Partido Liberal (2006)

O Partido Liberal (PL),[18] anteriormente conhecido como Partido da República (PR),[19] é um partido político brasileiro com alinhamento de centro-direita à direita[8] fundado e registrado oficialmente em 2006.[4][1] Após, a posse em 1 de fevereiro de 2023, o partido terá a maior bancada de Deputados Federais e Senadores no Congresso Nacional. Como membro do chamado "Centrão",[20] o partido foi da base do governo do ex-presidente da república, Jair Bolsonaro,[21] como também no passado foi da base do governo dos ex-presidentes Lula, Dilma Rousseff e Michel Temer.[22] Em dezembro de 2022, o partido tinha 761.543 filiados, sendo o oitavo maior partido do país.[11] Seu presidente é Valdemar Costa Neto.

 Nota: Para o partido político brasileiro do período imperial, veja Partido Liberal (1831). Para o partido político brasileiro, fundado por Alvaro Valle, existente no período 1985-2006, veja Partido Liberal (1985).
Partido Liberal
liberal
Partido Liberal (2006)
Número eleitoral 22[1]
Presidente Valdemar Costa Neto[2]
Vice-presidente 1° José Tadeu Candelaria[2]
Capitão Augusto[2]
3° Cleovan Siqueira Amorim[2]
Alfredo Nascimento[2]
Secretária-geral Mariucia Tozatti[2]
Primeiro-tesoureiro Jucivaldo Salazar[2]
Presidente de honra Jair Messias Bolsonaro[3]
Fundação 26 de outubro de 2006[4]
Registro 19 de dezembro de 2006 (16 anos)[1]
Sede Brasília, DF
Ideologia
Espectro político Centro-direita à Direita[8]
Facções:
Extrema-direita
Think tank Fundação Alvaro Valle[9]
Ala feminina PL Mulher[10]
Fusão PRONA
PL
Membros (2022) 761.543 filiados[11]
Governadores (2023)[12]
2 / 27
Prefeitos (2020)[13]
348 / 5 568
Senadores (2023)[14]
14 / 81
Deputados federais (2023)[15]
99 / 513
Deputados estaduais (2023)[16]
128 / 1 024
Vereadores (2020)[17]
3 467 / 56 810
Parlamento do Mercosul
7 / 138
Cores      Branco
     Azul
Página oficial
partidoliberal.org.br
Política do Brasil

Partidos políticos

Eleições

História

 Nota: Este artigo é sobre uma fusão partidária. Para a história dos principais quadros do PL/PR antes de 2006, veja Partido Liberal (1985). Para outros significados, veja Partido de Reedificação da Ordem Nacional.

O Partido Liberal (PL) e o Partido de Reedificação da Ordem Nacional (PRONA), que se fundiram em 2006, passou a se chamar Partido da República (PR), com o objetivo de conseguir ultrapassar a Cláusula de barreira superior a 5%, na altura exigido,[4] desafio dificultado pelo envolvimento do partido no escândalo do Mensalão, que tornou-se público no ano anterior.[23] Também neste contexto, antes da fusão, o PL perdeu a vice-presidência da República com a desfiliação de José de Alencar,[24] que havia sido eleito em 2003 na chapa de Luiz Inácio Lula da Silva. Apesar disso, o partido permaneceu na base do governo.[25]

Primeira logomarca do partido.
Segunda logomarca do partido.
Terceira logomarca do partido.

Nas eleições de 2012, elegeu 3110 vereadores em todo o país,[26] e em 2014, elegeu 34 deputados federais.[27]

Sergio Victor Tamer, fundador do PR,[28] foi presidente do partido de 2006 a 2014. Alfredo Nascimento sucedeu Tamer como presidente do PR até abril de 2016, quando renunciou devido à liderança partidária não apoiar o impeachment de Dilma Rousseff. No entanto, 26 deputados do PR votaram pelo impeachment da ex-presidente Dilma[29]

Após esse movimento de seus deputados, o partido deixou rápido seu passado bipartidário e apoiou a fracassada campanha de Geraldo Alckmin nas eleições presidenciais brasileiras de 2018.[30]

No dia 7 de maio de 2019, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) autorizou o Partido da República (PR) a mudar de nome, voltando a se chamar Partido Liberal (PL).[19]

Nas eleições de 2020, o partido venceu 345 prefeituras e elegeu 3467 vereadores, sem eleger nenhum prefeito nas capitais.

Em 2021, o partido recebeu a filiação do presidente Jair Bolsonaro e de vários de seus apoiadores.[31]

Nas eleições gerais de 2022, o partido formou uma chapa presidencial e muitas chapas para governadores com uma coalizão de direita com o Republicanos e o Progressistas.[32][33]

Diagrama da origem histórica do partido[34][35][36]
Partido Geral dos Trabalhadores (PGT)
1995–2003
  Partido Liberal (PL)
1985–2006
  Partido da República (PR)
2006–2019
Partido Liberal (PL)
2019–presente
Partido Social Trabalhista (PST)
1996–2003
Partido de Reedificação da Ordem Nacional (PRONA)
1989–2006

Organização

Número de filiados

DataFiliados[11]Crescimento anual
dez./2006698.374
dez./2007724.923 26.549+3,80%
dez./2008803.742 78.819+10,87%
dez./2009790.186 13.556-1,68%
dez./2010731.614 58.572-7,41%
dez./2011759.179 27.565+3,76%
dez./2012764.536 5.357+0,70%
dez./2013766.476 1.940+0,25%
dez./2014765.036 1.440-0,18%
dez./2015774.597 9.561+1,24%
dez./2016799.301 24.704+3,18%
dez./2017798.087 1.214-0,15%
dez./2018796.942 1.145-0,14%
dez./2019730.834 66.108-8,29%
dez./2020774.205 43.371+5,93%
dez./2021761.560 12.645-1,63%
dez./2022761.543 17-0,00%

Desempenho eleitoral

Governo Federal

Bancada na Câmara dos Deputados[38]
Momento Bancada  % ±
Criação[4][39]
25 / 513
Eleição 2010
41 / 513
7,99  16
Eleição 2014
34 / 513
6,62  7
Eleição 2018
33 / 513
6,43  1
Eleição 2022
99 / 513
19,29  66
Bancada no Senado Federal[40]
Momento Bancada  % ±
Criação[4][39]
3 / 81
Eleição 2010
3 / 81
3,70
Eleição 2014
1 / 81
1,23  2
Eleição 2018
1 / 81
1,23
Eleição 2022
8 / 81
9,87  7

Governo Estadual

Governadores[12]
Eleição Mandatos  % ±
Criação[4]
0 / 27
Eleição 2010
0 / 27
Eleição 2014
0 / 27
Eleição 2018
0 / 27
Eleição 2022
2 / 27
7,40 2
Deputados Estaduais[16]
Eleição Mandatos  % ±
Criação[4]
41 / 1 059
Eleição 2010 
53 / 1 059
5,0  12
Eleição 2014 
46 / 1 059
4,34  7
Eleição 2018 
43 / 1 024
4,19  3
Eleição 2022 
128 / 1 024
12,5  85

Governo Municipal

Prefeitos[13]
Eleição Mandatos  % ±
Criação[4]
389 / 5 562
Eleição 2008
385 / 5 568
6,91  4
Eleição 2012
276 / 5 568
4,95  109
Eleição 2016
297 / 5 568
5,33  21
Eleição 2020
345 / 5 568
6,19  46
Vereadores[17]
Eleição Mandatos  % ±
Criação[4] sem dados
Eleição 2008 
3 534 / 56 810
6,22  
Eleição 2012 
3 110 / 56 810
5,47  424
Eleição 2016 
3 024 / 56 810
5,32  86
Eleição 2020 
3 467 / 56 810
6,10  443
Eleições presidenciais
Ano Imagem Candidato(a) a Presidente Candidato(a)

a Vice-presidente

Coligação Votos Posição
2010
Dilma Rousseff

(PT)

Michel Temer

(PMDB)

Para o Brasil Seguir Mudando

(PT, PMDB, PR, PSB, PDT, PCdoB, PSC, PRB, PTC e PTN)

55.752.529 (56,05%)
2014
Dilma Rousseff

(PT)

Michel Temer

(PMDB)

Com a Força do Povo

(PT, PMDB, PSD, PP, PR, PROS, PDT, PCdoB e PRB)

54.495.459 (51,64%)
2018
Geraldo Alckmin

(PSDB)

Ana Amélia

(PP)

Para Unir o Brasil

(PSDB, PP, PTB, PSD, PRB, PR, DEM, Solidariedade e PPS)

5.096.350 (4,76%)
2022
Jair Bolsonaro

(PL)

Braga Netto

(PL)

Pelo Bem do Brasil

(PL, Republicanos e PP)

58.206.354

(49,1%)

Controvérsias

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou um dossiê em 4 de outubro de 2007, com os partidos com mais parlamentares cassados por corrupção desde 2000. O PL ocupa a sétima posição no ranking, com dezessete cassações, atrás do DEM, PMDB e PSDB, PP, PTB e PDT.[41] O Partido também recebeu doações de campanha de empreiteiras privilegiadas pela sua administração na pasta do Ministério dos Transportes.[42]

Foi visto como controverso[43] o fato de que Jair Bolsonaro filiou-se,[44] em 2021, ao partido de Valdemar Costa Neto, preso no escândalo do Mensalão (ação penal 470), juntamente com o deputado Bispo Rodrigues e um ex-tesoureiro do PL (Jacinto Lamas).[45]

Notas e referências

Notas

  1. Inicialmente, o PL elegeu 129 deputados estaduais por todo o Brasil, porém, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte cassou o registro de candidatura de Wendel Lagartixa (PL-RN) por inelegibilidade.[37]
  1. Algumas ideologias como o Conservadorismo social começaram a ganhar força no PL após a mudança de Jair Bolsonaro para o partido, visto que muitos apoiadores do presidente que eram do PSL (atual UNIÃO) migraram para o partido, como, por exemplo, o filho do presidente, Flávio Bolsonaro e a deputada federal por São Paulo Carla Zambelli, que se reelegeu nas eleições de 2022 como a segunda deputada mais votada de SP, atrás de Guilherme Boulos.

          Referências

          1. «Partidos políticos registrados no TSE». TSE. Consultado em 17 de março de 2021
          2. «Membros do Diretório Nacional». SIGP-Consulta (TSE). Consultado em 28 de dezembro de 2022
          3. UOL. «Bolsonaro terá cargo de Presidente de Honra do PL». Consultado em 6 de novembro de 2022
          4. «História do Partido da República (até 2014)». Fundação Getúlio Vargas. Consultado em 17 de março de 2021
          5. caion (21 de junho de 2018). «Partido da República». Consultado em 11 de julho de 2022
          6. IFAV. «Instituto Fundação Alvaro Valle». Consultado em 17 de março de 2021
          7. «PL Mulher». Partido Liberal. Consultado em 28 de dezembro de 2022
          8. TSE. «Estatísticas do eleitorado – Eleitores filiados». Consultado em 7 de janeiro de 2023
          9. «Governadores do PL». Partido Liberal. Consultado em 28 de dezembro de 2022
          10. «Prefeitos do PL». Partido Liberal. Consultado em 28 de dezembro de 2022
          11. «Senadores do PL». Partido Liberal. Consultado em 28 de dezembro de 2022
          12. Câmara dos Deputados. «Bancada dos partidos». Consultado em 1 de abril de 2022
          13. «Deputados Estaduais do PL». Partido Liberal. Consultado em 28 de dezembro de 2022
          14. «Vereadores do PL». Partido Liberal. Consultado em 28 de dezembro de 2022
          15. «História do PL». Partido Liberal. Consultado em 28 de dezembro de 2022
          16. TSE (7 de maio de 2019). «Aprovada alteração do nome do Partido da República (PR) para Partido Liberal (PL)». Consultado em 17 de março de 2021
          17. «Radar do Congresso». radar.congressoemfoco.com.br. Consultado em 9 de julho de 2022
          18. Estadão (20 de janeiro de 2020). «Basômetro: quanto apoio o governo tem na Câmara?». Consultado em 17 de março de 2021
          19. «Christina diz que presidente do PL concebeu o "mensalão" - Notícias». Portal da Câmara dos Deputados. Consultado em 15 de outubro de 2022
          20. «EBC desfiliação de José de Alencar». memoria.ebc.com.br. Consultado em 4 de janeiro de 2023
          21. «Novo partido de Bolsonaro, PL lançou vice de Lula em 2002, fundiu-se ao Prona de Enéas em 2006 e apoiou Alckmin em 2018; saiba mais». G1. Consultado em 19 de outubro de 2022
          22. «Vereadores Eleitos no País em 2012». G1
          23. «Bancada da Eleição de 2014 para Deputado Federal (Titulares)». Câmara dos Deputados. Consultado em 3 de fevereiro de 2015
          24. caion (21 de junho de 2018). «Partido da República». Consultado em 4 de janeiro de 2023
          25. «Impeachment de Dilma: saiba como votou cada um dos partidos na Câmara». Agência Brasil. 18 de abril de 2016. Consultado em 4 de janeiro de 2023
          26. «PR aprova apoio a tucano Geraldo Alckmin na disputa pela Presidência». G1. Consultado em 4 de janeiro de 2023
          27. Galvani, Giovanna (30 de novembro de 2021). «Bolsonaro se filia ao PL e diz querer compor bancadas para "fazer melhor para o Brasil"». CNN Brasil
          28. carolinafarias. «Bolsonaro e Republicanos fecham acordo para chapa da reeleição». CNN Brasil. Consultado em 21 de setembro de 2022
          29. Fagundes, Murilo (27 de julho de 2022). «PP oficializa apoio à candidatura de Bolsonaro em convenção». Poder360. Consultado em 4 de janeiro de 2023
          30. TSE. «Histórico de partidos». Consultado em 26 de outubro de 2016
          31. «Resolução n.º 21374/2003». www.tse.jus.br. Consultado em 26 de outubro de 2016
          32. «Aprovada alteração do nome do Partido da República (PR) para Partido Liberal (PL)». www.tse.jus.br. Consultado em 8 de maio de 2019
          33. «Retotalização dos votos no RN: sai Wendel lagartixa (PL), entra Ubaldo Fernandes (PSDB) na vaga de deputado estadual». G1. Consultado em 23 de dezembro de 2022
          34. Bancada na Eleição Portal da Câmara dos Deputados. Acessado em 3 de Janeiro de 2023.
          35. «PL e Prona formalizam fusão e criam o Partido da República - Brasil». Estadão. Consultado em 4 de janeiro de 2023
          36. Site Oficial do Senado Federal. Acessado em 3 de Janeiro de 2023.
          37. «Desde 2000, 623 políticos foram cassados. DEM lidera ranking». O Globo. Consultado em 11 de julho de 2010
          38. «Doadores do PR receberam R$ 1 bi via Transportes, diz jornal». Terra Networks. 6 de julho de 2011. Consultado em 14 de fevereiro de 2014
          39. «Novo partido de Bolsonaro: PL esteve no centro do escândalo do mensalão no governo Lula». BBC News Brasil. Consultado em 15 de outubro de 2022
          40. Minas, Estado de; Minas, Estado de (10 de novembro de 2021). «Preso no mensal�o, Valdemar Costa Neto anuncia filia��o de Bolsonaro ao PL». Estado de Minas. Consultado em 15 de outubro de 2022 replacement character character in |titulo= at position 16 (ajuda)
          41. G1, Do; Brasília, em (18 de novembro de 2013). «Confira situação dos 25 condenados do processo do mensalão». Julgamento do mensalão. Consultado em 15 de outubro de 2022

          Ligações externas

          This article is issued from Wikipedia. The text is licensed under Creative Commons - Attribution - Sharealike. Additional terms may apply for the media files.