Apeadeiro de Miramar
O apeadeiro de Miramar, originalmente denominado de Gulpelhares,[5][6] é uma gare da Linha do Norte, que serve a localidade de Miramar, no concelho de Vila Nova de Gaia, em Portugal.
| Miramar
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|---|---|---|---|
| Identificação:[1] | 39073 MMR (Miramar) | ||
| Denominação: | Apeadeiro de Miramar | ||
| Classificação: | A (apeadeiro)[2][3] | ||
| Tipologia: | C [4]5.3.1.1 | ||
| Linha(s): | Linha do Norte (PK 323,815) | ||
| Altitude: | 15 m (a.n.m) | ||
| Coordenadas: | 41°4′3.25″N × 8°38′58.53″W (≍+41.06757;−8.64959) | ||
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| Concelho: | |||
| Serviços: | |||
| Coroa: | S3 | ||
| Conexões: | |||
| Equipamentos: | |||
| Endereço: | Rua Moreira Lobo PT-4110 Vila Nova de Gaia | ||
| Diagrama: | |||
| Website: | |||
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Descrição
Este apeadeiro está situado junto à Rua de Moreira Lobo, no concelho de Vila Nova de Gaia.[7] É utilizada pelos serviços urbanos do Porto da operadora Comboios de Portugal.[8] O edifício de passageiros situa-se do lado poente da via (lado esquerdo do sentido ascendente, a Campanhã).[9]
História

O tramo entre Vila Nova de Gaia e Estarreja da Linha do Norte foi inaugurado pela Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses no dia 8 de Julho de 1863.[10] Embora inicialmente só estivessem previstas três estações (Devesas, Valadares e Granja), as festividades do Senhor da Pedra justificaram, logo em 1864, o estabelecimento de circulações extraordinárias de comboios nos dias de festas, entre as Devesas e a passagem de nível situada ao quilómetro 324,55 — atualmente designada passagem de nível das Moutadas.[11] Em 1901 é criado o apeadeiro de Gulpelhares, algumas centenas de metros a sul desta passagem de nível, imediatamente a norte da passagem de nível da estrada de Arcozelo ao Senhor da Pedra (atual Avenida de Vasco da Gama),[11] referindo-se nominalmente à povoação de Gulpilhares, situada a nordeste do local. No ano seguinte, é inaugurada a segunda via de caminho de ferro entre as Devesas e a Granja, passando o apeadeiro a contar com duas plataformas de 100 m de comprimento. A sul da passagem de nível é erguida uma pequena casa do guarda. Em 1905, o apeadeiro altera a sua designação de Gulpilhares para Mira e, em 1910, para Miramar.[11]
A crescente afluência de população à Praia de Miramar e a pressão da sua comissão de melhoramentos, levou o Governo a aprovar a construção de um novo edifício, no local da casa do guarda. O projeto data de 1926 e é assinado pelo arquiteto Fernando Perfeito de Magalhães — autor de diversos projetos de construção ou ampliação de estações, tais como, Aveiro, Caldas da Rainha, Santarém e Vila Franca de Xira — e previa um posto de socorros, no topo sul, seguindo-se para norte, duas divisões abertas para entrada e saída de passageiros, bilheteiras, telégrafo, vestíbulo e uma arrecadação. A sul, foi erguida uma pequena edificação destinada a retretes. A inauguração dos edifícios do apeadeiro de Miramar ocorreu no dia 1 de junho de 1928, a tempo das festividades do Senhor da Pedra.[11]
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Recorrendo a uma linguagem eclética, o apeadeiro de Miramar é um edifício ímpar na arquitetura ferroviária, incluindo detalhes de alegadas tradições locais: frontões contracurvados, chaminés, alpendres e diversos elementos revivalistas. Preserva ainda grande parte da sua autenticidade, apesar da zona mais a norte, inicialmente reservada à saída de passageiros, ter sido fechada para a criação de um quiosque. As bilheteiras encerraram na década de 1980 e os comboios têm atualmente um novo ponto de paragem, a sul das retretes, onde foram construídos novos abrigos e uma plataforma mais elevada, na primeira década de século XXI. No verão de 2018, foram realizados trabalhos de manutenção e requalificação de todo o espaço.[11]
Ver também
- Comboios de Portugal
- Infraestruturas de Portugal
- Transporte ferroviário em Portugal
- História do transporte ferroviário em Portugal
Referências
- (I.E.T. 50/56) 56.º Aditamento à Instrução de Exploração Técnica N.º 50 : Rede Ferroviária Nacional. IMTT, 2011.10.20
- Instrução de exploração técnica nº 2 : Índice dos textos regulamentares em vigor. IMTT, 2012.11.06
- Instrução de Exploração Técnica N.º 50. INTF («Entrada em vigor 11 de Dezembro de 2005»): p.5
- Diretório da Rede 2021. IP: 2019.12.09
- “Tarifa Porto Aveiro” Gazeta dos Caminhos de Ferro 337 (1902)
- Chapuy: “Bilhetes por preços reduzidos” Gazeta dos Caminhos de Ferro 337 (1902.01.01)
- «Miramar - Linha do Norte». Infraestruturas de Portugal. Consultado em 25 de Maio de 2018
- «Estação de Silvade». Comboios de Portugal. Consultado em 25 de Maio de 2018
- (anónimo): Mapa 20 : Diagrama das Linhas Férreas Portuguesas com as estações (Edição de 1985), CP: Departamento de Transportes: Serviço de Estudos: Sala de Desenho / Fergráfica — Artes Gráficas L.da: Lisboa, 1985
- TORRES, Carlos Manitto (1 de Janeiro de 1958). «A evolução das linhas portuguesas e o seu significado ferroviário» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 70 (1681). p. 9-12. Consultado em 25 de Abril de 2014
- MÊDA, Pedro (dezembro de 2018). «O apeadeiro de Miramar e suas dependências». Boletim da Associação Cultural Amigos de Gaia (87): 8-13
Leitura recomendada
- QUEIRÓS, Amílcar (1976). Os Primeiros Caminhos de Ferro de Portugal: As Linhas Férreas do Leste e do Norte. Coimbra: Coimbra Editora. 45 páginas
- RIBEIRO, Manuel; RIBEIRO, José da Silva (2008). Os Comboios em Portugal: Do Vapor à Electricidade. Volume 4 de 5. Lisboa: Terramar - Editores Distribuidores e Livreiros, Lda. 238 páginas. ISBN 9789727104161
- SALGUEIRO, Ângela (2008). A Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses: 1859-1891. Lisboa: Univ. Nova de Lisboa. 145 páginas
