Metro do Porto

O Metro do Porto é a rede de transporte público ferroviária metropolitana da cidade portuguesa do Porto e da sua área metropolitana, servindo mais de 1 milhão de habitantes repartidos por oito municípios. É a rede de metro mais extensa de Portugal, e a 13.ª mais extensa da União Europeia, com 67 quilómetros em 2022.[1]

Metro do Porto
Informações
Local Gondomar

Maia

Matosinhos

Porto

Póvoa de Varzim

Vila do Conde

Vila Nova de Gaia

País  Portugal
Tipo de transporte Metropolitano
Número de linhas 6
Número de estações 82
Tráfego anual 71,5 milhões de passageiros em 2019
Chefe executivo Tiago Braga
Website www.metrodoporto.pt
Funcionamento
Início de funcionamento 7 de dezembro de 2002 (20 anos)
Operadora(s) Via Porto
Número de veículos 102
Dados técnicos
Comprimento dos veículos 35 m (115 ft)
Headway 3 a 30 min
Extensão do sistema 67 km (41,6 mi)
Bitola Bitola padrão 1 435 mm (4,71 ft)
Velocidade máxima 100 km/h (62,1 mph)
Custo médio de construção por km 16.000.000€
Metro do Porto
VCD Varziela 
 Espaço Natureza VCD
VCD Árvore 
 Mindelo VCD
VCD Azurara 
 VCFo / Modivas VCD
VCD Santa Clara 
 Modivas Centro VCD
VCD Vila do Conde 
 Modivas Sul VCD
VCD Alto do Pega 
 Vilar do Pinheiro VCD
VCD Portas Fronhas 
 Lidador MAI
VCD São Brás 
 Pedras Rubras MAI
PVZ Póvoa de Varzim 
 
MAI Botica 
 Verdes MAI
MAI Aeroporto 
 Crestins MAI
MTS Esposade 
 ISMAI MAI
MTS Custóias 
 Castêlo da Maia MAI
MTS Sr. de Matosinhos 
 Mandim MAI
MTS Mercado 
 Zona Industrial MAI
MTS Brito Capelo 
 Fórum da Maia MAI
MTS Matosinhos Sul 
 Parque da Maia MAI
MTS Câm.ª Matosinhos 
 Custió MTS
MTS Parque Real 
 Araújo MTS
MTS Pedro Hispano 
 Pias MTS
MTS Estádio do Mar 
 Cândido dos Reis MTS
MTS Vasco da Gama 
 Fonte do Cuco MTS
MTS Senhora da Hora 
 Hospital S. João PRT
MTS Sete Bicas 
 IPO PRT
PRT Viso 
 Pólo Universitário PRT
PRT Ramalde 
 Salgueiros PRT
PRT Francos 
 Combatentes PRT
PRT Casa da Música 
 Marquês PRT
PRT Galiza 
 Carolina Michaëlis PRT
PRT Lapa 
 Faria Guimarães PRT
PRT H.S.António 
 Trindade PRT
PRT Aliados 
 Bolhão PRT
PRT S. Bento  
 24 de Agosto PRT
VNG Jardim do Morro 
 Heroismo PRT
VNG General Torres 
 Campanhã PRT
VNG Câmara de Gaia 
 Estádio do Dragão PRT
VNG João de Deus 
 Contumil PRT
VNG D. João II 
 Nasoni PRT
VNG Santo Ovídio 
 Nau Vitória PRT
VNG Manuel Leão 
 Levada GDM
VNG H. Santos Silva 
 Rio Tinto GDM
VNG Vila d’Este 
 Campainha GDM
GDM Baguim 
 Fânzeres GDM
GDM Carreira 
 Venda Nova GDM
 
 

Fontes: Horário 2021-2022, Mapa de RedeUrbanRail.NET
LinhaDlightrail.jpg • LinhaGlightrail.jpg

Mapa da Rede

É uma rede recente, repartida em 6 linhas de metropolitano e uma linha de funicular, o Funicular dos Guindais, no Porto. Possui um total de 82 estações, distribuídas por 67 km de linhas comerciais duplicadas, maioritariamente à superfície, com 9,5 km da rede soterrada.

Mais de 70 milhões de passageiros foram transportados pela Metro do Porto em 2019, atigindo assim um novo recorde histórico de procura.[2]

História

Tratou-se de uma iniciativa lançada no primeiro mandato do então presidente da Câmara Municipal do Porto, Fernando Gomes e por sua iniciativa. No momento, tal foi considerado por muitos um projecto irrealizável. A primeira linha do Metro do Porto — ligando Senhor de Matosinhos à estação da Trindade (linha A) — foi inaugurada no dia 7 de Dezembro de 2002 pelo então primeiro-ministro Durão Barroso, circulando em regime experimental no final desse ano. Nesta primeira fase, a rede possuía apenas 11,8 km e 18 estações, todas de superfície, sendo o antigo túnel ferroviário da Lapa, reconvertido para a rede do metro, o único percurso subterrâneo. A 5 de Junho de 2004, a linha foi estendida até ao Estádio do Dragão, pronta para o Campeonato Europeu de Futebol, o Euro 2004, que decorreu nesse ano em Portugal. A rede ganhou 3,8 km de linha e 5 novas estações no centro do Porto, em túnel subterrâneo aberto propositadamente para o metro.

Em 13 de Março de 2005, abriu o primeiro troço da segunda linha, a linha B, aumentando a rede em quase 7 quilómetros e 5 novas estações de superfície, ligando Pedras Rubras, a partir da Estação da Senhora da Hora já existente para a linha A, ao Estádio do Dragão. Esta nova linha usa o canal ferroviário da Linha da Póvoa, aberto no século XIX, e que ligava a Póvoa de Varzim ao Porto. Uma outra nova linha, a Linha C, abriu meses depois no dia 30 de Julho chegando até ao centro da cidade da Maia, o que significou um novo aumento de 6 km de linha e 6 novas estações de superfície, parte da linha C, foi construída no antigo canal da linha ferroviária da Trofa.

Metro na Estação São João de Deus, em frente ao El Corte Inglés, na Linha D, em Gaia.
Plataforma da linha D na estação da Trindade. A linha D é a linha com maior parte do seu percurso no subsolo, sendo uma linha com estações subterrâneas notáveis em termos funcionais e arquitetónicos.
Aspecto interior de um veículo do Metro do Porto.

A Linha D (amarela) abriu no dia 18 de Setembro de 2005 e liga o centro de Vila Nova de Gaia ao extremo Norte do concelho do Porto, junto ao pólo universitário. Abrindo 5,7 km de rede e dez novas estações, quase todas elas subterrâneas. Existiram sérios constrangimentos nas escavações do túnel da linha D no centro do Porto que atrasou a abertura desta linha. A linha obrigou à construção de uma nova travessia rodoviária sobre o Douro — a Ponte do Infante — uma vez que o tabuleiro superior da Ponte D. Luís teve de ser fechado ao trânsito automóvel e convertido para o metro. Em 10 de Dezembro, a linha estendeu-se mais 804 metros em Vila Nova de Gaia, abrindo também uma nova estação (João de Deus). Nesta data estava prevista também a abertura das estações IPO e Hospital de São João. No entanto, devido a problemas de segurança levantados pela Escola Superior de Enfermagem do Porto (São João), os carris do metro passam a apenas 50 cm dos portões desta faculdade, o governo decidiu suspender a abertura até que todas as questões de segurança fossem ultrapassadas.

Após vários e longos adiamentos, a abertura oficial do troço principal da linha Vermelha até à Póvoa de Varzim abriu a 18 de Março de 2006, aumentando a rede em mais de 17,2 km e 15 novas estações. Com a abertura foi inaugurado um novo tipo de serviço, o expresso, ao mesmo tempo foi lançada a Metro TV — uma TV interna da rede — e os utentes organizam-se no MUT-AMP (Movimento dos Utentes de Transportes da Área Metropolitana do Porto), movimento no qual foi integrada a CULP (Comissão de Utentes da Linha da Póvoa), comissão que já se encontrava activa desde o início da construção da rede de metropolitano. O cartão Andante Gold também se alterou, passando a ser possível carregá-lo em máquinas multibanco e tendo duas modalidades: o normal e o social (com descontos até 50%) que, apesar de terem sido feitas por pressão dos utentes da linha da Póvoa, ficaram disponíveis para os utentes de toda a rede.

Em 31 de Março, entraram em operação o segmento entre as Estações Fórum Maia e ISMAI da Linha C (4,5 km e 4 novas estações) e o segmento entre as Estações Pólo Universitário e Hospital de São João (1,2 km) da Linha D, com pequenos melhoramentos para o acesso à Escola Superior de Enfermagem.

Em 27 de Maio, em cerimónia presidida pelo primeiro-ministro, José Sócrates, considerou-se concluída a primeira fase da rede, com a entrada em funcionamento da linha Violeta (linha E), que passou a ligar a Baixa do Porto ao Aeroporto Francisco Sá Carneiro, sendo a primeira rede de metropolitano em Portugal a fazer tal tipo de ligação e a segunda na Península Ibérica.[3] Esta nova linha usa o canal da linha B, acrescentando apenas 1.480 m e 3 novas estações.

O Metro tem conseguido uma adesão significativa por partes dos utentes em especial no troço Trindade-Senhora da Hora, mas também na Linha Amarela; muito devido ao tempo de espera ser bastante reduzido, muitas vezes na ordem dos 4 minutos ou menos, à articulação com a rede STCP e aos empreendimentos construídos junto das linhas da rede por toda a área metropolitana. Em 2006, após a conclusão de todas as expansões de rede da primeira fase, o metro conseguiu um aumento de 109,1% no número de utentes, chegando perto dos 40 milhões de passageiros.[3]

Entretanto, a Linha D teve dois prolongamentos a sul com a abertura da estação D. João II, a 26 de Maio de 2008, e da estação de Santo Ovídio, a 15 de Outubro de 2011.

A 2 de Janeiro de 2011 abre a linha F (laranja) e a última linha construída até hoje, faz a ligação entre a estação Estádio do Dragão e Fânzeres, em Gondomar. [4]

Bilhética

Validação de um cartão Andante.
Aspeto das bilheteiras na estação Lapa.

O Metro do Porto usa um cartão com chip chamado Andante que é intermodal, podendo ser usado noutras transportadoras da Área Metropolitana do Porto, como STCP ou CP. A adopção deste cartão fez do Metro do Porto a primeira infraestrutura de transportes públicos no mundo a usar bilhetes de baixo-custo sem contacto, podendo o utente manter o cartão na bolsa ou na carteira tendo unicamente que a passar pelo scanner para validar a viagem.

Existem três versões do bilhete: o Andante azul, o Andante prateado e a aplicação Anda:

  • O Andante azul é um bilhete para viagens ocasionais e necessita de ser carregado com um determinado número de viagens, se forem carregadas 10 viagens, uma é oferecida.
  • O Andante prateado é uma assinatura mensal que permite um número ilimitado de viagens durante um mês, podendo este ser carregado numa caixa multibanco.
  • A Aplicação Anda substitui os cartões físicos, otimizando todas as viagens efetuadas ao longo do mês de forma a que o utente pague o menor valor possível. Disponível para dispositivos Android com a versão 5.0 ou superior equipados com NFC e Bluetooth.

O sistema do Metro do Porto funciona por zonas, sendo que o preço mais baixo a pagar é o de duas zonas, mesmo que se viaje apenas dentro de uma zona.

Frota

Lado-a-lado, os dois modelos modelos que serviram no MP na década de 2010.

O Metro do Porto dispõe de um total de 102 unidades “VLT” de dois tipos; Eurotram e Traintram, ambos do modelo Flexity, da Bombardier[5]. São bidirecionais, tripulados por um condutor em cabina segregada, com piso rebaixado e vastas janelas, em libré amarela e preta. Em termos da sua capacidade e desempenho são mais pesados que os equivalentes de Almada (MTS) e de Lisboa (Carris).

Flexity Outlook/Eurotram (MP001 a MP072)

Flexity Outlook Eurotram.

Em 2002 entraram ao serviço 72 unidades Flexity Outlook Eurotram, da marca ADtranz — esta fora já adquirida pela Bombardier em 2001, mas estava ainda a satisfazer a encomenda do Metro do Porto, anterior a esta data. Esta série foi manufaturada na fábrica Sorefame da Amadora[6] (entretanto extinta), tendo seguido para o Porto por via rodoviária, em veículos pesados preparados para o efeito.[carece de fontes?]

Cada composição mede 35 m de comprimento por 265 cm de largura, e pode atingir os 80 km/h; o piso é 100% rebaixado, tendo 80 assentos e espaço para 136 passageiros em pé.[7][8] Estão numerados de MP-001 a MP-072.[carece de fontes?]

Flexity Swift/Traintram (MP101 a MP130)

Flexity Swift “Traintram”.

Em 2010 começaram a circular 30 exemplares do Flexity Swift (também Bombardier) — veículos mais pesados, escolhidos para as circulações mais longas e/ou com paragens mais espaçadas (linhas B+Bx e C)[9]. São constituídos por três segmentos articulados, tendo o do meio dois bogies; medem no total 37 m de comprimento por 265 cm de largura, com velocidade máxima de 100 km/h; tem lugar para 100 passageiros sentados e 148 em pé num habitáculo de piso rebaixado em 70%.[10] Estão numerados de MP-101 a MP-130.[carece de fontes?]

CRRC Tram

Em 2020 foram adquiridos mais 18 veículos pelo preço de 49,6 milhões de euros, sendo que a primeira unidade chegará em dezembro de 2022 e as restantes até ao fim de 2023[11][12]. Estes novos veículos serão vocacionados para linhas urbanas (do tipo eurotram) ao qual o fabricante chinês C.R.R.C. Tangsthan foi o escolhido, no relatório preliminar, para o fornecimento desses novos veículos. Estas unidades chegarão a tempo da conclusão da expansão da Linha Amarela.[12] Com 35m de comprimento e especial foco na acessibilidade, estas carruagens apresentam sete portas duplas em cada lado, mais do que uma do que as seis portas do Eurotram e mais três portas do que as quatro disponíveis no Traintram.[carece de fontes?]

Está ainda planeado o lançamento de um novo concurso em 2023 para a compra de 22 novas unidades, havendo ainda a opção de comprar mais 10 adicionais, que deverão chegar até ao final de 2025, a tempo da abertura da Linha Rubi.[12][13]

Automotoras a diesel da fase de transição

Automotora CP 9600.
Automotora CP 9630.

Antes da conversão da rede de caminhos-de-ferro de via estreita para a nova rede de metro, e também durante a fase de transição, parte da frota de automotoras diesel de via estreita da CP - Comboios de Portugal esteve ao serviço da Metro do Porto SA. As automotoras da série CP 9600 da Alstom e CP 9630 da Sorefame/ABB realizaram serviço entre Trindade e Senhora da Hora e nas Linhas do Porto à Póvoa (Senhora da Hora - Póvoa de Varzim) e de Guimarães (Senhora da Hora - Trofa). Durante esta operação de transição, as automotoras da CP tiveram o logótipo da CP substituído por uma placa com a mensagem "Ao Serviço da Metro do Porto, SA"[14]. A frota de automotoras CP 9600 foi resguardada no Parque Oficinal de Guifões até serem vendidas em segunda mão para os Camarões[15] e Argentina[16], enquanto que as automotoras CP 9630 foram transferidas para a Linha do Vouga.[carece de fontes?]

Rede

A rede do Metro do Porto, apesar de comercialmente explorada em 6 linhas e 7 serviços, consiste topologicamente num tronco de via longitudinal (onde circulam as Linhas A+B+C+E+F) com uma via que o cruza transversalmente (para a Linha D) e um ramal de ligação sem serviço comercial (Túnel J); no lado oeste deste cruzamento quatro ramificações entroncam sucessivamente no tronco principal, o qual apresenta uma intraestrutura mais pesada na parte central, atravessada por trânsito ferroviário mais intenso.

Um oitavo serviço, completamente independente em termos de infraestrutura (Funicular dos Guindais), foi explorado comercialmente pela Metro do Porto em 2004-2020.

Túneis do Metro do Porto
Túnel comp. (de)(a) Linhas
Construção
Campanhã–Trindade 2300 m2000.062002.10
Salgueiros–Ponte 4000 m2002.052003.10
Lapa 0500 m?1938.10
Túnel J 0274 m2002.122003.05
Contumil–Rio Tinto 0950 m2009.092010.04
Guindais* 0090 m?2004.02
(*) gerido pelo Metro do Porto entre 2004 e 2020.
Carris: normal e de ranhura.

A bitola da via é de 1435 mm (bitola internacional), sendo de carril de ranhura, embutido no pavimento, onde corre em ruas e estradas (mesmo quando em regime de faixa reservada), e de carril ferroviário simples, onde corre em via exclusiva segregada, mormente nos troços subterrâneos.

Protótipo Eurotram (MP001) em testes em Massarelos, em julho de 2001, aqui partilhando a via com o elétrico STCP 205.

A alimentação é de 750 V em corrente contínua[17]. É feita, como habitual neste tipo de transporte, por cabo metálico nu suspenso sobre a via.

Tanto a bitola como a eletrificação são compatíveis com os centenários “elétricos” dos S.T.C.P., ainda que as duas redes sejam desconexas. Esta compatibilidade não pode ser explorada comercialmente dadas outras diferenças, menores, das exigências das respetivas frotas: Declives, raios de curva, perfil, e encaixe do mecanismo de colecção na fiação.

Linhas e estações

Linhas Compr. #E Veículos Início das operações
Estádio do Dragão

Senhor de Matosinhos
15,6 km23 07 de dezembro de 2002
Estádio do Dragão

Póvoa de Varzim
33,6 km36 13 de março de 2005
Campanhã

ISMAI
20,8 km24 30 de junho de 2005
Hospital São João

Vila D'Este**
11,6 km19 18 de setembro de 2005
Trindade

Aeroporto
13,1 km16 27 de maio de 2006
Fânzeres

Senhora da Hora
16,4 km24 02 de janeiro de 2011
Casa da Música

São Bento
2,5 km4 prevista para 2024
Total (Rede)72,6 km82

** A abertura do troço Santo Ovídio até Vila D´Este está previsto para o final de 2023 daí o serviço da Linha D terminar na estação de Santo Ovídio.

Linha A: Estádio do Dragão ↔ Senhor de Matosinhos

Metro do Porto a passar na Senhora da Hora.
Metro do Porto a chegar a Vasco da Gama.
Ver artigo principal: Linha A (Metro do Porto)
Nome popular: Linha de Matosinhos (não confundir com o extinto Ramal de Matosinhos).
Tempo de viagem: 40 min.
Melhor frequência: 12 min.

Estádio do Dragão
Campanhã
Heroísmo
Campo 24 Agosto
Bolhão
Trindade
Lapa
Carolina Michaëlis
Casa da Música
Francos
Ramalde
Via Rápida / Viso
Sete Bicas
Senhora da Hora
Vasco da Gama
Estádio do Mar
Pedro Hispano
Parque Real
Câmara Matosinhos
Matosinhos Sul
Brito Capelo
Mercado
Senhor de Matosinhos

Linha B: Estádio do Dragão ↔ Póvoa de Varzim

O Metro do Porto em Santa Clara
Póvoa de Varzim
Ver artigo principal: Linha B (Metro do Porto)
Nome popular: Linha da Póvoa (recupera parte do traçado da extinta Linha da Póvoa).
Tempo de viagem: 63 min.
Melhor frequência: 30 min.

Estádio do Dragão
Campanhã
Heroísmo
Campo 24 Agosto
Bolhão
Trindade
Lapa
Carolina Michaëlis
Casa da Música
Francos
Ramalde
Via Rápida / Viso
Sete Bicas
Senhora da Hora
Fonte do Cuco
Custóias
Esposade
Crestins
Verdes
Pedras Rubras
Lidador
Vilar do Pinheiro
Modivas Sul
Modivas Centro
VC Fashion Outlet / Modivas
Mindelo
Espaço Natureza
Varziela
Árvore
Azurara
Santa Clara
Vila do Conde
Alto de Pega
Portas Fronhas
São Brás
Póvoa de Varzim

Linha Bx: Estádio do Dragão ↔ Póvoa de Varzim

Estação da Trindade próxima da Câmara Municipal do Porto.
Serviço Expresso
Tempo de viagem: 54 min.
Melhor frequência: 30 min.

Estádio do Dragão
Campanhã
Heroísmo
Campo 24 Agosto
Bolhão
Trindade
Lapa
Carolina Michaëlis
Casa da Música
Francos
Ramalde
Via Rápida / Viso
Sete Bicas
Senhora da Hora
Pedras Rubras
VC Fashion Outlet / Modivas
Mindelo
Varziela
Vila do Conde
Portas Fronhas
Póvoa de Varzim

Linha C: Campanhã ↔ ISMAI

Metro do Porto no ISMAI.
Ver artigo principal: Linha C (Metro do Porto)
Nome popular: Linha da Maia.
Tempo de viagem: 41 min.
Melhor frequência: 15 min.

Campanhã
Heroísmo
Campo 24 Agosto
Bolhão
Trindade
Lapa
Carolina Michaëlis
Casa da Música
Francos
Ramalde
Via Rápida / Viso
Sete Bicas
Senhora da Hora
Fonte do Cuco
Cândido dos Reis
Pias
Araújo
Custió
Parque Maia
Fórum Maia
Zona Industrial
Mandim
Castêlo da Maia
ISMAI TAT

Linha D: Hospital São João ↔ Santo Ovídio

Secção da Linha D no tabuleiro superior da Ponte D. Luís entre o túnel de São Bento e a Avenida da República em Vila Nova de Gaia.
Ver artigo principal: Linha D (Metro do Porto)
Nome popular: Linha de Gaia.
Tempo de viagem: 27 min.
Melhor frequência: 3 min.

Hospital de São João
IPO
Pólo Universitário
Salgueiros
Combatentes
Marquês
Faria Guimarães
Trindade
Aliados
São Bento
Jardim do Morro
General Torres
Câmara Gaia
João de Deus
D. João II
Santo Ovídio
Manuel Leão (2024)
Hospital Santos Silva (2024)
Vila D’Este (2024)

Linha E: Trindade ↔ Aeroporto

Composição do Metro do Porto entra na estação da Trindade com o Estádio do Dragão como destino.
Ver artigo principal: Linha E (Metro do Porto)
Nome popular: Linha do Aeroporto.
Tempo de viagem: 27 min.
Melhor frequência: 30 min.

    Trindade
    Lapa
    Carolina Michaëlis
    Casa da Música
    Francos
    Ramalde
    Via Rápida / Viso
    Sete Bicas
    Senhora da Hora
    Fonte do Cuco
    Custóias
    Esposade
    Crestins
    Verdes
    Botica
    Aeroporto

    Linha F: Fânzeres ↔ Senhora da Hora

    Estação Baguim. A maioria das estações à superfície do Metro do Porto apresenta este aspeto.
    Metro do Porto a chegar a Baguim.
    Ver artigo principal: Linha F (Metro do Porto)
    Nome popular: Linha de Rio Tinto.
    Tempo de viagem: 38 min.
    Melhor frequência: 12 min.

    Fânzeres
    Venda Nova
    Carreira
    Baguim
    Campainha
    Rio Tinto
    Levada
    Nau Vitória
    Nasoni
    Contumil
    Estádio do Dragão
    Campanhã
    Heroísmo
    Campo 24 Agosto
    Bolhão
    Trindade
    Lapa
    Carolina Michaëlis
    Casa da Música
    Francos
    Ramalde
    Via Rápida / Viso
    Sete Bicas
    Senhora da Hora

    Linha G: Casa da Música ↔ São Bento

    Veículo do Metro do Porto a chegar à estação de São Bento.
    Ver artigo principal: Linha G (Metro do Porto)
    Nome popular: Linha da Galiza.
    Tempo de viagem: 5 min.
    Melhor frequência: 5 min.

    Casa da Música
    Galiza (2023)
    Hospital Santo António (2023)
    São Bento

    Funicular dos Guindais: Batalha ↔ Ribeira

    Elevador da Ribeira e Funicular dos Guindais, a poente e nascente da amarração norte, no Porto, da Ponte D. Luís; sobre esta, segmento da Linha Amarela do Metro do Porto.
    Ver artigo principal: Funicular dos Guindais

    Até 2020, a Metro do Porto operou também o Funicular dos Guindais. Propriedade da Câmara Municipal do Porto, o funicular esteve concessionado à Metro do Porto desde a sua construção, em 2004.[18] Este utiliza os mesmos trajeto e canal de via que serviram em 1891-1893 para um funicular do mesmo nome. Liga a zona baixa da Ribeira à zona alta da Batalha.

    Nome popular: Funicular/Elevador dos Guindais
    Tempo de viagem: 3 min.
    Melhor frequência: 4 min.

    Batalha
    Ribeira

    Futuro

    Encontram-se neste momento em execução dois projectos para a expansão da rede do metro:[19][20]

    Linha D: Hospital São João - Vila d'Este

    Extensão para sul desde a estação Santo Ovídio » Manuel Leão » Hospital Santos Silva » Vila d'Este.

    Abertura: 2023
    Linha G: Casa da Musica - São Bento

    Nova Linha desde a estação Casa da Música » Galiza » Hospital Santo António » São Bento.

    Abertura: 2024

    A 18 de março de 2021, o governo português lançou um concurso público para a construção de uma nova ponte sobre o Rio Douro, para ser construída entre 2023 e 2026, com vista a ligar o Campo Alegre, no Porto, ao Candal, em Vila Nova de Gaia, fazendo parte de uma nova linha do metro que ligará a Estação da Casa da Música a Santo Ovídio, passando pela Estação Ferroviária das Devesas.[21]

    A ligação de metrobus entre a Rotunda da Boavista, Marechal Gomes da Costa a a Praça do Império (Porto) deverá estar em obra no final de 2022. Esta ligação terá sete paragens ao longo dos seus 3,8 quilómetros de extensão e deverá ficar pronta até ao final de 2023. Serão comprados 9 autocarros a hidrogénio[22].

    Custos gerais

    O Metro do Porto teve um custo médio por quilómetro de 16 milhões de Euros.[23]

    Polémicas

    Alguns utentes têm uma visão da Metro do Porto sugerindo que é demasiado lento, demasiado caro e não pensado para servir as populações na sua origem.

    Contas do Metro

    A Inspecção-Geral das Finanças concluiu em Junho de 2005 uma auditoria às contas da primeira fase do MP, tendo apurado um desvio financeiro de 140% (1,5 mil milhões de euros). Tal levou os ministros das Finanças e Obras Públicas a congelarem a segunda fase de obras. A situação deverá ser revista em Outubro de 2006, bem como o equilíbrio de forças entre o governo central e as autarquias metropolitanas do Porto.[24]

    Hospital São João

    Uma secção da linha Amarela construída perto das universidades e do Hospital de São João tem causado grande polémica. O hospital, a Faculdade de Medicina e a Escola Superior de Enfermagem do Porto são contra o metro passar a ser à superfície numa zona tão congestionada de gente e veículos. Esta linha circula no centro da cidade em túneis, surgindo à superfície precisamente nesta área.

    O Metro passa exatamente à entrada da Escola Superior de Enfermagem que fica dentro do espaço do Hospital de São João, tal como a Faculdade de Medicina; o Metro circunda parte destes edifícios. Em 18 de Setembro, apenas a estação do Pólo Universitário (mais a sul) abriu, ficando para mais tarde a abertura das estações do IPO e do Hospital de São João.

    No entanto, o impasse entre o Metro e o complexo de escolas de saúde e Hospital permaneceu e levou a que o governo não autorizasse a abertura daquela secção de linha. Por outro lado, os utentes da Linha Amarela, linha que se tem provado central para a rede do Metro tinham pedido a abertura dessas estações. Para resolver o problema, o metro procedeu ao recuo dos muros da Escola de Enfermagem e abriu o restante da linha no final do mês de Março. Para revolver a questão, o governo sugeriu uma nova linha subterrânea ligando a Senhora da Hora ao Hospital de São João enterrando desta forma as estações do hospital de São João e IPO.

    Primeira fase incompleta

    Apesar da primeira fase ter sido declarada como completa, várias secções das linhas previstas para a primeira fase ficaram por concluir, nomeadamente, ISMAI - Trofa na linha C e Póvoa de Varzim - Barreiros na Linha B. Estas fases de desenvolvimento do metro foram bloqueadas pelo governo após a auditoria às contas, o que teve repercussões a nível local. A Trofa, anteriormente com duas linhas de comboios (linha do Minho e linha de Guimarães), viu a linha de Guimarães ser desactivada para alegadamente ser transformada em linha de metro, o que para já ainda não aconteceu devido à indefinição se a nova linha deveria ser em via dupla ou única. Gaia, o município mais populoso, ficou-se com apenas seis estações e a Póvoa de Varzim ficou com uma estação às portas da cidade.

    Linha da Póvoa

    Aquando do lançamento da linha B, a Comissão de Utentes da Linha da Póvoa (CULP) (nome comum para a Linha B ou vermelha) discordou com os tempos de viagem entre a Póvoa de Varzim e o Porto e o aumento elevado dos passes entre 56,8% e 96% (estudantes e idosos). Para responder a esta problemática, foram criados os passes sociais com reduções de 47% e 25% para reformados e estudantes, respectivamente. Ainda assim houve um aumento na ordem dos 50%, relativamente ao serviço de comboio.

    Para contrariar os tempos, que no serviço normal, são mais demorados que o comboio fazia mesmo em meados do século XX, foi criado o serviço Expresso entre a Póvoa de Varzim e o Porto com tempos de viagem relativamente melhores. A ligação entre a Póvoa de Varzim e a Trindade, com veículos Eurotram, é de 53 minutos em serviço normal e de 44 minutos em expressos regulares de hora a hora, contrariando os 53 a 55 do serviço do comboio. O serviço expresso mostrou-se insuficiente e em meados de Março de 2009, a empresa passou a oferecer o serviço duas vezes por hora.

    Para diminuir ainda mais os tempos e aumentar o conforto, foram adjudicados novos veículos, do género tram trains que estão a circular desde 2010. Estes veículos, embora aptos para circular em toda a rede (exceto na Linha A (Matosinhos), onde teriam de circular com uma velocidade muito reduzida nas curvas), irão ser utilizados preferencialmente nas linhas mais longas, como a Linha da Póvoa e a Linha do ISMAI (Maia). Estes novos veículos vão também oferecer mais lugares sentados.

    Referências

    1. «Lista de cidades com metropolitano». Wikipédia, a enciclopédia livre. 17 de outubro de 2022. Consultado em 6 de novembro de 2022
    2. «70 milhões de obrigados». www.metrodoporto.pt. Consultado em 24 de dezembro de 2019
    3. «Relatório e Contas 2006. Metro do Porto, SA» (PDF). Arquivado do original (PDF) em 28 de setembro de 2007
    4. Metro do Porto: Estação de Santo Ovídio abre a 15 de outubro[ligação inativa]
    5. «Light Rail Transit System - Porto, Portugal» (em inglês). Consultado em 21 de janeiro de 2013. Arquivado do original em 19 de junho de 2013
    6. «"Sistema : Veículos" saite oficial Metro do Porto». Consultado em 6 de março de 2013
    7. «FLEXITY Outlook - Porto, Portugal» (em inglês). Consultado em 21 de janeiro de 2013. Arquivado do original em 7 de junho de 2012
    8. «"Sistema : Veículos : Eurotram" saite oficial Metro do Porto». Consultado em 6 de março de 2013
    9. «"Sistema : Veículos : Flexity Swift" saite oficial Metro do Porto». Consultado em 6 de março de 2013
    10. «FLEXITY Swift - Porto, Portugal» (em inglês). Consultado em 21 de janeiro de 2013. Arquivado do original em 17 de maio de 2012
    11. «Metro do Porto assina contrato para a compra de 18 novos veículos». www.metrodoporto.pt. Consultado em 27 de novembro de 2022
    12. ECO (23 de novembro de 2022). «Metro do Porto lança concurso para comprar 22 comboios em 2023». ECO. Consultado em 27 de novembro de 2022
    13. ECO (16 de maio de 2022). «Metros de Lisboa e do Porto precisam de 46 comboios para expansão da rede». ECO. Consultado em 27 de novembro de 2022
    14. http://www.railfaneurope.net/pix/pt/narrow_gauge/9630/cp9630porto.jpg
    15. https://www.publico.pt/2003/05/31/economia/noticia/camaroes-e-vietname-disputam-comboios-portugueses-1150259
    16. https://www.dn.pt/arquivo/2007/cp-exporta-para-a-argentina-comboios-no-valor-de-27-milhoes-650844.html
    17. Der weltweite Markt für Light-Rail-Vehicles : Märkte - Beschaffungen - Hersteller - Trends Arquivado em 4 de outubro de 2013, no Wayback Machine.: 8. SCI Verkehr GmbH: Köln, 2008.09
    18. «Covid-19: funicular dos Guindais, no Porto, encerra temporariamente a partir de quarta-feira». Público. 7 de abril de 2020. Consultado em 28 de março de 2021
    19. «Novas Linhas do Metro». metrodoporto.pt. 9 de julho de 2020. Consultado em 28 de março de 2021
    20. «Tribunal de Contas Homologa Construção das Novas Linhas do Metro». metrodoporto.pt. 3 de março de 2021. Consultado em 28 de março de 2021
    21. «Uma ponte para o futuro (imediato)». metrodoporto.pt. 16 de março de 2021. Consultado em 28 de março de 2021
    22. «Metrobus entre Boavista e Praça do Império, no Porto, em obra no final de 2022»
    23. Luís Rosa, Fisco ataca Metro do Porto, in Sol n.º 1 de 16 Set 2006, suplemento "Confidencial", p. 13.

    Ligações externas

    This article is issued from Wikipedia. The text is licensed under Creative Commons - Attribution - Sharealike. Additional terms may apply for the media files.