Estação Ferroviária de Campolide
A Estação Ferroviária de Campolide situa-se em Lisboa, Portugal. É servida por comboios suburbanos da CP Lisboa (Linha de Sintra e Linha da Azambuja) e da Fertagus. É um importante nó ferroviário, onde se cruzam e/ou têm início as Linhas do Sul, de Cintura e de Sintra. A estação original de Campolide entrou ao serviço em 1891.[5]


| Campolide
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![]() Estação Ferroviária de Campolide | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Identificação:[1] | 60004 CAE (Campolide) | |||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Denominação: | Estação de Concentração de Campolide | |||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Administração: | Infraestruturas de Portugal (centro)[2]:3.3.3.2 | |||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Classificação: | EC (estação de concentração)[3][4] | |||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Linha(s): |
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| Altitude: | 50 m (a.n.m) | |||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Coordenadas: | 38°43′57.972″N × 9°10′4.548″W (≍+38.73277;−9.16793) | |||||||||||||||||||||||||||||||||||
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| Concelho: | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Serviços: | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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| Coroa: | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Conexões: |
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| Equipamentos: | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Inauguração: |
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| Website: | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Campolide-A
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| Identificação:[1] | 67033 CDA (Campolide-A) |
| Denominação: | Estação de Concentração de Campolide-A |
| Administração: | Infraestruturas de Portugal (centro e sul)[2]:3.3.3.2 |
| Classificação: | EC (estação de concentração)[3][4] |
| Coordenadas: | |
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| Website: | |
Descrição
Localização e acessos
Apesar de se situar na freguesia de Campolide, a estação ainda se distancia do centro do bairro epónimo, sendo o bairro mais próximo o da Liberdade. A ligação de Campolide à estação de Campolide faz-se através da carreira 702 da Carris. Tem acesso pelo Largo da Estação, na cidade de Lisboa.[6]
Descrição física
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Esta interface dispõe de duas gares: Campolide, na Linha de Sintra, e Campolide A, na Linha de Cintura e na Linha do Sul (término). Nos terrenos anexos existe ainda um vasto parque de manobras e estacionamento, e as oficinas da EMEF Campolide. Situam-se ainda neste complexo ferroviário o portal norte do Túnel do Rossio, e o acesso ferroviário à Ponte 25 de Abril. A estações seguintes são:
Existe ainda uma concordância para tráfego direto entre Campolide A e Benfica. Campolide / Campolide A situa-se no vértice do triângulo ferroviário topologicamente oposto à Concordância de Sete Rios, que liga as estações de Sete Rios (Linha de Cintura) e Benfica (Linha de Sintra). |
Faz parte de um conjunto de quatro estações ferroviárias no Centro de Lisboa, terminais das ligações radiais:
- Lisboa Santa Apolónia (terminal da Linha do Norte - suburbana, regional, intercidades, internacional)
- Lisboa Rossio (terminal da Linha de Sintra - suburbana)
- a montante: Campolide-A (terminal da Linha do Sul)
- Lisboa Cais do Sodré (terminal da Linha de Cascais - suburbana)
- Lisboa Sul e Sueste (terminal da Linha do Alentejo - suburbana, fluvial)
Estes quatro terminais encontram-se ligados entre si por intermédio de carreiras de transportes urbanos, operadas pela Carris e pelo Metro:
- Santa Apolónia ⇄ Sul e Sueste: Carris (206, 210, 728, 735, 759, 781, 782, 794) e Metro (L.ª Azul)
- Santa Apolónia ⇄ Rossio: Carris (206, 759, 794) e Metro (L.ª Azul)
- Santa Apolónia ⇄ Cais do Sodré: Carris (206, 210, 706, 735, 781, 782)
- Sul e Sueste ⇄ Rossio: Carris (206, 759, 794) e Metro (L.ª Azul)
- Sul e Sueste ⇄ Cais do Sodré: Carris (206, 210, 735, 781, 782)
- Rossio ⇄ Cais do Sodré: Carris (206, 207, 736) e Metro (L.ª Verde)
Em Janeiro de 2011, apresentava cinco vias de circulação, com 233 a 310 m de comprimento; as plataformas tinham 236 a 287 m de extensão, e 90 cm de altura.[7]
A estação de Campolide conta com uma torre de controle, que foi desenhada por Cottinelli Telmo em 1940 e construída no mesmo ano.[8]
Referências culturais
A capa do álbum Campolide, de Sérgio Godinho, editado em 1979, é ilustrada com uma foto mostrando o cantor na gare desta estação, em edifício entretanto demolido.

História
Século XIX
Em Janeiro de 1880, foi apresentada ao parlamento uma proposta para um contracto com a Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses, relativo à construção de uma linha desde a Santa Apolónia (Lisboa) até Pombal, seguindo pelo vale de Chelas e pela costa Oeste.[9] No entanto, esta proposta não teve seguimento devido à queda do governo, pelo que em 31 de Janeiro de 1882 a Companhia Real fez um novo pedido, desta vez para um grupo de linhas unindo Alcântara à Figueira da Foz, Merceana, e Sintra.[9] Um alvará de 7 de Julho de 1886 autorizou a Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses a construir um ramal entre a Benfica, na futura Linha do Oeste, e Xabregas, de forma a ligar as duas linhas.[9][10] Outro alvará, de 23 de Junho de 1887, permitiu que a linha de união fosse desde logo construída em via dupla, e autorizou a construção de duas concordâncias, uma em Braço de Prata e outra de Campolide a Sete Rios, para facilitar o trânsito dos comboios para a futura estação central, a construir no Terreiro do Duque.[9]
O troço original da Linha de Sintra, entre as Estações de Sintra e Alcântara-Terra, abriu à exploração em 2 de Abril de 1887.[9] Em 9 de Outubro de 1887, um alvará autorizou a Companhia Real a construir um ramal em via dupla desde o Vale de Alcântara até uma estação junto à Praça de D. Pedro IV,[9] cujo túnel foi inaugurado provisoriamente em 5 de Abril de 1889.[11] Os primeiros comboios atravessaram o túnel em Maio de 1889, e tanto o túnel como a estação do Rossio foram inaugurados em Maio de 1891, e entraram ao serviço em 11 de Junho desse ano.[9] Entretanto, a linha entre Xabregas e Benfica abriu em 20 de Maio de 1888,[9] e em 5 de Setembro de 1891 foram abertas as duas concordâncias até Braço de Prata e Sete Rios.[9]

Em 10 de Janeiro de 1894, a Companhia Real anunciou o concurso para a empreitada de construção de uma cocheira de locomotivas em Campolide, com a base de licitação em 4.200$00 Réis.[12]
Décadas de 1900 e 1910
Em 16 de Junho de 1902, a Gazeta dos Caminhos de Ferro noticiou que tinha sido construída em Campolide uma junção transversal, permitindo a circulação directa dos comboios no sentido de Santa Apolónia e de Alcântara Terra.[13]
Em 14 de Janeiro de 1914, iniciou-se uma greve dos funcionários da Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses, que levaram à paralisação quase total dos comboios em Lisboa durante cerca de uma semana.[14] Os grevistas fizeram vários actos de sabotagem, levando à ocupação das principais estações, incluindo o Rossio e Campolide, por parte da polícia e das forças militares.[14] Na manhã do dia 15, o comboio 5003 saiu da estação do Rossio, com escolta militar, tendo demorado cerca de 40 minutos a chegar a Campolide, onde foi abalroado por um grupo de 300 grevistas, que insultaram o maquinista e obrigaram o comboio a parar.[14] De tarde, foi feita uma nova tentativa, com vários guardas armados dentro da cabina da locomotiva, tendo o comboio chegado sem incidentes a Campolide.[14] A situação melhorou nos dias seguintes, mas voltou a deteriorar-se no dia 23, quando voltaram a ser feitos actos de violência, tendo um maquinista sido agredido em Campolide.[14]

Décadas de 1920 e 1930
Em 1920, foram ampliadas as oficinas de Campolide.[15]
Em 1925, entraram ao serviço as locomotivas da Série 601 a 608, que ficaram desde logo afectas ao depósito de Campolide, para fazer os comboios rápidos entre o Rossio e Vila Nova de Gaia.[16]
Cerca de 1932, o arquitecto Cottinelli Telmo projectou a Escola Profissional de António Vasconcellos Correia, destinada ao Grupo Instrutivo Ferroviário de Campolide do Pessoal das Máquinas e Oficinas da CP, tendo o edifício sido inaugurado em 1934.[17]
Um diploma do Ministério das Obras Públicas e Comunicações de 13 de Janeiro de 1937 aprovou o projecto da Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses para a expansão e modificação da estação de Campolide, e para uma variante na via descendente entre o Apeadeiro de Cruz da Pedra e Campolide.[18] Em 1 de Julho desse ano, a Gazeta dos Caminhos de Ferro noticiou que já tinha sido reservada a quantia de cerca de 500 mil escudos para a modificação das vias férreas e das plataformas em Campolide, sendo um dos objectivos o descongestionamento dos comboios com origem e destino na estação do Rossio, prevendo-se que as obras seriam iniciadas ao fim de poucos dias.[19]
Num artigo da Gazeta dos Caminhos de Ferro de 1 de Novembro de 1938, o jornalista José Fernando de Sousa propôs a electrificação do Túnel do Rossio, devido ao desconforto para os passageiros causado pelo material a vapor, sendo o material motor dos comboios trocado à passagem por Campolide.[20]
Em 1939, chegou a Portugal um conjunto de carruagens metálicas que tinham sido fabricadas pela casa americana Budd, tendo sido feitas várias viagens para testar o novo material, incluindo uma em 7 de Abril de 1939, de Campolide a Vila Nova de Gaia,[16] que serviu para regular a futura marcha dos comboios rápidos.[21] Foi utilizado um comboio formado pela locomotiva 501, um furgão e três carruagens, que demorou 3 horas e 9 minutos na viagem, com paragens em Pampilhosa, Albergaria e Entroncamento.[16]
Em Agosto desse ano, ainda decorriam as obras de ampliação de Campolide, incluindo a modificação da linha para Sintra, de forma a deixarem de ser feitos cruzamentos de itinerários no interior do túnel.[22] No dia 1 de Agosto, reiniciou-se o comboio Sud Expresso, após um período de interrupção de três anos durante a Guerra Civil Espanhola, ligando Lisboa a Paris; este serviço tinha uma carruagem directa até Alcântara-Mar e Estoril, que era atrelada ou desatrelada do resto do comboio em Campolide.[23]
O início da Segunda Guerra Mundial, em 1939, causou grandes restrições à importação de combustíveis, que atingiu tanto os caminhos de ferro como os automóveis.[24] Desta forma, verificou-se uma ressurreição temporária dos veículos a tracção animal, que funcionavam em combinação com o transporte ferroviário, transportando passageiros, bagagens e mercadorias desde as estações até aos domicílios, como sucedeu em Campolide.[24]

Décadas de 1940 e 1950
Em 16 de Junho de 1940, a Gazeta dos Caminhos de Ferro noticiou que a estação de Campolide estava em obras, incluindo a construção de um novo aqueduto e a instalação de novas vias férreas.[25]
Em 1940, foi projectada a torre de controle de Campolide.[26] Este foi um dos primeiros postos de sinalização electromecânica da Companhia Caminhos de Ferro Portugueses.[27] Após a electrificação, os equipamentos já existentes foram integrados nos novos sistemas de controlo de tráfego.[28] Este projecto fez parte de um conjunto de intervenções que a Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses fez para modernizar os seus sistemas de sinalização e de gestão de tráfego nas principais estações, que incluíram a construção de várias torres de controlo.[29]
A partir dos finais da Década de 1940, a Companhia dos Caminhos de Ferro começou a adquirir material motor a gasóleo, tendo-se decidido montar em Campolide um posto oficinal destinado a este tipo de veículos.[30] Em 16 de Setembro de 1948, a Gazeta dos Caminhos de Ferro relatou que já estava quase concluída a primeira oficina para a reparação do material a gasóleo, que seria completamente separada das que serviam as locomotivas a vapor.[31] Em 1 de Abril de 1949, a Gazeta informou que tinham chegado mais quatro locotractoras, que já tinham sido transportadas para as oficinas de Campolide, e que iriam entrar ao serviço dentro de 60 dias.[32] Em 30 de Junho desse ano, foi feito um comboio especial de Campolide para Sintra, para testar uma das novas locotractoras, experiência que contou com a presença de vários altos funcionários da companhia e do director da General Electric.[33]
Em 21 de Janeiro de 1950, foram feitas obras de adaptação na cocheira de Campolide, para servir de ponto de recolha para automotoras e locomotivas a gasóleo.[34] Estas oficinas ganharam reputação internacional, tendo sido por diversas vezes visitadas por técnicos do estrangeiro, que vinham estudar o processo de substituição da frota a vapor pelo gasóleo, em linhas onde não se justificava a electrificação.[35]
Em 1955, os comboios de passageiros de longo curso passaram a ser feitos em Santa Apolónia em vez do Rossio, e as locomotivas da Série 500 foram passadas para o depósito do Barreiro.[16]
Década de 1970
Em 1972, o Serviço de Estatística e Mecanografia da Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses foi transferido do Rossio para Campolide, onde foi ampliado com um novo computador IBM, que foi o primeiro na companhia a trabalhar com discos.[36]
Década de 1990
Na Década de 1990, iniciou-se um programa de melhoria da oferta na Linha de Sintra, que incluiu a remodelação e modernização das estações, introdução de novo material circulante, a modificação do sistema de sinalização com a instalação de um sistema centralizado de controlo de tráfego, e a quadruplicação da via férrea entre Campolide e o Cacém.[37] Em 1992, entraram ao serviço novas automotoras quádruplas eléctricas, no lanço entre Campolide e Cacém da Linha de Sintra.[38] Em 1996, estava em curso da primeira fase de execução do projecto de modernização da sinalização electrónica na Linha de Sintra, que previa a instalação de novos equipamentos, do tipo ESTW L 90, no lanço entre Campolide e Cacém, incluindo a via quádrupla.[39] Todo o sistema de sinalização seria controlado a partir de um posto central de telecomando, no sistema CTC, a construir na estação de Campolide.[39] Este centro de comando permitiu a concentração de quase todas as operações naquela área, aumentando as condições de qualidade, capacidade e serviço, e reduzindo os custos de operação.[40] Este projecto foi lançado pelo GNFL - Gabinete do Nó Ferroviário de Lisboa, que também estava a planear a modernização e a construção da nova estação de Campolide, em conjunto com a Rede Ferroviária Nacional.[41] Em 1995, algumas das locomotivas da Série 1200 estavam a fazer serviço de manobras em várias estações de Lisboa, incluindo Campolide.[42]
O GNFL também dirigiu as obras para o Eixo Ferroviário Norte - Sul, correspondente à ligação entre as duas margens do Tejo, pela Ponte 25 de Abril[39] Este projecto implicou a instalação de novos lanços de via férrea dupla electrificada entre Campolide e Pinhal Novo, e a construção de várias interfaces ferroviárias, incluindo uma nova gare em Campolide, que deveria estar ligada ao Metropolitano de Lisboa.[43] A sinalização do Eixo Norte - Sul também seria controlada a partir de Campolide.[44] Em 1996, já se tinha iniciado a construção de várias empreitadas deste projecto, incluindo o Viaduto de Campolide.[43]
Século XXI
O jornal Público de 30 de Novembro de 2002 noticiou que nesse fim de semana iria ser cortada a circulação dos comboios entre Campolide e Braço de Prata, para as obras de quadruplicação de via e de construção da nova estação de Roma-Areeiro, tendo sido organizado um serviço de autocarros de substituição.[45][46]
Ver também
- Comboios de Portugal
- Infraestruturas de Portugal
- Transporte ferroviário em Portugal
- História do transporte ferroviário em Portugal
Referências
- (I.E.T. 50/56) 56.º Aditamento à Instrução de Exploração Técnica N.º 50 : Rede Ferroviária Nacional. IMTT, 2011.10.20
- Diretório da Rede 2021. IP: 2019.12.09
- Instrução de exploração técnica nº 2 : Índice dos textos regulamentares em vigor. IMTT, 2012.11.06
- Instrução de Exploração Técnica N.º 50. INTF («Entrada em vigor 11 de Dezembro de 2005»): p.5
- REIS et al, 2006:12
- «Campolide». Comboios de Portugal. Consultado em 15 de Novembro de 2014
- «Linhas de Circulação e Plataformas de Embarque». Directório da Rede 2012. Rede Ferroviária Nacional. 6 de Janeiro de 2011. p. 71-85
- AFONSO, 2005:111
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Bibliografia
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Ligações externas
- «Página da Estação de Campolide, no sítio electrónico da empresa Infraestruturas de Portugal»
- «Página com fotografias da Estação de Campolide, no sítio electrónico Railfaneurope» (em inglês)
- «Página com fotografias da Estação de Campolide, no sítio electrónico Railpictures» (em inglês)
- «Página sobre a Estação de Campolide, no sítio electrónico Wikimapia»
- Estação Ferroviária de Campolide na base de dados SIPA da Direção-Geral do Património Cultural


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