Linha de Cintura

A Linha de Cintura, originalmente denominada de Linha de Circumvalação de Lisboa, é uma curta mas importante ferrovia situada em Lisboa, Portugal. Foi inaugurada em 1888[8] e tem cerca de doze quilómetros num traçado aproximadamente semi-circular, ligando todas as linhas radiais com términus em Lisboa: Cascais, Sul, Sintra/Oeste, Alentejo (no futuro, via TTT), e Norte — para algumas das quais se encontra dotada de concordâncias (em Sete Rios e Xabregas). Cruza também todas as linhas do Metropolitano de Lisboa, tendo ligações de transbordo para quatro estações em três linhas desta rede (e mais uma prevista para a quarta[7]).

Linha de Cintura
Predefinição:Info/Ferrovia
Entrecampos vista de oeste, 2009
Informações principais
Área de operação Lisboa,  Portugal
Tempo de operação 1888Actualidade (135 anos) 
Operadora Comboios de Portugal

Fertagus
Medway
Takargo

Numeração das linhas 2 - 4
Material rodante Locomotiva(as)

CP 2300/2400
CP 3500
Fertagus 3500

Número de estações 7
Pátios de manobras Campolide
Terminais Alcântara-Terra

Braço de Prata

Interconexão Ferroviária
Extensão 10,5 km
Especificações da ferrovia
Bitola bitola ibérica
1 668 mm (5,47 ft)
Eletrificação Catenária 25 kV 50 Hz CA
Velocidade máxima 90 Km/h
Diagrama e/ou Mapa da ferrovia
Diagrama da ferrovia
Linha de Cintura
Legenda
00000 Doca de Alcântara
00000 Doca de Alcântara (*)
(*)∥ R. Gen. Araújo
(*)× R. Doca de Alcântara
Dc. Alcântara N(dem.) × V. Alc.Dc. S. Am.
L.ª CascaisCais do Sodré[1]
Areias (*)× L.ª Sul, P.te 25 Abr.; (➀ dem.[2])
(*)× Av. Brasília
00000 L.ª Cascais
00000 L.ª Cascais Cascais (➀ lig. dem.[2])
2,668 (Alcântara-Mar)pass. inf.
(*)× Av. Índia
(*)× Viaduto de Alcântara
00000 L.ª Cascais
(*)×∥ Pass. Sup. Alcântara (dem.)[1] ∥ R. Cascais
(*)× Carris: C.S.–C.Qb., Av. 24 J. ∥ R. O. Mig.
(*)× Carris: C.S.to–Ajuda, R. P. Crato
00,000 Alcântara-Terra
00000 L.ª Sul
00000 L.ª Sul Tunes
Túnel de Alcântara (514 m)
× R. Arco Carvalhão
0,443
0,521
Túnel de Alcântara II: 78 m (dem.)
× acesso A5Lisboa
× Viaduto Duarte Pacheco (A5)
× acesso A5Cascais
fly over de Alcântara
× Av. Gulbenkian
× Aq. Águas Livres
× Cç. Estação
L.ª SintraRossio
00000 Campolide A
00000 Campolide A
03,027 L.ª Sintra
03,027 L.ª SintraSintra
EMEF Campolide
03,027 c.ª Benfica-Camp.A ➁(*)
× Av. Correia Barreto
C.ª Sete Rios(traç. ant. ➃)
resguardos USGL: Campolide / Sete Rios
× R. Campolide
× Av. Columbano
04,050 Sete Rios
04,050 Sete Rios
Metro: L.ª Azul (J. Zool.)
× R. Lima Basto
Metro: PMO I
04,522 dem. 2001(?)
Laranjeiras(demolido)
× Av. Combatentes → Sul
× Av. Combatentes → Norte
pass. aér. ⤫ R. Benif.
5,092 Rego(demolida)
× Túnel do Rego = R. Rego
(antigo traçado: até 1968)
05,377 Entrecampos-Poente
05,700 5 de Outubro(199X–1999); ➀(*)
Campo Pequeno
× Av. 5 de Outubro (túnel de 1 faixa, até 1968)
Matadouro(dem. ~1960)[3][4]
05,930 Entrecampos
05,930 Entrecampos
× Av. Rep.Metro: L.ª Amarela (Entre Campos)
(antigo traçado: até 1968)
× R. Entrecampos
Variante(proj. abd.)
pass. aér.
6,200 ZN de Entrecampos[5]:85
06,500 Av. Roma(proj. abd., 1945) × Av. Roma [6]
Metro: L.ª Verde (Roma)
07,014 Roma-Areeiro
07,014 Roma-Areeiro ⇄ 〃 (Madrid, pj.)
Metro: L.ª Verde (Areeiro)
N. Est. Central de Lisboa(proj. abd.)
× Av. Gago Coutinho
7,700 Terminal Técnico de Chelas
Variante(proj. abd.)
× Metro: L.ª Vermelha
Chelas(proj.)[7]Metro: L.ª Vermelha (Olaias)
× Av. Carlos Pinhão
08,689 Chelas
08,632 Bif. de Chelas
08,698 Chelas PN × Cç. Pich.ª
00000 C.ª Xabregas
00000 C.ª Xabregas L.ª Norte
× Estr. Chelas
× R. Cima Chelas
R. Montijo(via P.te Montijo–Grilos, proj. abd.)
× Az. Salgada
L.ª Alentejo(via TTT, pj. 2013)
09,684 Marvila
PN × Az. Alfinetes
PN × R. Q. Mq. Abrantes
10,183 × R. J. Patrocínio
00000 L.ª Norte
00000 L.ª Norte S. Apolónia
× R. V. Formoso Cima
× Av. Inf. D. Henrique
10,500 Braço de Prata
(Lisboa-Oriente)
00000 L.ª Norte
00000 L.ª Norte Campanhã

(*) Ligações sem serviço de passageiros

 Nota: Este artigo é sobre a Linha de Cintura em Lisboa. Para a Linha de Cintura do Porto (designação não oficial), veja Linha de Leixões.

Caraterização

UQE de 2 Pisos e UQE da CP-Lisboa em Entrecampos, na Linha de Cintura.
UQE de 2 pisos da Fertagus em Roma-Areeiro, da Linha de Cintura.

Esta linha é maioritariamente em via dupla, sendo quádrupla entre Sete Rios e Roma-Areeiro, e única de Campolide A a Alcântara-Terra. Encontra-se eletrificada em toda a sua extensão, com exceção do segmento terminal entre Alcântara-Terra e o Doca de Alcântara, onde se cruza a Linha de Cascais, que tem um regime de eletrificação diferente.

História

Antecedentes

O antecessor da Linha de Cintura foi o sistema Larmanjat, que ligava, na década de 1870, várias localidades ao Lumiar, em Lisboa.[9] Nessa década, iniciou-se o planeamento para a expansão das vias férreas em Lisboa, de forma a trazer o caminho de ferro até à zona Ocidental da cidade, e depois até Cascais e Sintra.[10] Os primeiros planos concentraram-se na continuação da linha já construída até Santa Apolónia, fazendo a linha correr ao longo da margem do Rio Tejo, embora este traçado não tenha chegado a ser feito devido a problemas de ordem técnica, e aos receios em que uma linha férrea deturpasse a estética do conjunto monumental do Terreiro do Paço.[10]

Em Janeiro de 1880, foi apresentado ao Parlamento o teor de um contracto que tinha sido sido celebrado com a Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses nesse mês, para a construção de uma linha entre Lisboa e Pombal, seguindo ao longo da costa litoral.[11] A via férrea sairia da estação de Santa Apolónia e seguiria pelo vale de Chelas, dirigindo-se depois à costa Oeste, onde serviria Torres Vedras, Caldas da Rainha, São Martinho do Porto, Marinha Grande, terminando em Pombal, na Linha do Norte.[11] Para a exploração da linha, seria atribuída uma garantia de juro de 6%.[11] Porém, estes planos foram abandonados com a queda do governo, pelo que em 31 de Janeiro de 1882 foi apresentada uma nova proposta ao parlamento para a construção de linhas férreas entre Lisboa e a região Oeste, desta vez a iniciar-se na zona de Alcântara, em Lisboa, terminando em Alfarelos, na Linha do Norte, e na Figueira da Foz, e com ramais para Alfarelos, na Linha do Norte, Sintra, e Merceana.[11] Este projecto foi dividido em duas partes, tendo a construção dos lanços a Sul de Torres Vedras sido aprovada por uma lei de 20 de Maio do mesmo ano, e entregue à casa Henry Burnay & Companhia, enquanto que a segunda metade estava a cargo da Companhia Real.[11]

Antiga estação de Campolide.

Planeamento e construção

Em 1885, a Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses adquiriu os direitos de construção e gestão deste caminho de ferro, e abriu à circulação o troço entre Alcântara-Terra e Sintra em 2 de Abril de 1887, e entre o Cacém e Torres Vedras em 21 de Maio do mesmo ano.[9] A via entre Campolide e o Cacém foi duplicada em 1895.[9] O troço entre Campolide e Alcântara-Terra pertencia à Linha do Oeste antes da construção do túnel e estação do Rossio, em 1890; foi designado oficialmente Ramal de Alcântara até pelo menos 1988[12], antes de ser nominalmente integrado na Linha de Cintura.

Um alvará de 7 de Julho de 1886 concedeu à Companhia Real o direito de construção de uma linha, sem quaisquer apoios do estado, que ligasse a Linha do Leste, em Xabregas, à Linha do Oeste, em Benfica.[9] A construção desta e de outras linhas em Lisboa já tinha sido sugerida por um parecer da Junta Consultiva de Obras Públicas e Minas.[10] Em 9 de Abril de 1887, um alvará autorizou a Companhia Real a construir e explorar a Linha de Cintura de Lisboa[13] enquanto que outro alvará, de 23 de Julho desse ano, autorizou que esta linha fosse feita em via dupla, e que tivesse dois ramais para ligação à programada Estação Central de Lisboa (futura Estação do Rossio), que seria edificada no Terreiro do Duque.[9] Deveriam ser, igualmente, construídas duas concordâncias, uma (de Xabregas) entre Chelas e o Poço do Bispo (Braço de Prata), para fechar a ligação à Linha do Leste, enquanto a outra (mais tarde renomeada de Sete Rios), para a Linha do Oeste, ligaria a Sete Rios a Campolide.[9] A linha entre Benfica e Santa Apolónia foi aberta à exploração em 20 de Maio de 1888, enquanto que ambas as concordâncias só entraram ao serviço em 5 de Setembro de 1891,[9] concluindo desta forma a Linha de Cintura de Lisboa.[14] Na construção da Linha de Cintura, foram utilizadas principalmente pontes de estruturas metálicas, seguindo a tendência verificada nos finais do século.[15]

Século XX

Horário dos comboios suburbanos entre o Rossio e Vila Franca de Xira, em 1913.

Década de 1900 e 1910

Em 16 de Maio de 1902, a Gazeta dos Caminhos de Ferro noticiou a existência de um projecto para urbanizar parte da zona do Campo Grande, formando o Bairro da Europa, que deveria ser servido pelos Eléctricos de Lisboa e pelos comboios da Linha de Cintura.[16] Em 16 de Junho desse ano, a Gazeta informou que em Campolide tinha sido construída uma junção transversal, de forma a permitir a ligação directa entre Santa Apolónia e Alcântara-Terra.[17] Em 16 de Julho, a Gazeta reportou que tinha sido concluída a linha dos eléctricos ligando o Campo Grande ao Campo Pequeno, tendo sido assentes as vias dos eléctricos na Passagem de Nível de Entre-Campos, por combinação entre a Companhia Carris de Ferro e a Companhia Real dos Caminhos de Ferro.[18] A primeira concordou em instalar linhas de resguardo com as correspondentes agulhas conjugadas aos aparelhos de sinais à distância, por motivos de segurança, mas não o fez para reduzir os custos, pelo que a Companhia Real proibiu o trânsito de eléctricos pela passagem de nível, obrigando ao transbordo dos passageiros entre os dois lados.[18]

Em Janeiro de 1914, ocorreu uma grande greve dos funcionários da Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses, durante a qual foram feitos vários actos de sabotagem, resultando em descarrilamentos, incluindo um em Chelas.[19]

Décadas de 1920 e 1930

Na década de 1920, a Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses iniciou um plano de investimentos, que tinha como objectivo financiar grandes obras na sua rede, incluindo a electrificação das suas linhas suburbanas, e a construção de uma grande estação ferroviária em Lisboa, na zona do Areeiro, obras que no entanto foram muito atrasadas ou não chegaram a avançar, devido à grande crise financeira internacional que se iniciou em 1929.[20] Em 1 de Julho de 1926, a Gazeta dos Caminhos de Ferro noticiou que a Companhia tinha aberto concurso para a electrificação dos lanços do Rossio a Sintra e ao Braço de Prata, prevendo-se que esta obra estaria concluída no prazo de três a quatro anos.[21] Esta intenção de adaptar à tracção eléctrica as linhas suburbanas de Lisboa veio na sequência de um processo semelhante levado a cabo na Linha de Cascais, que apesar de ter inicialmente enfrentado alguns problemas técnicos, trouxe grandes benefícios à exploração da linha.[22]

O projecto para a nova estação no Areeiro chegou a ser alvo de um estudo do engenheiro António Vicente Ferreira, que propunha a instalação entre a Avenida Almirante Reis e o Instituto Superior Técnico, e que foi aprovado pela Comissão Especial de Novas Obras em 28 de Outubro de 1931.[23]

A partir de 1930, a Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses iniciou um programa de substituição das pontes metálicas nas suas linhas, incluindo a de Cintura.[14]

No relatório de 1931 - 1932 da Direcção Geral de Caminhos de Ferro, a Linha de Cintura surge com o nome de Ramal de Santa Apolónia a Bemfica, sendo constituído pelo lanço entre Xabregas e a Bifurcação de Bemfica, e pelo Ramal de Braço de Prata, totalizando 8,935 Km.[24]

Década de 1940

Em 13 de Julho de 1949, a Câmara Municipal de Lisboa aprovou o projecto para o Viaduto de Entrecampos, que deveria transportar a linha por cima da Avenida da República.[25]

Estação de Campolide, em 1956.

Décadas de 1950 e 1960

Na década de 1950, a Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses começou um programa de modernização das suas vias férreas, que incluía a adaptação a tracção eléctrica, e a instalação de novos equipamentos de sinalização e controlo de tráfego.[26] A primeira fase deste programa englobava as linhas de Sintra e Cintura, e parte da Linha do Norte.[26] Estes empreendimentos foram entregues ao consórcio Groupement d`Étude et Electrification des Chemins de Fer en Monophasé 50 Hz, composto por várias empresas, incluindo a Alsthom, que foi responsável pela instalação do bloco automático e da automatização das passagens de nível, e dos sistemas de sinalização, do tipo electromecânico Jeumont, na estação do Rego.[26] A circulação na Linha de Cintura foi beneficiada com a abertura à exploração da tracção eléctrica em 28 de Abril de 1957.

O viaduto da Linha de Cintura sobre as Avenidas 5 de Outubro e da República, cujo concurso foi aberto em 1968, foi desde logo planeado para passar de via dupla para via quádrupla, de forma a acolher mais tráfego, se necessário, e devido ao projecto que existia para expandir a estação do Rego.[27]

Estação do Rego e Apeadeiro de Laranjeiras, eliminados no séc. XX, situados entre Sete Rios e Entrecampos, na Linha de Cintura.

Década de 1990

Na década de 1990, iniciou-se um novo programa de modernização das linhas suburbanas de Lisboa, deste vez sob a égide do Gabinete do Nó Ferroviário de Lisboa, tendo um dos principais projectos sido o do Eixo Ferroviário Norte-Sul, que procurou melhorar as ligações ferroviárias entre as duas margens do Rio Tejo em Lisboa, através da construção de uma linha entre Campolide e Coina utilizando o tabuleiro inferior da Ponte 25 de Abril, e do desenvolvimento dos já existentes.[28] Desta forma, planeou-se a quadruplicação dos lanços entre Braço de Prata e a Concordância de Cruz da Pedra, que também seria aplicada na Linha de Sintra e em parte da Linha do Norte.[28] Previa-se que a primeira secção do futuro Eixo Ferroviário Norte-Sul seria entre Chelas e Coina, em termos operacionais, e do Areeiro ao Fogueteiro, para os serviços de passageiros.[28] Também estava programada a construção de novas estações em Chelas e Campolide, e melhorar a interligação com o Metropolitano de Lisboa nestas duas interfaces, junto com Roma Areeiro, Entrecampos e Sete Rios.[28] Em 1992, começaram a ser utilizadas novas automotoras quádruplas eléctricas nas linhas de Sintra e de Cintura,[29] e em 1993 entrou ao serviço o sistema CONVEL - Controlo Automático de Velocidade nas linhas de Cintura e de Sintra.[30] Em 1996, já se tinham iniciado várias empreitadas em ambas as margens do Tejo, no âmbito do projecto do Eixo Ferroviário Norte-Sul, destacando-se a estação de Sete Rios e o Viaduto de Campolide.[28]

Século XXI

Em 2001, iniciaram-se os serviços com comboios de dois pisos entre Alcântara Terra e Vila Franca de Xira.[31] Em 5 de Setembro de 2003, foram abertas à exploração a terceira e quarta vias do troço entre Entrecampos e o Terminal Técnico de Chelas.

Exploração comercial

Alcântara-Terra, términus comercial da Linha de Cintura.

Não havendo actualmente exploração comercial da Linha de Cintura enquanto tal (estando mesmo sem serviço de passageiros o troço Alcântara-Terra - Linha de Cascais e a Concordância de Xabregas contando apenas com uma circulação diária), esta é no entanto uma dais mais movimentadas artérias ferroviárias portuguesas, com circulações suburbanas (CP-USGL: famílias de Sintra e Azambuja, e Fertagus), regionais (linhas do Oeste, Norte, e Sul), Alfa Pendular, Intercidades, e de mercadorias.

O apeadeiro de Entrecampos-Poente é términus de algumas ciculações oriundas das linhas de Sintra e do Oeste (tal como o anterior apeadeiro da 5 de Outubro); a via que o liga a Entrecampos não faz serviço comercial, servindo porém a manobras frequentes.

Composição de mercadorias circulando na Linha de Cintura junto ao PN K 4 (Sete Rios); à esquerda, linhas do PMO I do ML, em tempos ligado à Linha de Cintura.

Ligação ao Metro

Na Linha de Cintura, junto à estação de Sete Rios, situava-se a única ligação (em via algaliada) entre o sistema ferroviário português geral (bitola ibérica) e a rede do Metropolitano de Lisboa (bitola internacional). Com o encerramento do respectivo PMO I (actual terminal rodoviário de Sete Rios) em 2001[carece de fontes?] esta ligação desapareceu, tendo a boca do túnel sido vedada e a agulha levantada.

Locomotiva a diesel da série 1400 circulando na Doca de Alcântara do Porto de Lisboa (vista nascente), num ramal associado à Linha de Cintura.

Ligação de Alcântara

O troço entre Alcântara-Terra e a Doca de Alcântara, com entroncamentos com a Linha de Cascais (permitindo os trajectos Alcântara-Terra ⇄ Belém e Alcântara-Mar ⇄ Doca) não está eletrificado, sendo usado apenas por composições de mercadorias em manobras, puxadas por locomotivas a diesel.

Não há serviço de passageiros, tendo as estações de Alcântara-Terra e Alcântara-Mar estado ligadas por uma passagem elevada, a Passagem Superior de Alcântara, munida de escadas e passadeiras rolantes, construída em 1991 e demolida em 2008.

CP-USGL + CP-Reg + Soflusa + Fertagus
 
 
(n) Azambuja 
 Praias do Sado-A (u)
(n) Espadanal da Azambuja 
 Praça do Quebedo (u)
(n) Vila Nova da Rainha 
 Setúbal (u)
**(n) Carregado 
 Palmela (u)
(n) Castanheira do Ribatejo 
 Venda do Alcaide (u)
(n) Vila Franca de Xira 
 Pinhal Novo (u)(a)
(n) Alhandra 
 Penteado (a)
(n) Alverca 
 Moita (a)
(n) Póvoa 
 Alhos Vedros (a)
(n) Santa Iria 
 Baixa da Banheira (a)
(n) Bobadela 
 Lavradio (a)
(n) Sacavém 
 Barreiro-A (a)
(n) Moscavide 
 Barreiro (a)
(n) Oriente 
 (Soflusa)
(n)(z) Braço de Prata 
 Terreiro do Paço (a)
 
 Penalva (u)
(n)(ẍ) Santa Apolónia 
 Coina (u)
(z) Marvila 
 Fogueteiro (u)
(z) Roma-Areeiro 
 Foros de Amora (u)
(z) Entrecampos 
 Corroios (u)
(z)(7) Sete Rios 
 Pragal (u)
 
 Campolide (z)(s)(u)*
(s) Benfica 
 Rossio (s)
(s) Santa Cruz-Damaia 
 Cais do Sodré (c)
(s) Reboleira 
 Santos (c)
(z) Alcântara-Terra 
 Alcântara-Mar (c)
(s) Amadora 
 Belém (c)
(s) Queluz-Belas 
 Algés (c)
(s) Monte Abraão 
 Cruz Quebrada (c)
(s) Massamá-Barcarena 
 Caxias (c)
(s)(o) Agualva-Cacém 
 Paço de Arcos (c)
 
 Santo Amaro (c)
(o) Mira Sintra-Meleças 
 Rio de Mouro (s)
(s) Mercês 
 Oeiras (c)
(s) Algueirão - Mem Martins 
 Carcavelos (c)
(s) Portela de Sintra 
 Parede (c)
(s) Sintra 
 São Pedro Estoril (c)
(o) Sabugo 
 São João Estoril (c)
(o) Pedra Furada 
 Estoril (c)
(o) Mafra 
 Monte Estoril (c)
(o) Malveira 
 Cascais (c)
**(o) Jerumelo 
 

← 2019-2021 []

Linhas: a L.ª Alentejoc L.ª Cascaiss L.ª Sintra C.ª X.
n L.ª Norteo L.ª Oestez L.ª Cinturau L.ª Sul7 C.ª 7 R.
(*) vd. Campolide-A (**) continua além z. tarif. Lisboa

(***) Na Linha do Norte (n): há diariamente dois comboios regionais nocturnos que param excepcionalmente em todas as estações e apeadeiros.
Fonte: Página oficial, 2020.06

Ver também

Bibliografia

  • BARRETO, António; MÓNICA, Maria Filomena (1999). Dicionário de História de Portugal: Suplemento A/E. Volume 7 de 9 1.ª ed. Lisboa: Livraria Figueirinhas. 714 páginas. ISBN 972-661-159-8
  • GONÇALVES, Eunice; et al. (1993). Terra de Águas: Caldas da Rainha, História e Cultura 1.ª ed. Caldas da Rainha: Câmara Municipal de Caldas da Rainha. 527 páginas
  • MARQUES, Ricardo (2014). 1914: Portugal no ano da Grande Guerra 1.ª ed. Alfragide: Oficina do Livro - Sociedade Editora, Lda. 302 páginas. ISBN 978-989-741-128-1
  • MARTINS, João; BRION, Madalena; SOUSA, Miguel de; et al. (1996). O Caminho de Ferro Revisitado. O Caminho de Ferro em Portugal de 1856 a 1996. Lisboa: Caminhos de Ferro Portugueses. 446 páginas
  • REIS, Francisco; GOMES, Rosa; GOMES, Gilberto; et al. (2006). Os Caminhos de Ferro Portugueses 1856-2006. Lisboa: CP-Comboios de Portugal e Público-Comunicação Social S. A. 238 páginas. ISBN 989-619-078-X

Leitura recomendada

  • ABRAGÃO, Frederico de Quadros (1956). Caminhos de ferro portugueses – esboço da sua história. Lisboa: Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses
  • ANTUNES, J. A. Aranha; et al. (2010). 1910-2010: o caminho de ferro em Portugal. Lisboa: CP-Comboios de Portugal e REFER - Rede Ferroviária Nacional. 233 páginas. ISBN 978-989-97035-0-6
  • CERVEIRA, Augusto; CASTRO, Francisco Almeida e (2006). Material e tracção: os caminhos de ferro portugueses nos anos 1940-70. Col: Para a História do Caminho de Ferro em Portugal. Volume 5. Lisboa: CP-Comboios de Portugal. 270 páginas. ISBN 989-95182-0-4
  • VILLAS-BOAS, Alfredo Vieira Peixoto de (2010) [1905]. Caminhos de Ferro Portuguezes. Lisboa e Valladollid: Livraria Clássica Editora e Editorial Maxtor. 583 páginas. ISBN 8497618556
  • SALGUEIRO, Ângela (2008). A Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses: 1859-1891. Lisboa: Univ. Nova de Lisboa. 145 páginas

Referências

  1. Câmara Municipal de Lisboa : Planta da Cidade (folha n.º 28), 1922.
  2. Alvaro SANTOS “Tourist” Planta de Lisboa : Folha Nº 2 1924
  3. J. R. Silva: Metropolitano de Lisboa. 1959~1963 (Mapa)
  4. final séc.XIX (mapa)
  5. Infraestruturas de Portugal (30 de julho de 2021). «1ª Adenda do Diretório da Rede 2022» (PDF). Consultado em 1 de maio de 2022. Cópia arquivada (PDF) em 1 de maio de 2022
  6. Faria da COSTA Plano de Urbanização da Zona a Sul da Av.da Alferes Malheiro 1945
  7. Mário LOPES: “Localização da Estação Central de Lisboa : Reflexão sobre a comparação de diferentes alternativasTransportes em Revista 2009.02.14
  8. REIS et al, 2006:12
  9. TORRES, Carlos Manitto (16 de Janeiro de 1958). «A evolução das linhas portuguesas e o seu significado ferroviário» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 70 (1682). p. 61-64. Consultado em 3 de Março de 2014
  10. MARTINS et al, 1996:29
  11. GONÇALVES et al, 1993:297
  12. Diagrama das Linhas Férreas Portuguesas com as estações (Edição de 1988), C.P.: Direcção de Transportes: Serviço de Regulamentação e Segurança, 1988
  13. MARTINS et al, 1996:249
  14. MARTINS et al, 1996:120-121
  15. MARTINS et al, 1996:251
  16. «O Bairro da Europa» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 15 (346). 16 de Maio de 1902. p. 145-146. Consultado em 2 de Dezembro de 2017
  17. «Linhas Portuguesas» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 15 (348). 16 de Junho de 1902. p. 186. Consultado em 2 de Dezembro de 2017 (O lay-out das vias em Campolide e Campolide-A terá sido repetidamente alterado até atingir a configuração atual que permite percursos contínuos entre quase todas as estações contíguas — Rossio, Pragal, Alcântara Terra, Sete Rios, e Benfica, sendo as exceções Rossio-Alcântara e Rossio-Pragal.)
  18. «Tracção Electrica» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 15 (350). 16 de Julho de 1902. p. 212. Consultado em 2 de Dezembro de 2017
  19. MARQUES et al, 2014:126
  20. BARRETO e MÓNICA, 1999:226
  21. «Linhas Portuguesas» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 39 (925). 1 de Julho de 1926. p. 208. Consultado em 2 de Dezembro de 2017
  22. SOUSA, José Fernando de (1 de Janeiro de 1927). «O Ano que Findou» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 40 (937). p. 1-3. Consultado em 2 de Dezembro de 2017
  23. MARTINS et al, 1996:258
  24. «Direcção-Geral de Caminhos de Ferro: Relatório de 1931-1932» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 47 (1109). 1 de Março de 1934. p. 127-130. Consultado em 2 de Dezembro de 2017
  25. MARTINS et al, 1996:263
  26. MARTINS et al, 1996:157-158
  27. «Jornal do Mês» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 81 (1930). 16 de Outubro de 1968. p. 122. Consultado em 21 de Fevereiro de 2013
  28. MARTINS et al, 1996:216-217
  29. MARTINS et al, 1996:114
  30. REIS et al, 2006:150
  31. REIS et al, 2006:202

Ligações externas


This article is issued from Wikipedia. The text is licensed under Creative Commons - Attribution - Sharealike. Additional terms may apply for the media files.