Apeadeiro de Alhos Vedros

O Apeadeiro de Alhos Vedros é uma interface da Linha do Alentejo, que serve a localidade de Alhos Vedros, no município da Moita, Distrito de Setúbal, em Portugal.

O edifício do apeadeiro de Alhos Vedros, em 2020.
Alhos Vedros
Identificação:[1] 95075 AVS (Alhos Vedros)
Denominação: Apeadeiro de Alhos Vedros
Administração: Infraestruturas de Portugal (sul)[2]:3.3.3.2
Classificação: A (apeadeiro)[3][4]
Linha(s): Linha do Alentejo (PK 5,352)
Altitude: 10 m (a.n.m)
Coordenadas: 38°39′7.2″N × 9°1′37.98″W

(≍+38.652;−9.02722)

(mais mapas: 🌍)
Concelho: Moita
Serviços:
Estação anterior Comboios de Portugal Estação seguinte
Moita
P.Sado-A
  SA   B.xa Banheira
Barreiro

Coroa: Coroa 1 Navegante
Conexões:
Ligação a autocarros
1 2 701 3615 4101 4602 4604 4620
Equipamentos:
Endereço: Rua do Ferroviário, 2
PT-2860-073 Alhos Vedros MTA

ou (entrada sul):
Rua Henrique Galvão, s/n
PT-2860-082 Alhos Vedros MTA

Website:
 Nota: Para outras interfaces ferroviárias com nomes semelhantes ou relacionados, veja Estação Ferroviária de Torres Vedras.

Descrição

Plataformas do apeadeiro em 2020.

Serviços

Esta estação é utilizada por serviços urbanos da Linha do Sado, assegurados pela operadora Comboios de Portugal.[5]

Localização e acessos

Esta interface situa-se na freguesia de Alhos Vedros, no concelho da Moita, junto à Rua do Ferroviário.[6] Esta estação é servida por 8 linhas, 4 linhas da Carris Metropolitana e 4 dos TCB, ligando esta estação a outros destinos na Península de Setúbal.[7]

História

Ver artigo principal: História da Linha do Alentejo
Anúncio de 1873, onde se faz referência à estação de Alhos Vedros.

Inauguração

Insere-se no troço entre o Barreiro e Bombel da Linha do Alentejo, que foi aberto à exploração a 15 de Junho de 1857, pela Companhia Nacional dos Caminhos de Ferro ao Sul do Tejo.[8]

Transição para CP

Em 1927, a Administração dos Caminhos de Ferro do Estado, que explorava a Linha do Alentejo, foi integrada na Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses.[9] Esta empresa iniciou um programa de remodelação e desenvolvimento das estações e apeadeiros nas antigas linhas estatais, incluindo em Alhos Vedros, que foi alvo de extensas obras em 1933[9] e em 1934.[10] Em 1939, foi construído um abrigo em cimento armado.[11]

Num edital publicado no Diário do Governo n.º 31, III Série, de 7 de Fevereiro de 1955, a Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses informou que tinha pedido autorização para criar uma carreira de autocarros entre a cidade de Évora e a Estação do Barreiro, passando por várias localidades, incluindo Alhos Vedros.[12]

Em 1988 este interface tinha ainda categoria de estação.[13]

Edifício original, em 2006, antes da demolição ordenada pela Refer.

Modernização

Em 2007, a operadora Rede Ferroviária Nacional iniciou um programa de modernização dos lanços das Linhas do Alentejo e do Sul que faziam parte dos serviço suburbano Linha do Sado, tendo sido electrificada a via férrea e profundamente modificadas as interfaces, com introdução de equipamentos de segurança e a instalação de máquinas automáticas para bilhetes.[14] Este processo também incluiu o apeadeiro de Alhos Vedros, com a construção de um novo edifício, tendo as antigas instalações sido demolidas em 16 de Junho de 2008.[15] O edifício de passageiros demolido situava-se do lado norte da via (lado esquerdo do sentido ascendente, a Funcheira).[16][13]

A decisão de demolir o antigo apeadeiro foi recebida com protestos por parte da população e da Câmara Municipal da Moita,[17][18] tendo este órgão enviado uma carta aberta ao Secretário de Estado dos Transportes em Maio de 2010, onde classificou as demolições em Moita e Alhos Vedros como «comportamentos pouco democráticos e de cariz autoritário, não respondendo à disponibilidade da Câmara Municipal para participar num diálogo construtivo, com vista a encontrar soluções que permitissem conservar aqueles dois edifícios e dar-lhes uma nova e adequada utilização ao serviço da comunidade.».[19]

Em 14 de Abril de 2012, uma mulher ficou gravemente ferida após ter sido colhida por um comboio, no interior da gare de Alhos Vedros.[20]

CP-USGL + CP-Reg + Soflusa + Fertagus
 
 
(n) Azambuja 
 Praias do Sado-A (u)
(n) Espadanal da Azambuja 
 Praça do Quebedo (u)
(n) Vila Nova da Rainha 
 Setúbal (u)
**(n) Carregado 
 Palmela (u)
(n) Castanheira do Ribatejo 
 Venda do Alcaide (u)
(n) Vila Franca de Xira 
 Pinhal Novo (u)(a)
(n) Alhandra 
 Penteado (a)
(n) Alverca 
 Moita (a)
(n) Póvoa 
 Alhos Vedros (a)
(n) Santa Iria 
 Baixa da Banheira (a)
(n) Bobadela 
 Lavradio (a)
(n) Sacavém 
 Barreiro-A (a)
(n) Moscavide 
 Barreiro (a)
(n) Oriente 
 (Soflusa)
(n)(z) Braço de Prata 
 Terreiro do Paço (a)
 
 Penalva (u)
(n)(ẍ) Santa Apolónia 
 Coina (u)
(z) Marvila 
 Fogueteiro (u)
(z) Roma-Areeiro 
 Foros de Amora (u)
(z) Entrecampos 
 Corroios (u)
(z)(7) Sete Rios 
 Pragal (u)
 
 Campolide (z)(s)(u)*
(s) Benfica 
 Rossio (s)
(s) Santa Cruz-Damaia 
 Cais do Sodré (c)
(s) Reboleira 
 Santos (c)
(z) Alcântara-Terra 
 Alcântara-Mar (c)
(s) Amadora 
 Belém (c)
(s) Queluz-Belas 
 Algés (c)
(s) Monte Abraão 
 Cruz Quebrada (c)
(s) Massamá-Barcarena 
 Caxias (c)
(s)(o) Agualva-Cacém 
 Paço de Arcos (c)
 
 Santo Amaro (c)
(o) Mira Sintra-Meleças 
 Rio de Mouro (s)
(s) Mercês 
 Oeiras (c)
(s) Algueirão - Mem Martins 
 Carcavelos (c)
(s) Portela de Sintra 
 Parede (c)
(s) Sintra 
 São Pedro Estoril (c)
(o) Sabugo 
 São João Estoril (c)
(o) Pedra Furada 
 Estoril (c)
(o) Mafra 
 Monte Estoril (c)
(o) Malveira 
 Cascais (c)
**(o) Jerumelo 
 

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Linhas: a L.ª Alentejoc L.ª Cascaiss L.ª Sintra C.ª X.
n L.ª Norteo L.ª Oestez L.ª Cinturau L.ª Sul7 C.ª 7 R.
(*) vd. Campolide-A (**) continua além z. tarif. Lisboa

(***) Na Linha do Norte (n): há diariamente dois comboios regionais nocturnos que param excepcionalmente em todas as estações e apeadeiros.
Fonte: Página oficial, 2020.06

Ver também

Referências

  1. (I.E.T. 50/56) 56.º Aditamento à Instrução de Exploração Técnica N.º 50 : Rede Ferroviária Nacional. IMTT, 2011.10.20
  2. Diretório da Rede 2021. IP: 2019.12.09
  3. Instrução de exploração técnica nº 2 : Índice dos textos regulamentares em vigor. IMTT, 2012.11.06
  4. Instrução de Exploração Técnica N.º 50. INTF («Entrada em vigor 11 de Dezembro de 2005»): p.5
  5. «Comboios Urbanos > Lisboa - Praias do Sado A / Barreiro» (PDF). Comboios de Portugal. 11 de Setembro de 2016. Consultado em 20 de Agosto de 2017
  6. «Estação de Alhos Vedros». Comboios de Portugal. Consultado em 13 de Novembro de 2014
  7. «Homepage». Carris Metropolitana. Consultado em 13 de novembro de 2022
  8. SANTOS, 1995:108
  9. «Rêde do Sul e Sueste» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 47 (1127). 1 de Dezembro de 1934. p. 593-594. Consultado em 15 de Janeiro de 2013 via Hemeroteca Digital de Lisboa
  10. «O que se fez nos Caminhos de Ferro Portugueses, durante o ano de 1934» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 47 (1130). 16 de Janeiro de 1935. p. 50-51. Consultado em 15 de Janeiro de 2013 via Hemeroteca Digital de Lisboa
  11. «O que se fez em Caminhos de Ferro em 1938-39» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 52 (1266). 16 de Setembro de 1940. p. 638-639. Consultado em 10 de Março de 2021 via Hemeroteca Digital de Lisboa
  12. «Parte Oficial» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 67 (1612). 16 de Fevereiro de 1955. p. 461-462. Consultado em 22 de Outubro de 2017 via Hemeroteca Digital de Lisboa
  13. Diagrama das Linhas Férreas Portuguesas com as estações (Edição de 1988), C.P.: Direcção de Transportes: Serviço de Regulamentação e Segurança, 1988
  14. «Verdes Denunciam Falta de Segurança e de Funcionários na Linha do Sado». Distrito. 21 de Maio de 2018. Consultado em 10 de Março de 2021
  15. «REFER de costas viradas para população e autarquias do concelho da Moita: Avançou a demolição da estação de Alhos Vedros». O Rio. 16 de Junho de 2008. Consultado em 17 de Julho de 2010. Cópia arquivada em 16 de agosto de 2010
  16. (anónimo): Mapa 20 : Diagrama das Linhas Férreas Portuguesas com as estações (Edição de 1985), CP: Departamento de Transportes: Serviço de Estudos: Sala de Desenho / Fergráfica — Artes Gráficas L.da: Lisboa, 1985
  17. «Autarquia contra demolição das estações de comboio de Alhos Vedros e Moita». Público. 24 de Maio de 2008. Consultado em 17 de Julho de 2010[ligação inativa]
  18. «Alhos Vedros: manifestação contra a demolição de estação ferroviária». TVI24. 29 de Maio de 2008. Consultado em 17 de Julho de 2010 [ligação inativa]
  19. «Câmara Municipal da Moita: Carta aberta ao Secretário de Estado dos Transportes. Superação dos problemas decorrentes das obras da linha férrea Barreiro - Praias do Sado». Rostos On-Line. 7 de Maio de 2010. Consultado em 10 de Março de 2021
  20. «Mulher colhida na estação da CP de Alhos Vedros». Correio da Manhã. 14 de Abril de 2012. Consultado em 10 de Março de 2021. Arquivado do original em 28 de Maio de 2013

Bibliografia

  • SANTOS, Luís Filipe Rosa (1995). Os Acessos a Faro e aos Concelhos Limítrofes na Segunda Metade do Séc. XIX. Faro: Câmara Municipal de Faro. 213 páginas

Ligações externas

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