Apeadeiro de Vesúvio

O apeadeiro de Vesúvio (nome anteriormente grafado como "Vezuvio") é uma interface da Linha do Douro, que serve a Quinta do Vesúvio, em Numão, no concelho de Vila Nova de Foz Côa, em Portugal.

Vesúvio
Identificação:[1] 11197 VES (Vesúvio)
Denominação: Apeadeiro de Vesúvio
Administração: Infraestruturas de Portugal (norte)[2]:3.3.3.2
Classificação: A (apeadeiro)[3][4]
Linha(s): Linha do Douro (PK 158+435)
Altitude: 130 m (a.n.m)
Coordenadas: 41°8′28.17″N × 7°15′43.32″W

(≍+41.14116;−7.26203)

(mais mapas: 🌍)
Concelho: Vila Nova de Foz Côa
Serviços: IR
Equipamentos:
Inauguração:
Website:

Descrição

Plataforma do apeadeiro de Vesúvio, vista do comboio, em 2019.

Localização e acessos

O apeadeiro de Vesúvio localiza-se na margem esquerda do Rio Douro, em território da freguesia de Numão, concelho de Vila Nova de Foz Côa, sendo a margem oposta, a 310 m em linha reta, da freguesia de Seixo de Ansiães, concelho de Carrazeda de Ansiães. Dista por via rodoviária 12 km da povoação mais próxima, Numão, mormente via EM222-4;[5] usando porém caminhos de pé-posto, Seixas fica a 7 km (desnível acumulado de +483−178 m).[6]

Caraterização física

O edifício de passageiros situa-se do lado sul da via (lado direito do sentido ascendente, para Barca d’Alva).[7]

Serviços

Em dados de 2022, esta interface é servida por comboios de passageiros da C.P. de tipo inter-regional, com cinco circulações diárias em cada sentido, entre Marco de Canaveses e Régua.[8]

História

Ver artigo principal: Linha do Douro § História
Gravura da Quinta do Vesúvio, da revista Occidente 787, 1900. À esquerda está o apeadeiro do Vesúvio.

Este apeadeiro situa-se no troço entre as estações de Tua e Pocinho da Linha do Douro, que abriu à exploração em 10 de Janeiro de 1887.[9]

Em 1901, estava em construção a ligação rodoviária entre esta interface, então com a categoria de estação, e a Estrada Real n.º 34.[10][11] No relatório da Junta Autónoma de Estradas dos trabalhos aprovados para o exercício de 1934 a 1935, encontra-se a execução de terraplanagens na estrada 35-2.ª, da Estação do Vesúvio e Porto de Bois, totalizando 3 km.[12] O objectivo era ligar a estação à localidade de Numão, embora tenham surgido dificuldades em atravessar a Ribeira de Teja, estando a ponte ainda por construir em 1932.[13] No relatório de 1931 a 1935 da Junta Autónoma das Estradas, publicado em 1936, foi reportado que esta estrada, que se ligava à Estrada Nacional 6-1ª em Numão, já estava concluída.[14] Posteriormente, a gare do Vesúvio foi ligada a Cedovim, igualmente por via rodoviária.[15]

Entre 1984 e 1985, esta interface passou da categoria de estação[16] à de apeadeiro («apeadeiro-cantão»).[7]

Quinta do Vesúvio, vista do rio, vendo-se a via férrea atrás, sobre talude; à esquerda, túnel de acesso viário sob a linha.

Em 25 de Dezembro de 2009, a circulação ferroviária foi temporariamente encerrada no lanço da Linha do Douro entre Tua e o Pocinho, tendo sido organizado um transporte alternativo de autocarros e táxis, sendo estes últimos utilizados nos apeadeiros de mais difícil acesso, como Vesúvio.[17]

Entre Setembro e Outubro de 2017, foram organizadas várias viagens turísticas ao longo da Linha do Douro, utilizando o Comboio Presidencial, e que tinham paragem no apeadeiro de Vesúvio para uma visita à quinta com o mesmo nome.[18]

Ver também

Referências

  1. (I.E.T. 50/56) 56.º Aditamento à Instrução de Exploração Técnica N.º 50 : Rede Ferroviária Nacional. IMTT, 2011.10.20
  2. Diretório da Rede 2021. IP: 2019.12.09
  3. Instrução de exploração técnica nº 2 : Índice dos textos regulamentares em vigor. IMTT, 2012.11.06
  4. Instrução de Exploração Técnica N.º 50. INTF («Entrada em vigor 11 de Dezembro de 2005»): p.5
  5. OpenStreetMaps / FossGIS. «Cálculo de distância rodoviária». Consultado em 10 de novembro de 2022
  6. OpenStreetMaps / GraphHopper. «Cálculo de distância pedonal». Consultado em 10 de novembro de 2022
  7. (anónimo): Mapa 20 : Diagrama das Linhas Férreas Portuguesas com as estações (Edição de 1985), CP: Departamento de Transportes: Serviço de Estudos: Sala de Desenho / Fergráfica — Artes Gráficas L.da: Lisboa, 1985
  8. Horário Comboios : Linha do Douro : Porto ⇄ Régua ⇄ Pocinho (em vigor desde 2022.10.31)
  9. «Troços de linhas férreas portuguesas abertas à exploração desde 1856, e a sua extensão» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 69 (1652). 16 de Outubro de 1956. p. 528-530. Consultado em 21 de Maio de 2013 via Hemeroteca Digital de Lisboa
  10. SOUSA, José Fernando de (16 de Março de 1903). «A Viação Ordinária e as linhas do estado» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 16 (366). p. 81-82. Consultado em 21 de Maio de 2013 via Hemeroteca Digital de Lisboa
  11. «Parte Official» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 16 (368). 16 de Abril de 1903. p. 119-131. Consultado em 21 de Maio de 2013 via Hemeroteca Digital de Lisboa
  12. «Junta Autónoma de Estradas» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 46 (1112). 16 de Abril de 1934. p. 212-213. Consultado em 21 de Maio de 2013 via Hemeroteca Digital de Lisboa
  13. ALCOBAÇA, Viscondede (1 de Dezembro de 1932). «Estradas Afluentes à Linha do Douro: Troço da Régua a Barca D'Alva» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 45 (1079). p. 559-561. Consultado em 21 de Maio de 2013 via Hemeroteca Digital de Lisboa
  14. «Publicações Recebidas» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 49 (1177). 1 de Janeiro de 1937. p. 21. Consultado em 22 de Setembro de 2015 via Hemeroteca Digital de Lisboa
  15. MAIO, José (1 de Março de 1950). «A infeliz linha do Douro» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 63 (1494). p. 17-20. Consultado em 22 de Setembro de 2015 via Hemeroteca Digital de Lisboa
  16. Horário de Verão 1984 : Em vigor desde 3 de Junho de 1984. Caminhos de Ferro Portugueses / Fergráfica — Artes Gráficas lda: Lisboa, 1984. 64 p.
  17. «Autocarro e táxis substituem comboio da Linha do Douro entre Tua e Pocinho». Jornal de Notícias. Dezembro de 2009. Consultado em 5 de Fevereiro de 2020 [ligação inativa]
  18. LOPES, Diogo (30 de Agosto de 2017). «Atenção à distância entre as portas e a plataforma: o comboio das estrelas vai voltar ao Douro». Observador. Consultado em 5 de Fevereiro de 2020

Ligações externas

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