Estação Ferroviária de Mafra

A Estação Ferroviária de Mafra é uma interface da Linha do Oeste, situada no lugar de Mafra-Gare, em Igreja Nova, no Distrito de Lisboa, em Portugal.

 Nota: Este artigo é sobre estação ferroviária da Linha do Oeste que nominalmente serve a vila de Mafra, em Portugal. Para estação ferroviária da Estrada de Ferro São Paulo - Rio Grande que servia o município de Mafra, em Santa Catarina, Brasil, veja Mafra (Santa Catarina)#História.
Mafra
Estação de Mafra, em 2008
Identificação:[1] 62166 MAF (Mafra)
Denominação: Estação de Mafra
Classificação: E (estação)[2][3]
Linha(s): Linha do Oeste (PK 33,212)
Coordenadas:
🌍
Concelho: Mafra
Serviços:
Estação anterior Comboios de Portugal Estação seguinte
Malveira
Leiria
Fig. Foz
  R   Pedra Furada
Lisboa S.Ap.
Malveira
T. Vedras
C. Rainha
    Pedra Furada
M.S.-Meleças

Coroa: Navegante
Conexões:
Ligação a autocarros
2150 2627
Equipamentos:
Website:
Estação de Mafra, em 2008

Caracterização

Localização e acessos

Encontra-se na localidade de Mafra-Gare, tendo acesso pelo Largo da Estação.[4] As localidades mais próximas são Lexim e Moinhos, distando 8 km da vila de Mafra. Esta distância promoveu desde cedo serviços de “diligência” entre a estação e a distante localidade epónima (a exemplo de casos semelhantes outrures no país), primeiro de tração animal, mais tarde com recurso a autocarros — assim nasceu a Empresa de Viação Mafrense, que em 1959 inauguraria em Mafra a sua central de Camionagem (na atual Av. 25 de Abril) com instalações de apoio ao passageiro que incluiam bilheteira autorizada a vender bilhetes para a Linha do Oeste.[5]

Descrição física

Vista do comboio para a gare e plataforma, em 2008.

Em Janeiro de 2011, apresentava duas vias de circulação, com 273 e 275 m de comprimento; as gares tinham 110 e 72 m de extensão, e 70 e 65 cm de altura.[6] O edifício da estação é revestido de azulejos, produzidos pela Fábrica de Loiça de Sacavém, em 1934.[7]

Serviços

O apeadeiro é servido por todos os comboios do tramo sul da Linha do Oeste, todos eles de tipologia regional. É servida por oito comboios diários por sentido, três dos quais com início em Lisboa-Santa Apolónia e término em Leiria (vice-versa). O primeiro comboio em sentido Lisboa inicia em Torres Vedras, bem como aí termina o último no sentido Figueira da Foz.[8]

Locomotiva 053 descarrilada junto a Mafra, em 14 de Janeiro de 1914

História

Esta interface situa-se no troço entre Agualva-Cacém e Torres Vedras, que foi aberto à exploração em 21 de Maio de 1887, pela Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses.[9]

Azulejos alusivos à Tapada de Mafra, instalados em 1934.

Em 1913, existiam carreiras de diligências ligando a estação à vila de Mafra e à Ericeira.[10]

Em 14 de Janeiro de 1914, a circulação foi interrompida junto à estação de Mafra, devido a um descarrilamento provocado por grevistas.[11] No dia 23, reacendeu-se a greve, tendo sido novamente descarrilado um comboio em Mafra.[12]

Em 1934, a Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses realizou obras de reparação parciais nesta estação.[13]

Na década de 1930, surgiu a ideia de construir a Linha da Ericeira — uma ligação ferroviária a tracção eléctrica entre Lisboa (Carriche) e a Ericeira, passando por Loures e por Mafra.[14] A concessão provisória deste projecto foi atribuída as autarquias de Loures e de Mafra, que, em 1932, já tinham concluído os estudos.[14] Este caminho de ferro teria a mesma bitola (90 cm) do que os Eléctricos de Lisboa.[15]

Nos finais da década de 2010 foi finalmente aprovada a modernização e eletrificação da Linha do Oeste; no âmbito do projeto de 2018 para o troço a sul das Caldas da Rainha, a Estação da Mafra irá ser alvo de remodelação a nível das plataformas e respetivo equipamento, prevendo-se a instalação de um sistema ATV — sinalização para atravessamento de via seguro (ao PK 33+283); manter-se-á a passagem inferior da Estrada do Paço Belmonte (ao PK 33+384).[16]

CP-USGL + CP-Reg + Soflusa + Fertagus
 
 
(n) Azambuja 
 Praias do Sado-A (u)
(n) Espadanal da Azambuja 
 Praça do Quebedo (u)
(n) Vila Nova da Rainha 
 Setúbal (u)
**(n) Carregado 
 Palmela (u)
(n) Castanheira do Ribatejo 
 Venda do Alcaide (u)
(n) Vila Franca de Xira 
 Pinhal Novo (u)(a)
(n) Alhandra 
 Penteado (a)
(n) Alverca 
 Moita (a)
(n) Póvoa 
 Alhos Vedros (a)
(n) Santa Iria 
 Baixa da Banheira (a)
(n) Bobadela 
 Lavradio (a)
(n) Sacavém 
 Barreiro-A (a)
(n) Moscavide 
 Barreiro (a)
(n) Oriente 
 (Soflusa)
(n)(z) Braço de Prata 
 Terreiro do Paço (a)
 
 Penalva (u)
(n)(ẍ) Santa Apolónia 
 Coina (u)
(z) Marvila 
 Fogueteiro (u)
(z) Roma-Areeiro 
 Foros de Amora (u)
(z) Entrecampos 
 Corroios (u)
(z)(7) Sete Rios 
 Pragal (u)
 
 Campolide (z)(s)(u)*
(s) Benfica 
 Rossio (s)
(s) Santa Cruz-Damaia 
 Cais do Sodré (c)
(s) Reboleira 
 Santos (c)
(z) Alcântara-Terra 
 Alcântara-Mar (c)
(s) Amadora 
 Belém (c)
(s) Queluz-Belas 
 Algés (c)
(s) Monte Abraão 
 Cruz Quebrada (c)
(s) Massamá-Barcarena 
 Caxias (c)
(s)(o) Agualva-Cacém 
 Paço de Arcos (c)
 
 Santo Amaro (c)
(o) Mira Sintra-Meleças 
 Rio de Mouro (s)
(s) Mercês 
 Oeiras (c)
(s) Algueirão - Mem Martins 
 Carcavelos (c)
(s) Portela de Sintra 
 Parede (c)
(s) Sintra 
 São Pedro Estoril (c)
(o) Sabugo 
 São João Estoril (c)
(o) Pedra Furada 
 Estoril (c)
(o) Mafra 
 Monte Estoril (c)
(o) Malveira 
 Cascais (c)
**(o) Jerumelo 
 

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Linhas: a L.ª Alentejoc L.ª Cascaiss L.ª Sintra C.ª X.
n L.ª Norteo L.ª Oestez L.ª Cinturau L.ª Sul7 C.ª 7 R.
(*) vd. Campolide-A (**) continua além z. tarif. Lisboa

(***) Na Linha do Norte (n): há diariamente dois comboios regionais nocturnos que param excepcionalmente em todas as estações e apeadeiros.
Fonte: Página oficial, 2020.06

Ver também

Referências

  1. (I.E.T. 50/56) 56.º Aditamento à Instrução de Exploração Técnica N.º 50 : Rede Ferroviária Nacional. IMTT, 2011.10.20
  2. Instrução de exploração técnica nº 2 : Índice dos textos regulamentares em vigor. IMTT, 2012.11.06
  3. Instrução de Exploração Técnica N.º 50. INTF («Entrada em vigor 11 de Dezembro de 2005»): p.5
  4. «Mafra - Linha do Oeste». Infraestruturas de Portugal. Consultado em 4 de Dezembro de 2016
  5. José Luís Covita: “A “Empresa de Viação Mafrense” de João Sardinha Dias: 75 anos de autocarrosTransportes em Revista 34 (2005.12)
  6. «Linhas de Circulação e Plataformas de Embarque». Directório da Rede 2012. Rede Ferroviária Nacional. 6 de Janeiro de 2011. p. 71-85
  7. PEREIRA, 1995: 419
  8. «COMBOIOS REGIONAIS > Linha do Oeste. Horários» (PDF). Comboios de Portugal. 24 de junho de 2017
  9. TORRES, Carlos Manitto (16 de Janeiro de 1958). «A evolução das linhas portuguesas e o seu significado ferroviário» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 70 (1682). p. 61-64. Consultado em 9 de Maio de 2014
  10. «Serviço de Diligencias». Guia official dos caminhos de ferro de Portugal. 39 (168). Outubro de 1913. p. 152-155. Consultado em 7 de Março de 2018
  11. MARTINS et al, 1996:253
  12. MARQUES, 2014:126
  13. «O que se fez nos Caminhos de Ferro Portugueses, durante o ano de 1934» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 47 (1130). 16 de Janeiro de 1935. pp. 50–51. Consultado em 9 de Março de 2014
  14. Ornellas, Carlos de (16 de Abril de 1932). «A Construção do Caminho de Ferro Eléctrico Carriche-Loures-Mafra-Ericeira» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 45 (1064). p. 189-190. Consultado em 9 de Março de 2014
  15. ORNELLAS, Carlos de (1 de Fevereiro de 1932). «O Caminho de Ferro Eléctrico Carriche - Loures - Mafra - Ericeira» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 45 (1059). p. 71. Consultado em 9 de Março de 2014
  16. Corredor Complementar : Elaboração do projeto de modernização da Linha do Oeste – troço Mira Sintra / Meleças – Caldas da Rainha, entre os km 20+320 e 107+740 : PF06 - Linha do Oeste : Projeto de execução : Volume 00 – Projeto Geral : Tomo 0.4 – RECAPE : Resumo Não Técnico : v.01 2018.10

Bibliografia

  • MARQUES, Ricardo (2014). 1914: Portugal no ano da Grande Guerra 1.ª ed. Alfragide: Oficina do Livro - Sociedade Editora, Lda. 302 páginas. ISBN 978-989-741-128-1
  • MARTINS, João; BRION, Madalena; SOUSA, Miguel; et al. (1996). O Caminho de Ferro Revisitado: O Caminho de Ferro em Portugal de 1856 a 1996. Lisboa: Caminhos de Ferro Portugueses. 446 páginas
  • PEREIRA, Paulo (1995). História da Arte Portuguesa. 3. Barcelona: Círculo de Leitores. 695 páginas. ISBN 972-42-1225-4

Ligações externas

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