova, onde seria continuada pela Linha da Sertã, até Nazaré.[11] A Linha do Côa deveria passar por Pinhel, Guarda, Sabugal e Penamacor.[11]
Em 1950, também estava planeada a construção de um linha entre Côa e Vila Franca das Naves, embora este ramal fosse considerado de difícil construção, pelo que o jornalista José da Guerra Maio sugeriu que o ramal terminasse em Vilar Formoso, uma vez que se podia utilizar o planalto do Ribacôa, de terreno mais fácil.[12] A linha entre Côa e a Linha da Beira Alta iria fornecer uma ligação ferroviária alternativa à Ponte Maria Pia, na Linha do Norte, e à Linha internacional de Barca d'Alva-La Fregeneda a La Fuente de San Esteban.[13] Com efeito, esta última já estava a entrar em declínio, retirando à cidade do Porto uma ligação directa a Salamanca, que poderia ser reposta através da outra linha internacional, até Vilar Formoso, caso fosse construída a Linha do Côa.[13]
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Encerramento
Em 1988, foi encerrado o troço entre o Pocinho e Barca d’Alva.[3]
Ver também
Bibliografia
- CAPELO, Rui; MONTEIRO, Augusto; NUNES, João; RODRIGUES, António; TORGAL, Luís; VITORINO, Francisco (1994). História de Portugal em Datas. [S.l.]: Círculo de Leitores, Lda. e Autores. 480 páginas. ISBN 972-42-1004-9
- MARTINS, João, BRION, Madalena, SOUSA, Miguel; et al. (1996). O Caminho de Ferro Revisitado. O Caminho de Ferro em Portugal de 1856 a 1996. Lisboa: Caminhos de Ferro Portugueses. 446 páginas
- REIS, Francisco; GOMES, Rosa; GOMES, Gilberto; et al. (2006). Os Caminhos de Ferro Portugueses 1856-2006. Lisboa: CP-Comboios de Portugal e Público-Comunicação Social S. A. p. 238. ISBN 989-619-078-X
Notas
- Durante o período de funcionamento a sua grafia era Estação Ferroviária de Côa, sendo que com a entrada em vigor do Acordo Ortográfico de 1990 a sua grafia foi alterada para Estação Ferroviária de Coa.[1]
Referências
- «Castanheira de Pêra e outros topónimos depois do Acordo Ortográfico [Acordo ortográfico]». FLiP. 24 de junho de 2009. Consultado em 27 de abril de 2014
- «Troços de linhas férreas portuguesas abertas à exploração desde 1856, e a sua extensão» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 69 (1652). 16 de Outubro de 1956. p. 528-530. Consultado em 24 de Maio de 2013 – via Hemeroteca Digital de Lisboa
- REIS et al, 2006:150
- «www.amdourosuperior.pt/omnidouro/rota_omnidouro.asp?ID_DB=715». Consultado em 16 de janeiro de 2009. Arquivado do original em 21 de janeiro de 2011
- MARTINS et al, 1996:12
- CAPELO et al, 1994:228
- MIRANDA, António Augusto Pereira de (16 de Abril de 1903). «Parte Official» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 16 (368). p. 119-130. Consultado em 6 de Março de 2012 – via Hemeroteca Digital de Lisboa
- ALCOBAÇA, Visconde de (1 de Dezembro de 1932). «Estradas Afluentes à Linha do Douro: Troço da Régua a Barca D'Alva» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 45 (1079). p. 559-561. Consultado em 6 de Março de 2012 – via Hemeroteca Digital de Lisboa
- «O que se fez em Caminhos de Ferro em 1938-39» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 52 (1266). 16 de Setembro de 1940. p. 638-639. Consultado em 19 de Janeiro de 2020 – via Hemeroteca Digital de Lisboa
- «Há Quarenta Anos» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 49 (1190). 16 de Julho de 1937. p. 367-368. Consultado em 29 de Julho de 2015 – via Hemeroteca Digital de Lisboa
- PORTUGAL. Decreto n.º 18:190, de 28 de Março de 1930. Ministério do Comércio e Comunicações - Direcção Geral de Caminhos de Ferro - Divisão Central e de Estudos - Secção de Expediente, Publicado na Série I do Diário do Governo n.º 83, de 10 de Abril de 1930.
- MAIO, Guerra (16 de Março de 1950). «A infeliz linha do Douro» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 63 (1494). p. 17-20. Consultado em 6 de Março de 2012 – via Hemeroteca Digital de Lisboa
- MAIO, José da Guerra (1 de Janeiro de 1956). «Reparos sobre turismo em Portugal» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 68 (1633). p. 41-43. Consultado em 19 de Janeiro de 2020 – via Hemeroteca Digital de Lisboa
Ligações externas
- «Página sobre a Estação de Côa, no sítio electrónico Wikimapia» (em espanhol)
- Apeadeiro de Côa na base de dados SIPA da Direção-Geral do Património Cultural
